Título Original: Serpentário
Autor: Felipe Castilho
Editora: Intrínseca
Ano: 2019
Gênero: Fantasia / Ficção científica / Horror / Literatura Brasileira
Páginas: 368
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Sinopse: Todo ano, Caroline, Mariana e Hélio costumavam deixar a capital paulista para encontrar Paulo, um jovem habituado à simples vida caiçara. No entanto, a amizade construída nas areias do litoral sofreu abalos sísmicos no Réveillon de 1999, quando algo tão inquietante quanto o bug do milênio abriu caminho para uma misteriosa ilha que despontava no horizonte, e explorá-la talvez não tenha sido a melhor decisão. Sobreviver à Ilha das Cobras tem um preço. O arquipélago é um ambiente hostil, tomado por víboras, e esconde segredos tão perturbadores quanto seus habitantes. Mais do que um equívoco darwiniano ou uma lenda popular, a ilha praticamente destruiu a vida deles. Entre memórias e fatos fragmentados, o que aconteceu naquela fatídica noite se tornou um mistério. Mas de algumas coisas eles se lembram perfeitamente: uma enorme e ameaçadora serpente, além de uma pessoa sendo entregue ao ninho da víbora, um sacrifício sem chance de recusa. Anos depois, Caroline é confrontada com um de seus piores pesadelos: a pessoa que eles abandonaram está viva. Um fantasma do passado que surge para fazer suas certezas caírem por terra. Então, ela decide reunir os amigos para entender o que aconteceu. E talvez o encontro seja parte de algo maior... e maligno. Em Serpentário, Felipe Castilho mostra todo o seu talento ao mesclar referências do folclore e da mitologia a elementos da cultura pop, da ficção científica e do horror. (SKOOB)

'Serpentário' é o recente lançamento do autor Felipe Castilho, publicado pela Editora Intrínseca, além de ser meu primeiro livro nacional fora dos clássicos escolares.

A história começa com quatro amigos Caroline, Hélio, Mariana – que vivem em São Paulo – e Paulo que vive no litoral, todo final de ano eles vão passar o réveillon na Praia da Baleia e é na virada do ano de 1999 que eles vão passar por uma experiência traumática na Ilha das Cobras que resulta no afastamento dos amigos e na morte de Paulo.

Dezenove anos depois, Carol, traumatizada por esses eventos e com a mente se deteriorando cada vez mais, descobre que Paulo está vivo e planeja um reencontro entre os amigos para enfim entenderem o que houve naquele dia na Ilha das Cobras e o que aconteceu com Paulo após ser abandonado por eles.
Estar ali era um erro, pois ninguém a ajudaria a sair do inferno que se tornara sua cabeça. - Página 91

Primeiramente gostaria de dizer que esse livro traz características de muitos gêneros, com destaque para o suspense sobre o que realmente houve com Paulo, e o realismo mágico no qual muitas vezes o leitor não tem ideia se o que está lendo é fruto da imaginação ou um acontecimento real. Felipe trouxe críticas muitos atuais na qual ele aborda racismo, pobreza, preconceito, religião e homofobia; tudo isso de forma bastante consciente e como muitas vezes os personagens tiveram que abrir mão de si mesmos ao longo da vida por conta das convenções sociais.

Os capítulos são alternados por interlúdios nos quais o autor traz mais informações sobre a Ilha das Cobras através de histórias que inicialmente parecem aleatórias, mas à medida que o livro flui se conectam com a história principal. Além disso, ocorre uma alternância entre passado e presente e esse artifício muitas vezes fez com que eu ficasse cada vez mais ansiosa, pois o autor sempre terminava de forma instigante e assim eu fiquei presa querendo saber o que tinha acontecido na Ilha ao mesmo tempo que ficava chocada com as mudanças drásticas dos personagens na atualidade.


Com relação ao final, fica o aviso de que o autor não nos dá todas as respostas, pelo contrário o próprio autor nos esclarece que esse livro provém da “cultura inútil”; mas não se engane as questões abordadas são de suma importância. De bônus o autor faz uma crítica sobre a nossa situação política e para quem for da década de 90/2000 existem algumas referências pop.
A peçonha que desgraçara sua vida vinha dela mesma. - Página 337
O livro está super indicado, porém com a ressalva de que nem todos se agradarão por não haver um grande mal a ser combatido e deixar o leitor sem respostas prontas, foi uma experiência incrível principalmente porque sou leitora assídua de fantasia.

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NOTA:

Felipe Castilho é autor de livros de fantasia, além de roteirista. Famoso pela série O legado folclórico, que une mitologia brasileira ao mundo de videogames, foi indicado ao prêmio Jabuti 2017 pelo quadrinho Savana de pedra, criado em parceria com Tainan Rocha e Wagner William. Também escreveu Ordem vermelha: Filhos da Degradação, seu primeiro livro publicado pela Intrínseca, ambientado no universo cocriado junto a Rodrigo Bastos Didier e Victor Hugo Souza. Mora em São Paulo, onde gosta de visitar lugares chiques usando chinelo.

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