Titulo Original: The One-in-a-Million Boy
Autora: Monica Wood
Editora: Arqueiro
Páginas: 348
Ano: 2017
Gênero: Romance, Literatura Estrageira
Sinopse: Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções. Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana. Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver. Um Menino em Um Milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal. (SKOOB)

Olá pessoal, acredito que não poderia ter lido esse livro em um momento da minha vida mais apropriado do que o que estou vivendo agora, por isso essa resenha será feita com muito sentimento tendo em vista que a história me trouxe uma avalanche de emoções e sentimentos, sabe aquela leitura que te faz refletir sobre a vida? Pois bem, podem sentar e se preparar porque lá vem uma daquelas.

"Um menino em um milhão", é um livro que te conquista desde a primeira página, mas principalmente ao longo da leitura. Nele vamos acompanhar a evolução de Quinn Porter como pessoa, a forma como através da senhora Ona Vitkus ele passa a conhecer o seu filho, descobrindo que o mesmo era um garoto repleto de qualidades e com um coração imenso, infelizmente vai ver que poderia ter aproveitado mais a companhia do filho se tivesse sido um pai mais presente.


Como dito na sinopse, o menino morre (prematuramente de uma doença extremamente rara), após sua morte seu pai que sempre foi ausente passa a cumprir a tarefa do menino para com uma senhora de 104 anos durante 7 sábados, e com essas visitas Quinn vai aprender o valor de uma amizade, vai abrir seu coração e deixar alguém entrar verdadeiramente, criando um laço afetivo muito especial, sem falar que vai começar a entender o seu filho, justamente agora que ele se foi. Quanto mais ele visita a Sra. Ona Vitkus mais ele sente a presença do filho nas coisas que ela conta, na forma como ela o descreve, e assim ele vai aprendendo amar o seu garoto, e com isso também aumenta o seu remoço por não ter amado, cuidado e em fim participado da vida do seu filho de forma mais ativa.

Vamos conhecer o passado da Sra. Vitkus, e como o garoto foi importante para que ela se senti-se viva novamente, mudando completamente a percepção dela do seu futuro e de tudo o que ainda poderia conquistar nessa vida, ele conseguiu fazer com que ela visse que apesar das perdas que ela sofreu ao longos de tantos anos havia beleza e muito a conquistar justamente por ter a idade avançada, e através dos sonhos e metas que o menino estabeleceu Ona começa a relembrar seu passado e todas as coisas que viveu, e começa a querer fazer  mais.


O livro é emocionante e nos faz repensar se estamos sendo atenciosos o suficiente com as pessoas que amamos, se estamos respeitando os mais velhos e valorizando todo a sabedoria que só a idade é capaz de trazer, e acima de tudo nos faz ver que é necessário sempre dizer eu te amo, porque não sabemos quando será a última vez. Com tantas reflexões sobre os sentimentos, a gente embarca em uma história emocionante cheia de amor, dor, luto e vontade de viver, e é aí que o livro te conquista e te prende do início ao fim, te fazendo repensar suas atitudes e a forma como vem vivendo.
Seus olhos. Olhos de quem não julga ninguém.
Ficou em minha mente algumas perguntas que me fiz e que gostaria muito que vocês respondessem aqui: 1- Você tem dado o seu melhor em tudo o que faz? 2- Você tem sido um bom ouvinte para os que te rodeiam? 3 - Você tem estado presente na vida dos que você ama? 4 - Você tem vivido de forma leve? Por fim quais são os seus sonhos e o que você tem feito para alcança-los?


Entre tantas qualidades que o garoto tinha a que mais me chamou a atenção foi o fato dele "Saber ouvir", quantas vezes nos não temos paciência de ouvir quando as pessoas querem falar, desde um amigo a um idoso que encontramos na rua e que simplesmente começa a nos contar sobre sua vida, sobre seu dia enfim sobre os mais variados assuntos, e nos simplesmente estamos cansados demais ou ocupados demais para perder tempo ouvindo a conversa daquela pessoa. Acredito, que essa é uma das grandes lições do livro, precisamos parar para ouvir, dar atenção as pessoas e nos mesmos, as vezes não conseguimos ouvir o que nosso coração nos diz por estar correndo demais.

Indico esse livro para todos os leitores, acreditem é uma experiência necessária. Tenho certeza que assim como eu vocês vão amar essa obra, me digam nos comentários o que acharam da resenha.

Beijos e até a próxima!!!

NOTA: 

Monica Wood nasceu no Maine e herdou dos pais o gosto pela arte de contar histórias. Seus hobbies são a observação de pássaros e a música – ela chegou a se apresentar como cantora de jazz, country e gospel. É autora de When We Were the Kennedys: A Memoir from Mexico, Mainee do romance Any Bitter Thing. Outras obras de ficção de sua autoria são Ernie’s Ark e My Only Story, finalista do Kate Chopin Award. Seus textos já foram publicados em O, The Oprah Magazine, The New York Times, Martha Stewart Living, Parade e outros periódicos. Atualmente, vive com seu marido em Portland, Maine, e dedica-se integralmente à escrita.(SKOOB)

Comentários via Facebook

4 comentários:

  1. Oi Janaína, tudo bem?
    Só de ler a premissa do livro, já é possível ver que esta história é realmente para fazer chorar e pensar. Muitas vezes com a correria do dia a dia, a gente não para pra prestar atenção nas pequenas coisas que fazem diferença na nossa vida, e infelizmente as vezes pode ser tarde demais como no livro. Linda resenha.
    Beijos

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    1. Bom dia Lara,
      Fico feliz que tenha gostado <3
      Beijos

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  2. Janaína!
    Livros do tipo sempre me atraem porque gosto de fazer esses questionamentos constantemente: em que poderia melhorar o convívio e o afeto junto às pessoas que convivo e amo?
    Deve ser realmente uma verdadeira lição de vida, principalmente vindo de uma criança de apenas 7 anos.
    Quero ler com urgência.
    “A amizade, depois da sabedoria, é a mais bela dádiva feita aos homens.” (François La Rochefoucauld)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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    1. Olá Rudynalva,
      O livro é muito lindo, me tocou profundamente. De fato fazer essas perguntas deve ser algo constante para que possamos melhorar todos os dias.
      Beijos

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