Título original: Paper Towns
Ano: 2015
Direção: Jake Schreier
Gênero: Aventura, Mistério, Romance
Duração: 109 minutos
Elenco: Cara Delevingne, Nat Wolff



Sinopse: A história é centrada em Quentin Jacobsen e sua enigmática vizinha e colega de escola, Margo Roth Spiegelman. Ele nutre uma paixão platônica por ela e não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

O post de hoje vai ser um pouquinho diferente... Eu finalmente assisti esse filme e como ele estava sendo bem esperado, acredito que a maioria de vocês já o tenha assistido também. Então, ao invés de resenhá-lo, vou fazer alguns comentários sobre o que eu achei e tudo mais.

P.S.: Os asteriscos (*) no começo dos textos servirão para sinalizar SPOILERS. Portanto, se você não viu o filme ainda, recomendo que pule essas partes.


Cidades de Papel é o meu livro favorito do John Green, e apesar de ter adorado a adaptação cinematográfica de A Culpa é das Estrelas, confesso que fiquei um pouco temerosa quando saiu a confirmação de adaptação para esse outro romance. Mas, de novo, acabei me surpreendendo positivamente.


A história em si me agradou logo no início e assim a prosa de Green me embalou e me fez construir direitinho todas as cenas e figuras em minha mente enquanto lia. Figuras essas que foram extremamente bem representadas nas telas.

Cara Delevingne, dando vida a épica Margo Roth Spiegelman, uma lenda em carne e osso, me satisfez.
Eu enxergo a Margo como uma garota confusa, cheia de atitude e desejos, que passa uma imagem de potência e determinação, mas que no fundo - ou sozinha, quando ninguém está mais vendo - é apenas alguém que está tão perdida quanto nós. Ela carrega esse ar de vivência e mistério, o que eu achei que combinou completamente com a Cara, que desenvolveu naturalmente esse lado da Margo, mas que também soube dosar perfeitamente os olhares distantes, que refletiam o vazio e as expectativas que posteriormente descobrimos que a personagem carregava consigo.
Enxerguei a Margo dos livros muito facilmente na Cara, que atuou com simplicidade e naturalidade ao meu ver, o que me fez curtir ainda mais a personagem.


Nat Wolff, que já havia ganhado meu coraçãozinho com sua atuação carismática do Isaac em ACEDE, terminou por arrebatá-lo completamente com o Quentin.
* Quentin é um garoto inteligente, perspicaz e sensível e o Nat incorporou perfeitamente bem esses aspectos, além da maestria com alguns trejeitos que são cruciais para uma boa atuação. Quero dizer, o que foi aquele sorrisinho que ele deu quando chegou em casa e se deitou, depois de ter se aventurado com a Margo? Totalmente caído de amores, tava ali, bem estampado naquele sorriso (aliás, tava estampado em todas as vezes que ele olhava pra ela, né). E quando, depois de finalmente encontrar a Margo, ele a agradeceu pela semana que -indiretamente- ela tinha proporcionado, com os olhos brilhando, emocionado? Atuação muito bem desenvolvida!
Quentin Jacobsen é um doce e Nat Wolff capturou muito bem essa doçura, coisa que me conquistou e me fez querer acompanhar seus passos e procura até o fim.


Um outro fator importante de ser observado nas obras de John Green é a construção concreta de personagens secundários bem desenvolvidos e super carismáticos, o que não foi diferente com os personagens de Cidades de Papel.
Ben e Radar são inteligentes, divertidos e leais e são os melhores amigos do Quentin, o que ficou evidente no filme também. Realmente rolou um companheirismo entre os três em todas as cenas, o que eu achei super importante pro desenrolar todo do filme, principalmente nas partes de humor.
A participação das garotas foi crucial também e as atuações não deixaram absolutamente nada a desejar. Halston Sage, a atriz que interpreta a Lacey, é mesmo incrivelmente linda, assim como a descrição de sua personagem. Lacey é observadora, gentil e muito esperta,
* O que me surpreendeu foi a inserção da Angela na viagem (pra quem não lembra, ela é a namorada do Radar) mas não foi um acréscimo que me incomodou. Jaz Sinclair nos mostrou uma Angela participativa e muito simpática, e as cenas dela com o Radar deram um tom gostoso a parte romântica do roteiro. Escolhas bem equilibradas, na minha opinião.


* Como leitora, senti falta de algumas coisas sim, mas analisando imparcialmente percebo que os cortes não interferiram nada no seguimento da história, que foi apresentada de um jeito prático e agradável. Gostei bastante do final também, principalmente da parte do reencontro deles, que aconteceu de um jeito muito mais leve e gentil do que no livro.

A fotografia me chamou atenção, achei tudo bem despojado e jovial, assim como a trilha sonora. O resultado completo foi uma adaptação bem desenvolvida que nos mostrou o desconforto e a decepção de não enxergar os outros como eles verdadeiramente são - pessoas que carregam sonhos, questionamentos e vontades - mas como idealizamos que sejam.
Cidades de Papel é um filme delicioso e belo sobre expectativas, dúvidas e amor. Um filme sobre pessoas e todos as suas infinitas e variáveis maneiras de ser, pensar e agir.

E vocês, o que acharam da adaptação? Imaginavam coisas muito diferentes? Se surpreenderam positivamente, assim como eu? Não deixem de contar!

Até a próxima,
Gabriela.

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