Título Original: The Hate U Give
Autor: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Jovem adulto/ Infanto-juvenil
Ano: 2018
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Sinopse: 84 semanas na lista dos mais vendidos do The New Times. Durante o dia, Starr estuda numa escola cara, com colegas brancos e ricos. No fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia. Ainda muito nova, Starr aprendeu com os pais como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas, Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, sensível e, ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar. (FONTE)

Oiiiiiiie, gente! Tudo bem?

'O Ódio que Você Semeia' não é um livro recente, lançado em 2017 com a capa original e 2018 com a capa do filme, só agora eu tive a oportunidade de lê-lo. Arrependida estou de deixá-lo na estante aguardando, mas a hora chegou e assim que terminei, corri aqui para contar tudo para vocês.


A narrativa foca principalmente em Starr, uma adolescente que vê o amigo de infância ser assassinado por um policial, crime esse que se firma no racismo, diante de tal acontecimento Starr lida com a dor da perda do amigo, mas ao mesmo tempo sabe que não pode se calar, Khalil merece justiça.

Starr mora em um bairro pobre e cercado de violência, mas estuda em um escola de classe alta, isso para ela é um conflito, pois alterna os papeis entre os dois ambientes totalmente opostos.  Ela tem uma família muito unida e que têm uma importância muito grande na trama.
É que tem alguns lugares onde não basta ser eu. Nenhuma versão minha.

Posso dizer que eu li cada página com a apreensão do que Starr faria, pois é a palavra de uma menina negra contra a de um policial, ele matou Khalil sem que ele pudesse se defender, mas por ser negro, já foi reconhecido com o um bandido, gostei como a autora explora esse racismo estrutural, na trama vemos que o que aconteceu nela, poderia (e acontece, infelizmente) em vários lugares do Brasil e do mundo.
É maneiro ser negro até ser difícil ser negro.
Os personagens são muito bem construídos, amigos do bairro, os alunos da escola e com destaque a família de Starr que é maravilhosa, amei como os pais são harmoniosos e ressalto que isso foi um ponto positivo demais para mim, pois vejo sempre livros mostrando famílias negras com pais separados, brigas e até criminalidade, mas nesse livro não acontece isso, mostra uma família que se mantém unida em meio a tudo. Apesar de viverem em um bairro que tem violência, eles lutam para melhorar essa realidade e mostram que através da união e amor tudo pode mudar, aprovo demais o modo como autora mostrou pessoas de bairros pobres, são pessoas boas, nem todos são bandidos como várias vezes são retratados na mídia.

As despedidas doem mais quando a outra pessoa já partiu.
Eu me emocionei tanto com diversas partes da história, o crescimento de Starr como personagem foi intenso, acompanhamos a menina com dúvidas sobre peitar policiais e a mesma menina pronta para protestar e fazer justiça, fazer a voz de seu amigo presente mesmo depois de sua morte. Senti-me uma participante da narrativa, prévia que eu estava dentro da trama, a narrativa da autora é tão envolvente que faz isso possível.
Khalil foi silenciado, mas vamos nos juntar e fazer com que nossas vozes sejam ouvidas em seu nome.
'O Ódio que Você Semeia' é um livro sobre racismo estrutural, família, protestos, amor, desigualdade social e de como a sociedade lida com tudo isso, um livro necessário e que dá tapas na cara do leitor o tempo todo, mostrando realidade que muitos sequer pararam para analisar, as reflexões sobre racismo e violência me impactaram e me fizeram perceber ainda mais os discursos de ódio e a falta de visibilidade para assuntos tão importantes como aos que são discutidos nesse livro.

Liberdade completa, justiça e igualdade, por qualquer meio necessário.
Após a leitura, me senti feliz por ver que livros como este estão sendo lidos principalmente por adolescentes, isso traz esperança sobre a mudança da nossa sociedade. A crítica social presente nessa incrível obra é de extrema importância, fiquei muito maravilhada e realmente indico demais a leitura, que é rápida, fluída e muito relevante. Se você gosta de livros que toquem em feridas sociais e temas polêmicos, 'O Ódio que Você Semeia' é uma pedida perfeita.


Uma curiosidade sobre o nome do livro é que inglês 'The Hate U Give'  são as iniciais de “Thug” que teria o significado de “bandido”, influenciada por um rap, que inclusive é citado no livro, a tradução da frase completa aparece várias vezes no livro “o ódio que você semeia nas criancinhas fod* com todo mundo” o que impactada por essa frase eu realmente concordo com ela, crítica social pura!
É possível dizer uma coisa racista e não ser racista!?
Se você ainda não leu, coloque imediatamente em sua lista, pois 'O Ódio que Você Semeia' fala sobre a comunidade negra com uma propriedade incrível e com certeza será uma leitura muito importante, recomendo demais! Já ganhei 'Na Hora da Virada', o novo livro da autora e estou ansiosa para fazer a leitura!

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NOTA:

Angie Thomas nasceu e foi criada em Jackson, no Mississippi, o que se percebe pelo seu sotaque. Quando adolescente, era rapper e sua maior conquista foi ter escrito um artigo sobre si mesma na Revista Right On! (com foto). É bacharel em escrita criativa pela Belhaven University e possui um diploma não oficial em Hip Hop. Ela ainda sabe fazer rap, se for preciso. Seu livro de estreia, O Ódio Que Você Semeia (The Hate U Give), foi o primeiro a vencer o Walter Dean Meyers Grant, em 2015, na categoria We Need Diverse Books. O romance será adaptado para o cinema, pela Fox, e chegou ao primeiro lugar da lista do New York Times na semana de seu lançamento.

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2 comentários:

  1. Que arraso!
    Realmente é uma história incrível, daquelas que todos deveriam ler.
    Eu gostei muito e só digo par que você leia o quanto antes o A hora da virada.

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    Respostas
    1. Aiiiii, amei ! Já quero ler o A hora da virada! Obrigada demais pelo presente!

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