[Resenha] O Papel de Parede Amarelo - @editorarecord

postado dia 25 maio 2016

Título Original: O papel de parede amarelo
Autor: Charlotte Perkins Gilman
Editora: José Olympio
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 112
Área Principal: Ficção
Assuntos: Romance Estrangeiro

Sinopse: Este clássico da literatura feminista foi publicado originalmente em 1892, mas continua atual em suas questões. Escrito pela norte-americana Charlotte Perkins Gilman, ele narra, em primeira pessoa, a história de uma mulher forçada ao confinamento por seu marido e médico, que pretende curá-la de uma depressão nervosa passageira. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Charlotte Perkins Gilman participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado Women and Economics, uma das bíblias no movimento feminista. Esta edição de O papel de parede amarelo, que chega às livrarias pela José Olympio, traz prefácio da filósofa Marcia Tiburi.(SKOOB)
Em 'O Papel de Parede Amarelo', a autora Charlotte Perkins, nos apresenta uma história de angustia e sofrimento. Uma mulher vai passar o verão com o marido em uma casa no campo, o marido dela é médico e diagnosticou a esposa com uma depressão nervosa passageira. A intensão da viagem aparentemente é para que a esposa se recupere da depressão. Por ela ser escritora - algo não muito aceito pela sociedade naquela época - ele não a deixa escrever, induz a mulher acreditar que é melhor que não trabalhe devido ao seu estado emocional instável e determina que descanse e tome ar puro, para ter uma recuperação rápida. Assim ele mantem ela de certa maneira isolada do mundo.


O conto é bem curto, mas bastante perturbador, a história me fez ver dois lados, o do Marido que aparentemente está preocupado com a saúde mental da esposa e que acredita que mantendo ela isolada, sem trabalhar em uma casa no campo ela irá se recuperar, e o ponto de vista da mulher, que como a maioria das mulheres daquela época, tem um comportamento submisso, aceitando tudo o que o marido lhe impõe sem questionar, para que o ele não se sinta afrontado ou chateado.


O problema vai agravando-se com a obsessão que a mulher desenvolve pelo papel de parede amarelo do quarto do casal, nesse momento podemos perceber que o papel aparentemente para ela representa uma prisão, mas não uma prisão física e sim uma prisão emocional. Assim, se passam os dias da mulher, e pouco a pouco vamos acompanhando sua sanidade mental diminuindo, de forma angustiante e opressiva.


Para mim o livro, que foi escrito no ano de 1892, não só demonstra o quanto somos frágeis mentalmente, como também o quanto era difícil naquela época as mulheres terem voz ativa, sempre vivendo a sombra do marido, sem poder ter opinião própria. Mesmo sendo um livro curto é uma leitura complexa, que nos faz analisar os personagens e tentar entender o que leva a protagonista a loucura, se de fato ela estava doente, ou se adoeceu por causa da opressão, a submissão e principalmente isolamento imposto pelo marido.
Eu recomendo o livro pois, acredito que é uma leitura válida já que traz questionamentos de certa forma atuais.

NOTA:

Charlotte Perkins Gilman (3 de Julho de 1860 – 17 de Agosto de 1935) foi uma grande romancista Americana; também escritora de contos, poesia e não-ficção e uma palestra sobre reforma social. Ela era uma utopista feminista em uma época em que suas ações não condiziam com as atitudes das mulheres, e serviu de modelo para futuras gerações feministas por causa de seus conceitos não ortodoxos e seu estilo de vida. O seu trabalho mais famoso é seu conto semi-autobiográfico O Papel de Parede Amarelo.

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11 comentários:

  1. Eu não conhecia esse livro, mas gostei muito da sua resenha e achei essa obra bem interessante. Gostaria de ler algum dia sim.
    Mil Beijos!
    http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br/2016/05/canal-douanne.html

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    1. Gabriela, que bom que você gostou. O livro é muito interessante vale a pena ler sim. Beijoss

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  2. Uma ótima leitura, com certeza. Faz ver o quanto ás vezes somos livres fisicamente, porém psicologicamente estamos aprisionados.

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    1. Oi Viviane, excelente colocação. Beijosss

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  3. Oii!
    Esse livro tá incrível! Desde que vi comentários sobre ele tô bastante ansiosa pra ler.
    Gostei mto da forma que a autora desenvolve a história e de como nos prende...
    Bjs!

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    1. Olá Aline, realmente a história prende nossa atenção. Beijossss

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  4. Miga, eu discordo completamente da sua analise do livro, tipo 100% hehehe

    EU não acho que o marido se preocupe verdadeiramente com a esposa e nem acho que ela seja um problema. Acho que o livro é muito mais sobre o poder que algumas pessoas tem,estruturalmente, sobre outras...No caso, do homem sobre a mulher. Na minha opinião, o marido acaba deixando a esposa louca ao prova-la de tudo e fazer com que ela acredite que é desequilibrada, entende?

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    1. Olá Fernanda,
      Entendo o seu ponto de vista, mas eu também acredito que a interpretação dos fatos depende muito de cada leitor, mas como felei na resenha eu consegui ver duas interpretações diferentes uma delas foi bem parecida com o que você expressou no seu ponto de vista. Obrigada pelo comentário. :)

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Esse é um livro muito bonito e que gostaria de conferir algum dia. A história emociona e o que acho mais legal é por já ser um livro mais velho e o tema retratado. Deve ser bom ter essa visão da época ali pra ler, faz a leitura ser bem mais interessante.

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    1. Oiii Cris, realmente o livro é muito interessante, vale apena conferir!!! Beijos

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