Título Original: The Chernobyl Prayer
Autor: Svetlana Aleksiévitch
Páginas: 384
Gênero: Narrativas Pessoais - Acidentes, Radiação
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
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Sinopse: Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia então parte da finada União Soviética , provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo. (SKOOB)

Oiiiiiii!!
Estou muito feliz com a leitura da resenha de hoje e é tão bom quando isso acontece, né?!
Já li três livros da Svetlana Aleksiévitch e acabei chegando a conclusão que leria até sua lista de compras (rsrsrsrs).

Já tinha ouvido falar muiiiiiito bem de 'Vozes de Tchernóbil', publicado aqui no Brasil pela Editora Companhia das Letras.

Na obra teremos relatos de pessoas que viram e/ou viveram os acontecimentos do maior acidente nuclear da História. Tchernóbil que atualmente fica na Ucrânia, mas na época da tragédia fazia parte da União Soviética, tinha uma usina nuclear.

A URSS já possuía muitas outras usinas nucleares em seu território, o que acabou se revelando a fragilidades delas depois.


Leremos relatos fortes (FORTES!), pois eu gosto de ler livros sobre a Segunda Guerra Mundial, mas não tinha me deparado com nada parecido aos relatos descritos. No início já damos de cara com o depoimento da esposa de um dos bombeiros, esses bombeiros foram os primeiros a chegarem na usina após a explosão do reator. Gente, sério, eu fiquei sem palavras.
Você não deve se esquecer de que isso que está na sua frente não é mais o seu marido, a pessoa que você ama, mas um elemento radioativo com alto poder de contaminação. Não seja suicida. - (Página 28)
Após esses relatos seguiram outros mais impactantes ainda, relatos estes que diziam como a vida se seguiu dias depois do acidente, mesmo o governo sabendo do quão perigoso era, de como as pessoas eram tiradas das suas casas sem poderem levar nada ou até do envio de pessoas para o local sem nenhum tipo de proteção.

As pessoas também falam sobre como ficou a saúde delas após terem contato com os gases, como achavam importante irem ajudar na usina e como o governo não passava nenhuma informação do que realmente estava acontecendo. O acidente nuclear de Tchernóbil foi muito mais danoso do que eu tinha ouvido falar, embora nunca tenha me aprofundado no assunto.
O homem só salvou a sua pele, todo o resto ele atraiçoou. Depois que as populações partiram das aldeias, pelotões de soldados e caçadores foram lá e abateram os animais. E os cachorros corriam á voz humana, e também os gatos...E os cavalos não podiam entender nada. E eles não tinham culpa, nem as feras nem os pássaros, e morriam em silêncio, isso é ainda mais terrível. - (Página 47)
'Vozes de Tchernóbil' é dividida em três partes, tendo no início uma nota histórica sobre o episódio, além da entrevista com a opinião da própria escritora. Encontraremos também notas de rodapé do tradutor, o que enriquece ainda mais a obra literária.


Preciso dizer que recomendo o livro? Amo a forma que Svetlana elabora os seus livros e o quão parece que os entrevistados estão presentes enquanto lemos, um livro ímpar.
Destino é a vida de um homem, história é a vida de todos nós. Eu quero narrar a história de forma a não perder de vista o destino de nenhum homem. - (Página 50)
Espero ter conseguido descrever o quão maravilhoso é o livro, mas caso não tenha conseguido me expressar corretamente, peço a você que leia e depois volte aqui para me dizer do que achou e o quão certa estou (rsrsrs).

Um forte abraço e até mais!

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NOTA: 

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

 

Svetlana Aleksiévitch nasceu na Ucrânia, em 1948. Jornalista e escritora, refinou ao longo de sua obra uma escrita única, desenvolvida a partir da observação da realidade e ostentando as melhores qualidades narrativas da tradição da literatura russa. Em 2015, recebeu o prêmio Nobel de literatura. Dela, a Companhia das Letras publicou Vozes de Tchernóbil e A Guerra não tem rosto de mulher.

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