Título Original: Das Vertraute unvertraut machen

Autores: Zygmunt Bauman e Peter Haffner

Editora: Zahar

Páginas: 143

Ano: 2021

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Sinopse: Em Estranho familiar, os leitores de Zygmunt Bauman encontrarão um viés mais pessoal do homem que mudou nossa maneira de pensar o mundo moderno. E aqueles que acabam de descobrir esse engajado humanista terão em mãos uma síntese magistral de seu imenso legado.

Meses antes de falecer, Zygmunt Bauman recebeu em sua casa o jornalista suíço Peter Haffner para três longas conversas. Desses encontros surgiu este livro, no qual o grande sociólogo discorre sobre temas como história, política, identidade, judaicidade, moral, felicidade e amor.

Bauman descreve sua infância, o serviço militar no Exército Vermelho, a participação na Segunda Guerra Mundial e a expulsão da Polônia em 1968, oferecendo relatos íntimos de eventos históricos aos quais consagra suas finas percepções sociais e políticas. Ele fala sobre a perspectiva da morte com a propriedade de quem enfrentou na pele, como judeu polonês, a sociedade desregulada, fragmentada e individualizada da modernidade líquida, da qual se tornou teórico. Comenta os autores que desempenharam papel principal em seu pensamento, como Antonio Gramsci e Emmanuel Levinas. E destaca a importância da sociologia ― uma ciência cujo significado, em sua visão, é tornar o familiar estranho e o estranho familiar.       (SKOOB)

Oi, gente! Como vocês estão? Espero que todos estejam bem.
A resenha do livro de hoje é de um escritor que a bastante tempo tenho curiosidade de conhecer, suas ideias e reflexões sobre a sociedade atual me chamaram a atenção.

'Estranho Familiar: Conversas sobre o mundo em que vivemos' é um livro da editora Zahar que desde 2019 faz parte do Grupo Companhia das Letras. O livro é uma entrevista do jornalista Peter Haffner com o sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman e trata de diversos assuntos da vida humana.

A obra é dividia nos temas:
  • Amor e gênero
  • Experiência e lembrança
  • Judaicidade e ambivalência
  • Intelecto e compromisso
  • Poder e identidade
  • Sociedade e responsabilidade
  • Religião e fundamentalismo
  • Utopia e história
  • Presente e futuro
  • Felicidade e moral


O jornalista fará perguntas a Bauman e o mesmo irá responder de acordo com as suas opiniões e observações feitas ao longo de seus anos de estudos, o sociólogo também mencionara suas obras, que são bastantes vastas e eu desejo muito lê-las, com a finalidade de enfatizar sua opinião.

Embora a entrevista seja feita visando a opinião de Bauman, o mesmo, e até o entrevistador, citam diversas obras, diversos autores e pessoas importantes, fazendo com que o livro instigue o leitor a procurar saber mais sobre essas pessoas citadas. Amo livros que fazem isso, me apresentam novas leituras.
O que eu faria diferente? Ah, não, eu não respondo esse tipo de pergunta.    Pág 21
Fique feliz que alguns dos autores e obras citadas no livro eu já tenha conhecido e até lido alguns, aqui no blog tem alguns resenhas também, são obras como de George Orwell (1984A Revolução dos Bichos) e Svetlana Aleksievitch (O Fim do Homem Soviético), fique tão orgulhosa de mim por ter lidos essas obras (rsrsrs), porém essas são só alguns dos escritores citados pelo autor. Garanto que só gente de auto calibre.

O material do livro é excelente, a diagramatura muito boa, as folhas são amareladas o que faz com que o leitor se sinta confortável com a leitura, pois, embora a obra tenha poucas páginas, os temas debatidos devem ser lidos com calma para melhor serem compreendidos.


O meu primeiro contato com Zygmunt Bauman  não me decepcionou, pelo contrário, elevou ainda mais as minhas expectativas, elas continuam bem altas. Espero que os demais livros do autor me façam coloca-lo no patamar dos melhores, na minha humilde opinião, mas acredito que o mesma já conquistou meu coração.

Essa é a minha recomendação de leitura para você, independente de escolha de livros que você goste, pois acredito que ampliar nossa mente para novos horizontes sempre é enriquecedor. Como disse Dom Quixote "Quem lê muito e viaja muito, muito ver e muito sabe". Bem, ler é viajar duas vezes.

Até a próxima!

NOTA:


Zygmunt Bauman (1925-2017) foi o grande pensador da modernidade. Perspicaz na lista de temas contemporâneos, deixou vasta obra - com destaque para Amor líquido, fundamental para compreensão das relações afetivas hoje. Sociólogo e filósofo, soube se comunicar diretamente com seus leitores. Professor emérito das universidades de Varsóvia e de Leeds, tem amis de quarenta livros publicados no Brasil, todos pela Zahar, com enorme sucesso de público. Bauman nasceu na Polônia e morreu na Inglaterra, onde vivia desde a década de 1970.
Peter Haffner é jornalista premiado e ensaísta. Nascido em Zurique, em 1953, colabora regularmente para o jornal suíço Neue Zürcher Zeitung escrevendo sobre temas políticos, históricos e filosóficos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

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1 comentários:

  1. Eu amo Baumaaaaaan e que delícia de resenha! Mais um para minha lista! Amo Modernidade Líquida e amor líquido! Bauman e atemporal!

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