Quem me acompanha aqui no blog sabe que em setembro de 2020 eu ganhei meu bebezinho e acabei dando uma afastada da internet, e a primeira dica que eu tenho para quem é blogueira e acabou de ter seu primeiro filho é que também se dê esse tempo que é mais do que merecido tanto para a mamãe como para o recém nascido se conhecer melhor.

O puerpério é uma fase delicada e se eu tivesse voltado nessa época as coisas poderiam estar muito piores agora, por isso não me arrependo de ter deixado as leituras um pouco de lado e vivido cada minuto dessa transformação que não ocorreu só com o meu corpo, mas também com o meu psicológico, a minha rotina e toda a minha vida.

Atualmente o Matheus está com quatro meses, nós já estamos nos entendendo bem melhor do que nos primeiros dias, hoje eu sei qual é o choro do sono, o da fome, o da manha e assim por diante. Além disso ele está um pouco mais independente e até gosta de passar um tempo brincando no berço ou na sua cadeirinha, por isso eu decidi que já estava mais do que na hora de trazer a leitura de volta para o meu dia a dia.

Confesso que não é simples conciliar as tarefas da casa com blog, canal, leitura e a rotina de mãe de primeira viagem, mas com organização e estratégia está se tornando algo possível sim.
A maneira que eu consegui para isso? Vou explicar!

Antes, para conciliar tudo com meu trabalho fora de casa eu já traçava algumas metas, que no caso eu acabei adaptando para essa nova rotina e está dando certo pra mim, então espero que dê certo para você também.

ESCOLHA O LIVRO:


Eu não gosto de pré definir o que irei ler com tanta antecedência assim, por exemplo aquelas lista de livros para ler no mês ou no ano nunca deram certo pra mim. Eu tenho sim uma lista de livros que desejo ler o quanto antes, e dentro dessa lista eu opto pela leitura atual de acordo com a minha vibe do momento (hahaha). Acredito que não funciona ler um livro triste em uma semana que estou depressiva, não é mesmo?

ESTABELEÇA UMA META DE LEITURA:


Para ser realista com o meu ritmo de leitura, estabeleço uma meta de no minimo quatro livros por mês, acho que é algo bem palpável para se encaixar ao meu dia a dia, no entanto recomendo que você faça sua auto avaliação e escolha a sua meta mensal.

Dentro dessa meta mensal eu estabeleço uma meta semanal para ler pelo menos um livro por semana sem me sobrecarregar. Daí eu divido o número de páginas para o número de dias da semana, assim sei qual a minha meta diária de leitura para a semana, algo que fica mais fácil de se cumprir sem que atrapalhe a minha rotina.

SEPARE UM MOMENTO PARA VOCÊ E A LEITURA:


É agora que entramos na questão de conhecer o seu bebê e ter uma rotina com ele. Na verdade a rotina com o bebê é algo que irá facilitar sua vida de mil e uma maneiras diferentes, por isso ela é tão importante e vale a pena, bebês gostam disso. A minha dica é que não deixe muito para o final do dia para não acabar pegando no sono. Eu mesmo intercalo entre meu horário de almoço, que é um horário que o Matheus normalmente está dormindo, e depois quando ele tira a sonequinha da tarde, lá pelas 17 horas. Não vou negar que quando tenho a oportunidade também leio de noite antes de dormir, isso depende se estou dentro da meta ou não, por isso a meta é algo que ajuda bastante.

TENHA PRAZER PELO QUE ESTÁ LENDO:


Algumas das minhas leituras são trabalho para o blog, então por mais que não esteja 100% boa eu não tenho o costume de abandona-las, mas em alguns casos acontece sim, por isso recomendo que se o que você está lendo no momento não está te proporcionando prazer, troque de livro! Eu já fiz isso e depois peguei o livro abandonado em um outro momento e deu super certo, a leitura fluiu super bem, eis aí a prova de que leitura tem tudo a ver com o momento.

USE UM APLICATIVO PARA ORGANIZAR SUAS LEITURAS:


O que ando fazendo para voltar ao meu ritmo de leitura tem tudo a ver com organização, por isso acho extremamente importante ter um aplicativo para ajudar, eu uso o SKOOB, mas você pode usar o que achar que funciona melhor para você.

Se você é mamãe de primeira viagem e está querendo retomar as leituras após o nascimento do seu bebezinho eu espero que essas dicas possa te ajudar. E se você gostou desse post eu recomendo que acompanhe meus vloguinhos semanais, nele mostro um pouco da minha rotina de blogueira, dona de casa e mãe de primeira viagem (hahaha).


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Título Original: Este Não é um Livro de Princesa
Autor: Blandina Franco, José Carlos Lollo
Editora: Peirópolis
Páginas: 40
Ano: 2014
Gênero: Infanto-juvenil / Literatura Nacional
Classificação: Livre para todas as idades
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Sinopse: Nem toda história com final feliz é um conto de fadas. Nem todo livro é de princesa. Este não é um livro de princesas apresenta uma história narrada em tecido de estopa bordado, com agulha e linha, além de muita imaginação. Aqui você lê o verso e o reverso de cada palavra alinhavada com arte e criatividade para contar uma história cuja personagem não usa vestido de veludo vermelho de colarinho rendado, nem sai montada em um cavalo branco, mas, como você e eu, é uma pessoa normal, feliz para sempre com os segredos que a vida apresenta. (FONTE)

'Este Não é um Livro de Princesa' dos autores Blandina Franco e José Carlos Lollo pela Editora Peirópolis é um livro que a primeiro instante pode parecer uma simples leitura ilustrada, mas na verdade vem para quebrar alguns padrões e dosar um pouco de alto estima em muitas crianças.


A leitura é composta por quarenta páginas e frases curtas que deixam claro não ser um livro de princesa que começa com era uma vez, mas que independente disso tem um final feliz.


Página após página vamos aprendendo que não é preciso morar em um castelo, ter um cabelo perfeito, roupas glamorosas ou sair montada em um cavalo branco para ser feliz. 'Este Não é um Livro de Princesa' ensina que estereótipo não importa, o importante mesmo é ser você mesmo e estar bem com isso.


Eu fiz essa leitura em questão de segundos, mas me trouxe uma mensagem tão linda que se eternizou no meu coração.


Sou louca por fantasia, histórias de faz de contas e filmes de princesas, pois cresci com esse conceito. No entanto quero ensinar para o Matheus (e para meus outros filhos que vierem) a não romantizar tanto a vida esperando que ela seja como um conto de fadas. Quero que eles acreditem no final feliz sim, mas que para o final valer a pena é importante viver feliz sempre, independente de onde mora, da sua aparência ou de seus gostos.


A diagramação do livro está extremamente linda, suas ilustrações imitam um bordado em saco de estopa, é tão real que atrás de uma página os traços são os mesmo do verso de um bordado.


Então você que não é princesa de verdade, que não usa coroa e nem mora em um castelo, precisa fazer urgente essa leitura, pois ela foi feita exatamente para você que é especial por vários outros motivos!

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NOTA:

Blandina Franco nasceu em Barretos, mas se mudou com a família para São Paulo quando tinha um ano de idade. Ela descobriu que queria escrever livros para crianças quando tinha mais de 40 anos de idade e publicou nos últimos cinco anos quase 30 livros. Foi finalista por duas vezes ao prêmio Jabuti de melhor livro infantil e ganhou uma “Menção Honrosa Prémio Bologna Ragazzi Digital Award” na Feira de Bolonha.
José Carlos Lollo nasceu em São Paulo. É um Diretor de Arte premiado, que já trabalhou nas maiores agências de publicidade do país, mas gosta mesmo é de ilustrar livros. Já fez ilustrações e projetos gráficos para vários autores, entre eles Adriana Falcão, Ana Maria Machado e Manoel de Barros. Nos últimos cinco anos publicou quase 30 livros. Foi finalista por duas vezes ao prêmio Jabuti de melhor livro infantil e ganhou uma “Menção Honrosa Prémio Bologna Ragazzi Digital Award” na Feira de Bolonha.

Título Original: Lágrimas de Amor e Café
Autor: Babi A. Sette
Editora: Verus
Páginas: 378
Ano: 2019
Gênero: Ficção / Romance / Romance Histórico / Literatura Nacional
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino; Shoptime; Site da Editora


Sinopse: Novo romance da autora do best-seller Senhorita Aurora. Fragilizada pela morte da mãe e a miséria na Itália, Angelina aceita a proposta de um estrangeiro rico que oferece não só casamento, mas também conforto para seu pai e sua irmã caçula. Decidida a ajudar a família, ela embarca para um país distante tendo como companhia somente a escrita e os romances que ama, já que durante a viagem o marido se revela muito diferente do príncipe que sonhou um dia conhecer. Vincenzo também tem o Brasil como destino e, por uma traição, vê seus sonhos roubados logo que desembarca no novo país. E é na fazenda de um barão do café, onde Angelina é senhora e também vítima do marido cruel, que Vincenzo acaba achando trabalho. Em meio a encontros e conversas nasce entre ambos uma amizade verdadeira e uma paixão secreta que pode colocar em risco não apenas a vida deles, mas também a segurança de outras pessoas. Vincenzo e Angelina teriam coragem o bastante para esquecer as proibições, passar por cima dos perigos e viver esse grande amor? (FONTE)

'Lágrimas de Amor e Café' é o mais recente lançamento da - minha querida - autora nacional, Babi A Sette. Além de um lindo romance proibido, o enredo nos trás um pouco da imigração Italiana no Brasil, e é exatamente isso que me conquista nas obras de Babi, a autora sempre aborda assuntos verídicos como plano de fundo, mergulhar nessa leitura com aroma de café foi como assistir uma aula de História ou até mesmo ouvir as lembranças da juventude de minha vó.


Nossa protagonista é Angelina, uma jovem italiana que sempre acreditou na magia do amor de Romeu e Julieta. Isso até seu pai ficar viúvo e aconselhar a filha a se casar com Pedro, um estrangeiro rico e poderoso que prometeu cuidar da família de Angelina se ela aceitasse ser sua esposa e ir morar com ele no Brasil.
Tudo aquilo parecia um conto de fadas, mas uma parte do seu coração tinha certeza de que aquela história estava longe de ser encantadora. - Página 34
É em plena a noite de núpcias, dentro do navio que transporta muitos outros italianos, que Angelina descobre que o barão não é um marido nada gentil. Nessa mesma noite também, Vincenzo - um jovem italiano que está rumo ao Brasil para conquistar seu sonho de ser cozinheiro - se apaixona por Angelina. O problema é que ele não faz a minima ideia que a bela jovem é casa, e pior ainda, a senhora da fazenda de café que ele está indo trabalhar.


Com a abolição da escravatura, os italianos acabaram se tornando a nova mão de obra dos fazendeiros e em 'Lágrimas de Amor e Café' iremos encontrar um patrão que tratava os imigrantes quase igual tratava seus escravos, com péssimas condições de moradia, chicotadas, nenhum direito trabalhista e dividas absurdas que tornava impossível o trabalhador ir embora da fazenda levando algum dinheiro.

Para fazer o ódio do leitor aumentar pelo vilão, Babi A. Sette nos trás um barão que não trata de forma abusiva apenas seus funcionários, mas sua esposa também. Pedro é um homem que usa de maneira extremamente imprópria os seus direitos de marido, violentando Angelina das mais diversas formas possíveis. Confesso que tudo isso me causou náuseas durante a leitura e mesmo tendo em mente as condições do matrimonio de antigamente, o relacionamento abusivo ainda é algo que existe nos dias atuais, por tanto temos mais um tema extremamente importante nessa leitura, que deve ser refletido e debatido por todos.


Eu já disse isso em várias outras resenhas que fiz dos livros de Babi, e volto a repetir, a escrita da autora é extremamente envolvente e viciante, eu gosto muito de todos os seus romances que já li, mas em 'Lágrimas de Amor e Café' algo que acontece na reta final do enredo não me agradou muito. Até compreendo o efeito da jogada que a autora fez, no entanto não é algo que justifique as ações de Pedro ou o torne menos vilão nessa história. Não entrarei em detalhes para não dar spoiler para aqueles que não gostam, mas quem já leu provavelmente sabe do que estou falando, e quem não leu deve ir ler imediatamente para me entender e dizer qual a sua opinião em relação a isso.

Independente desse pequeno detalhe, o enredo nos trás inúmeras lições, entre elas está uma que acostumamos aprender da pior maneira possível, confiando nas pessoas erradas. Realmente não da para viver na base do 'desconfiometro', mas dói extremamente aprender que aqueles que podem nos fazer mais mal não são os que deixam evidente sua crueldade e sim os que se mostram amigos, mas agem passando por cima de tudo, nutridas por seus próprios interesses.


De maneira geral, 'Lágrimas de Amor e Café' é mais um romance de época lindo que entra para a minha coleção. Cheio de conteúdo histórico a leitura me fez imergir em um período do tempo da qual eu sou fascinada. A magia da escrita envolvendo o romance de Angelina e Vincenzo é mais um detalhe belíssimo da obra, capaz de conquistar qualquer tipo de leitor. Eu super recomendo esse romance que tem aroma de café e o poder de aquecer nossos corações como se fosse poesia. Então prepare sua xícara e comece imediatamente essa leitura.

PS: A cada abertura de capitulo temos o sobrenome de uma família italiana citado, eu achei isso extremamente carinhoso, uma homenagem incrível a todo imigrante e seus descendentes. 

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NOTA:

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

   

BABI A. SETTE nasceu em São Paulo, porém até os doze anos morou em quatro estados diferentes do Brasil. Ama viajar e conhecer novos lugares, e escreve sobre as cidades do mundo que teve a oportunidade de visitar. Acredita que todo o lugar que conhece ela deixa um pouco de si e carrega um pouco do lugar consigo, chegando a carregar pedaços do mundo todo. Formada em Comunicação Social, sente-se metade socióloga e a outra, psicóloga. Isso porque ama as pessoas, as suas emoções e histórias.

Título Original: Chorar de Alegria
Autor: Lorena Pimenta, Carol Stuart, Fernanda Gayo, Jéssica Barros e Maysa Muniz
Editora: Globo Alt
Páginas: 304
Gênero: Poesias / Literatura Brasileira / Poemas
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Shoptime; Americanas; Submarino

Sinopse: Nós somos uma multidão que se fortalece. E, um dia, ainda vamos rir de tristeza e chorar de alegria. Este livro é pra quem é à flor da pele. É pra quem sente demais e, por isso mesmo, sabe que a vida nem sempre é justa com quem leva o coração no bolso. Em uma coletânea de textos poéticos, as autoras Lorena Pimenta, Carol Stuart, Fernanda Gayo, Jéssica Barros e Maysa Muniz abusam do poder incomparável das palavras, ora ferindo, ora curando os leitores com narrativas pessoais que abrem a porta para reflexões universais. Mais que isso, Chorar de alegria explora as muitas nuances dos complexos relacionamentos humanos e do que significa ser mulher no cenário atual. Com as poéticas ilustrações de Brunna Mancuso, este livro é uma mensagem de esperança – a esperança de que, se a vida nos der motivos pra chorar, que seja de alegria. (SKOOB)

Oieee, gente! Tudo bem?
Eu amo poesia e não me lembro de algum período da minha vida em que eu não estivesse em contato com esse gênero, fico extremamente feliz que agora, mais que nunca, poesia está mais popular e várias editoras têm lançados livros incríveis. Hoje mesmo eu vim mostrar para vocês um deles, 'Chorar de Alegria', lançado pela Globo Alt. Claro, que como amante de poesias eu iniciei a leitura mais que rapidamente e fui imersa nessa obra.
Amar requer coragem. - Página 08
'Chorar de Alegria' foi escrito por cinco mulheres incríveis, o livro tem mais de trezentas páginas de poesia da mais alta qualidade. Ao iniciar a leitura, não fica claro quem escreveu cada um dos textos, isso me incomodou um pouco, mas depois vi que não fazia diferença alguma, pois é tão homogêneo, no sentido de ser poemas igualmente maravilhosos e de uma sensibilidade tão latente que suponho que a harmonia entre as autoras seja tão intensa que o trabalho é de todas, independente do nome abaixo da poesia.
Sou boa em cuidar das pessoas, mas ninguém sabe a hora exata de me estender a mão, de me puxar para um abraço. - Página 49

A leitura fala de diversos assuntos, cada página traz temas que são muito da vida real, farei uma lista com os temas que surgem ao longo da obra:
  • Relacionamentos abusivos
  • Perdas
  • Términos de relacionamento
  • Amizades
  • Amor
  • Solidão
  • Violência contra a mulher
  • Fases da vida
  • Autocuidado
  • Amor próprio
  • Abandono parental
  • Sororidade
  • Sofrimento
  • Recomeços
  • Autoestima
Continuo sufocada Engasgada com as palavras que engoli Para manter seu ego intacto. - Página 67

Os temas são esses citados e muitos outros mais, cada poesia me invadia de uma forma incrível, gastei três bloquinhos de post-it, pois queria marcar cada frase que amei. As poesias e textos são tocantes, elas falam com o leitor de uma forma muito intensa, fiquei extasiada ao ler... Se você gosta de livros impactantes e que pareçam com a nossa vida real, 'Chorar de Alegria' é o livro certo para que você reconheça momentos difíceis que já passou, dores, perdas, mas que também traz recomeços, apoio para que você continue e autocuidado.
Amor é liberdade. - Página 79

Eu amo livros que tocam em assuntos fortes e 'Chorar de Alegria' me fez me reconhecer em inúmeras poesias, sempre gosto de ressaltar que alguns livros podem despertar alguns gatilhos, então se você está muito sensível em relação a alguns dos temas que citei anteriormente, tenha um pouco mais de cuidado, mas acredito que no geral o livro pode trazer uma vontade de recomeçar, ver o lado bom da vida e refletir sobre como somos tão complexos em relação a nossos próprios sentimentos. Eu amei e indico demais esse livro, ele realmente faz jus ao título.
A vida nunca foi justa com quem sente demais. - Página 127

Um ponto que também preciso destacar é a beleza desse livro, Globo Alt traz uma edição lindíssima, começando pela capa, essas mulheres na capa acredito que seja em referência às autoras, amei o tom de amarelo. Por dentro há muitas ilustrações, são contornos bonitos e feitos de um modo bem minimalista, a edição é realmente encantadora, o único aspecto que crítico é que as folhas são finas e o desenho vaza de uma página para outro, mas não chega a ser um ponto tão incômodo.


Por favor, leia 'Chorar de Alegria', você não irá se arrepender! Se for ler, por favor prepare o post-it porque tem quotes demais hahahaha!

E aí, já leu Chorar de alegria!?
Me conta tudo!

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NOTA: 

Título Original: Good Omens
Autor: Neil Gaiman & Terry Pratchett
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 362
Ano: 2019
Gênero: Fantasia / Ficção / Humor, Comédia / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino; Shoptime

Sinopse: O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, para falar a verdade. Pouco antes da hora do jantar. Não há nada que possa ser feito para frustrar o Grande Plano divino. Mas quando uma freira satanista um tanto distraída estraga um esquema de troca de bebês e o pequeno Anticristo acaba sendo entregue ao casal errado, tem início uma série de erros cômicos que podem ameaçar o próprio Armagedom. Aziraphale é um anjo que atua na Inglaterra e dono de um sebo nas horas vagas. Crowley é um demônio e ex-serpente responsável pela mesma região. Ambos veem nessa confusão uma grande oportunidade, porque os dois, que vivem entre os humanos desde o Princípio, apegaram-se demais ao mundo para desejar a grande batalha entre o Céu e o Inferno. Em sua jornada para evitar o Armagedom e encontrar o Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa, eles acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê com precisão os acontecimentos do fim do mundo, com caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até com os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles terão de ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando... Esta edição contém a tradução revisada a partir do original revisto, aprovado por Neil Gaiman e pelo Pratchett Estate, que corrige vários erros de digitação e imprecisões presentes em edições anteriores. (SKOOB)

"Good Omens: Belas Maldições" é um relançamento de 2019 da Editora Bertrand Brasil, o livro foi revisto e aprimorado, além disso ganhou capa nova, que por sinal é a mesma do poster da série produzida pela Amazon Prime Video.


Aziraphale é um anjo e Crowley é um demônio, ambos estão na Terra desde a sua criação e foram incumbidos de trabalhar em prol do Céu e do Inferno, entretanto eles se apegaram ao que tem sido suas vidas como “humanos”, porém tudo muda quando uma profecia prevê o nascimento do Anticristo e o Dia do Juízo Final em onze anos. Assim Crowley é designado para realizar a troca de bebês juntamente com uma ordem de freiras satanistas, porém tudo dá errado e uma série de enganos resulta no crescimento do Anticristo sem nenhuma influência de ambos os lados e agora só resta sete dias para o fim do mundo e não se sabe onde isso vai ocorrer e quem é o Filho de Satã. 
Potencialmente má. Potencialmente boa também, acho. Apenas essa grande e poderosa potencialidade, esperando para ser moldada. - Página 58

O que me motivou a ler esse livro definitivamente foi o escritor Neil Gaiman, apesar de ter obras dele, eu nunca havia lido nada, mas a recente adaptação de American Gods e Good Omens foi o incentivo que me faltava. O livro possui uma proposta interessante: contar de maneira irreverente sobre o fim do mundo, contudo a leitura não foi como eu esperava, com poucas páginas lidas eu me sentia entediada, apesar da intenção de ser divertido o livro não me trouxe muitas risadas, pelo contrário, o excesso de piadas sem graça só aumentou minha ansiedade para chegar ao fim, mas eu acredito fortemente que a adaptação tem o potencial para ser melhor, principalmente levando em conta o modo como o livro é dividido e narrado.

Narrado em terceira pessoa, a história é dividida em dias que vão de quinta-feira até sábado (o dia do Armagedom) e segue Aziraphale e Crowley, o Anticristo e Anathema – a descendente de uma poderosa bruxa e autora do livro mais preciso de previsões sobre o fim do mundo – além de uma série de personagens que fazem parte do plot principal e outros que foram acrescentados com único intuito de deixar a história mais engraçada. Durante todo o livro há uma série de notas que trazem comentários desnecessários para entendimento, mas que novamente trazem um pouco do humor ácido dos autores e serve para ridicularizar os personagens.


Na minha opinião as melhores partes do livro são as críticas – tanto as religiões como a humanidade, definitivamente os autores foram felizes nas suas observações satíricas e trouxeram vários momentos de reflexão – e as crianças que são retratadas com bastante veracidade, durante a leitura toda a gangue dos Eles apresenta uma inocência, criatividade e sensibilidade nas suas visões de mundo que é aquecer o coração. O final da obra não é nem um pouco inesperado, na verdade o que engrandece o final são os questionamentos feitos pelos personagens e um conceito sobre: será que tudo isso não já estava previsto no plano inefável? Ou eles possuem livre-arbítrio para tomar suas decisões? 
A maioria dos grandes triunfos e tragédias da história é provocada não por pessoas sendo fundamentalmente boas ou más, mas por pessoas sendo fundamentalmente pessoas. - Página 34
A despeito da minha experiência ruim com o livro, eu sigo disposta a desbravar outros exemplares de Neil Gaiman que eu possuo e recomendo a leitura aos fãs de ambos os autores e a aqueles que gostem desse tipo de história e tenham curiosidade sobre a obra.

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NOTA:

Neil Gaiman é inglês, mas atualmente vive nos Estados Unidos. Autor de romances e quadrinhos, foi alçado ao sucesso mundial com a série Sandman e, mais tarde, com seus diversos livros de ficção adulto e juvenil, entre os quais se destacam Deuses Americanos Coraline e Stardust, os dois últimos adaptados para o cinema.                                                    
Terry Pratchett foi o autor de ficção que mais vendeu livros na Inglaterra na década de 1990, ultrapassando a marca de 65 milhões de exemplares em 37 idiomas. Vencedor de diversos prêmios, publicou mais de 80 obras, das quais quarenta são romances do universo Discworld. Morreu em 2015.