Titulo Original: Oblivion Song, volume two
Série: Oblivion Song #2
Autor: Robert Kirkman
Editora: Intrínseca
Páginas: 136
Ano: 2020
Gênero: Ficção / HQ, comics, mangá / Literatura Estrangeira
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Sinopse: Mestre em traçar universos distópicos permeados por reflexões sobre família, morte e a natureza humana diante da crise, Robert Kirkman, criador de The Walking Dead, reúne em Oblivion Song vários dos elementos que o consagraram. No segundo volume da série de quadrinhos que conquistou fãs e críticos, voltamos a acompanhar a saga do cientista Nathan Cole para reparar os erros do passado e começamos a entender o mistério que cerca o surgimento da nova dimensão aterrorizante com raros momentos de calmaria. Anos atrás, 300 mil habitantes da Filadélfia foram repentinamente transportados para Oblivion. O governo investiu muitos recursos em incursões para resgatar as vítimas, mas as buscas foram encerradas. No entanto, algo motivou Nathan Cole a não desistir de procurar por sobreviventes. Quando revelações impensáveis sobre seu passado vêm à tona, ele passa a ter suas ações questionadas pelo governo. Há perguntas sobre Oblivion que só Nathan pode responder, e agora o futuro dos dois mundos está em suas mãos. Com a arte vibrante de Lorenzo De Felici, Oblivion Song: Entre dois mundos reúne os fascículos 7 a 12 da série e entrelaça ação, suspense e ficção científica numa história sobre as renúncias e as escolhas necessárias para seguirmos em frente. (FONTE)

'Oblivion Sog: Entre Dois Mundos' é o segundo volume da HQ de autoria de Robert Kirkman e foi lançado aqui no Brasil recentemente este ano de 2020 pela Editora Intrínseca. Mas ATENÇÃO! Essa história é a continuação de 'Oblivion Song: Canção do Silêncio', portanto essa resenha pode conter SPOILERS para quem não leu o primeiro volume.


Continuamos do clímax deixado no volume anterior, o governo descobriu no quartel general de Nathan um equipamento que foi responsável pela primeira Transferência – evento no qual metade da Filadélfia foi enviada para outra dimensão e em troca partes dessa dimensão selvagem e desértica agora fazem parte da sua realidade. 
Foi então que notei o som... a canção do silêncio.
Seguindo um certo clichê da ficção científica, a máquina criada por Nathan e seu laboratório que permitiria que eles sobrepusessem ambas as realidades e assim descobrissem o que de fato havia lá, seria convertida numa arma e assim ele deve encontrar uma forma de redimir seu erro trazendo todos de volta ao mesmo tempo que impede o governo de pôr as mãos no gerador.


O traço no quadrinho é lindo e muito colorido, o que ajuda na imersão e facilita bastante para um leitor iniciante, algumas cenas possuem mais destaque ao ocupar duas páginas inteiras. 
Os diálogos continuam diretos e fáceis de acompanhar, e a forma como são escritos permitem com que os flashbacks sejam rápidos e não afetem a dinâmica da história.


Além de Nathan, seguimos outros personagens como Duncan, alguém que foi salvo por ele, contudo ele passou por uma experiência traumática e sente falta de quem ele era em Oblivion, assim como seu irmão Ed, cuja insistência me lembrou bastante o pregador fanático que a história nos dá alguns vislumbres, ele acredita que todas as pessoas devem ser levadas da Filadélfia e somente assim eles entenderão o verdadeiro significado da vida, dessa forma cumpre muito bem o papel do herói fanático que embora tenha boas intenções acaba cometendo grandes erros. 
Voltar pra casa me lembrou como a vida pode ser horrível. Como é complicada... como é difícil sobreviver.

O final, como no livro anterior, deixou um gancho para o próximo volume, ainda que de forma mais sutil. Estou bastante ansiosa para saber como a história de Nathan vai se desenrolar, principalmente considerando o seu final; está óbvio que há muito mais segredos em Oblivion que nem mesmo seus residentes atuais conhecem. Eu senti falta de uma resolução melhor com o governo, principalmente considerando que essa divergência inspirou a motivação de Nathan no início da HQ. 
Sem dúvida eu continuarei acompanhando essa história, acredito que exista um grande background que ainda não nos foi revelado. Minha grande crítica vai para as poucas respostas recebidas, acreditei que esse volume traria mais respostas, mas infelizmente me deixou apenas com mais dúvidas. Recomendo a todos os leitores de quadrinhos e fãs do trabalho de Kirkman, e é claro aos fãs de ficção científica.

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NOTA

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:


Robert Kirkman é um escritor de história em quadrinhos americano, conhecido por seus trabalhos para os quadrinhos The Walking Dead e Invencível, ambos para a Skybound e a Image Comics, da qual é um dos cinco sócios, sendo o único entre eles que não é co-fundador da empresa.

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