Título Original: Jane Austen Stole My Boyfriend
Autor: Cora Harrison
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2017
Gênero: Romance de Época, Jovem Adulto, Literatura Estrangeira 
Páginas: 288

Comprar: Amazon; Submarino; Livraria da Folha; Shoptime; Americanas; Livraria Cultura 

Sinopse: Baseado nos diários da escritora Jane Austen na adolescência, este divertido romance juvenil é uma história de aventura, mistério, fofocas e, claro, flertes e paixões. Uma das autoras mais queridas em todo o mundo, cujo bicentenário de morte ocorre este ano, Jane Austen (1775-1817) segue arrebanhando uma legião de fãs em pleno século XXI com romances nos quais retrata a sociedade inglesa de sua época com precisão e ironia. Em Jane Austen roubou meu namorado, a escritora irlandesa Cora Harrison recria, para os jovens de hoje, a atmosfera dos livros da própria Jane Austen mesclando ficção e dados reais, a partir dos diários da autora de Orgulho e preconceito. O livro retrata as peripécias amorosas da futura escritora, que já se considerava uma especialista em assuntos do coração, e de sua prima Jenny. (SKOOB)

Por mais que eu ainda não tenha lido os clássicos romances de época da aclamada Jane Austen, sempre que vejo a referência á autora em obras atuais, faço questão de ir conferir. O que não foi diferente quando ouvi falar no lançamento de 'Jane Austen Roubou Meu Namorado' da autora Cora Harrison pela Editora Rocco.

Sem saber muito o que me aguardava mergulhei em um série sem ter lido seu primeiro volume, já que 'Jane Austen Roubou meu Namorado' é continuação de 'Eu Fui a Melhor Amiga de Jane Austen'. Ainda sim, não tive muita dificuldade para acompanhar a leitura.


O livro nada mais é que uma ficção, narrada em forma de diário e baseada nas aventuras vividas durante a juventude de Austen e de sua prima Jenny. Assim o enredo nos da uma visão de tudo aquilo que não conhecemos sobre o verdadeiro passado de Jane Austen, o que eu achei essa uma brilhante ideia não só para os fãs da autora como também para os que conhecem sua curta biografia e gostariam de saber um pouco mais sobre a mente visionária de Austen.

Nossa narradora é Jenny Cooper, que foi morar com os Austen depois da morte de sua mãe. A jovem está perdidamente apaixonada pelo capitão Thomas Williams, que por sinal quer toma-la em casamento. O único problema é que Edward-John (o irmã de Jenny) sob influência da sua esposa Augusta, não está disposto a aceitar esse casamento. Sua desculpa é a pouca idade de Jenny, mas para ela é evidente que sua cunhada não quer perder o controle que Edward-John tem sobre a herança da garota.

Usando sua mente cheia de ideias, Jane Austen bola um plano para que a prima possa se corresponder com o amado sem que seja descoberta. E enquanto Thomas se vê obrigado a embarcar em uma nova missão, Jenny e Jane são enviadas para passar alguns dias na cidade de Bath. Lá elas vão viver as mais diversas aventuras, desde convencer a todos da união de Jenny e Thomas como também a resolver um mistério que pode arruinar o nome da família.


Confesso que o começo da leitura foi um tanto arrastado, mas no momento que as meninas chegaram a Bath a coisa começou a andar. Daí por diante a narração se tornou um misto de momentos que fluíam e momentos que se arrastavam. A grande reviravolta da estória aconteceu quando uma séria acusação bate a porta dos Austen, depois disso eu devorei cada pedacinho da estória até chegar ao final.


Assim como esperado, Jane Austen é narrada como uma jovem de língua afiada, personalidade forte e uma mente totalmente fértil, que chega a dar o que falar para algumas das pessoas a sua volta. Eu ri em várias situações e desejei do fundo do meu coração ter informações mais concretas de sua vida real.

Cora Harrison agiu de forma brilhante ao mesclar passagens dos livros de Jane Austen com acontecimentos vividos pela autora e sua prima nessa ficção. Eu me arrependi até o ultimo fio de cabelo por não ter lido os romances de Austen antes dessa estória, pois tudo se encaixaria de forma ainda mais perfeita.


A Editora Rocco fez um lindo trabalho com a capa e diagramação deste livro, se eu não tivesse curiosidade pela vida de Jane Austen, com certeza leria o livro apenas pela capa (haha ... quem nunca?). Mesmo assim volto a afirmar que a obra é totalmente indicada para os fãs de Jane Austen, pois 'Jane Austen Roubou meu Namorado' é uma espécie de presente para aqueles que sempre sonharam em ter mais detalhes revelados sobre a vida da talentosíssima e talvez (naquela época) peculiar Jane Austen. Além de ser uma dica e tanto de romance de época para o publico juvenil, que está a procura de um conteúdo mais ingênuo do que sensual dentro deste gênero.

NOTA:

Nascida na Irlanda, foi professora por 25 anos e escreveu vários livros infantis. Somente em 2007 ela escreveu seu primeiro livro para adultos intitulado My lady Judge (primeiro de sua série de mistério "The Burren").                                                                                                                                                                                                       


Hoje eu vim mostrar para vocês os 20 livros novos que chegaram esse mês aqui em casa. Tem muita coisa M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A, então em digam qual deles você quer ver resenhado primeiro aqui no blog ou no canal.


Não se esqueça de curtir o vídeo, vai me ajudar bastante com a divulgação, e de se inscrever para receber as notificações de vídeos novos ;D


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XOXO

Título Original: Ninguém Nasce Herói
Autor: Eric Novello
Ano: 2017
Editora: Seguinte
Páginas: 378
Gênero: Ficção Brasileira
Comprar: Amazon; Livraria CulturaLivraria da FolhaSubmarino; Americanas; Shoptime

Sinopse: Num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade, um pouquinho que seja: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo, sempre atentos para o caso de algum policial aparecer. Outro perigo que precisam enfrentar enquanto tentam viver sua juventude são as milícias urbanas, como a Guarda Branca: seus integrantes perseguem diversas minorias, incentivados pelo governo. É esse grupo que Chuvisco encontra espancando um garoto nos arredores da rua Augusta. A situação obriga o jovem a agir como um verdadeiro super-herói para tentar ajudá-lo — e esse é só o começo. Aos poucos, Chuvisco percebe que terá de fazer mais do que apenas distribuir livros se quiser mudar seu futuro e o do país. (SKOOB)

Oi, pessoal!
Hoje vou falar de um livro nacional publicado pela Editora Seguinte que é o 'Ninguém Nasce Herói' do autor Eric Novello.

A estória começa em uma época muito difícil para o Brasil, sim, a estória se passa aqui, pois o país está vivendo um caos de violência e ditadura. É assim que conhecemos Chuvisco, um rapaz que sofre desde criança com catarses criativas, em uma luta contra essa ditadura que foi imposta ao país pelo Escolhido, o presidente do país.

Chuvisco e seus amigos são apresentados a nós através das suas necessidades, pensamentos, desejos por uma pátria melhor e por lutas diárias para viverem livres. Chuvisco também possui um canal no YouTube falando sobre como lidar com as catarses. As catarses são momentos em que chuvisco usa a imaginação para fugir da realidade e que o autor soube mesclar bem com momentos que se passam na realidade do protagonista.


Uma coisa que gostei no livro foi a forma de escrita do autor, Eric Novello escreve muito bem, a leitura fluiu com facilidade. O final do livro é bem surpreendente, o destino de alguns personagens me deixaram tristes, mas acredito ser necessário aquele desfecho.

Não irei me prolongar muito, pois para entender a estória melhor é necessário ler o livro, e se eu falar muito acabarei dando spoilers, já que no livro um fato liga ao outro.
Futuro é uma palavra engraçada. Nela cabem todas as nossas ansiedades e expectativas. - Página 104
'Ninguém Nasce Herói' tem um cunho político e não encontrei duas visões sobre o assunto, apenas uma. Acho que se tratando de um assunto tão importante e ao mesmo tempo tão ligado a situação atual, que se faz necessário não colocar a população (do livro) como culpados ou inocentes.

Então quero saber, já leram o livro? Me digam o que acharam e qual foram as suas percepções sobre o livro?

NOTA: 

Eric Novello é escritor, tradutor e roteirista com formação no Instituto Brasileiro de Audiovisual. Nasceu no Rio de Janeiro em 1978 e mora em São Paulo desde 2007. É autor de Exorcismo, amores e uma dose de blues (Gutemberg, 2014), A sombra do sol (Draco, 2012), Neon Azul (Draco, 2010) e Histórias da noite carioca (Lamparina, 2004).

Título Original: Tutor
Autor: Sue Hecker

Série: Mosaico
Editora: Haper Collins Brasil
Ano: 2017
Gênero: Romance, Literatura Brasileira, Ficção
Páginas: 384

Comprar: Submarino, Americanas, Livraria da Folha, Amazon


Sinopse: Em plena festa de réveillon, Pedro Salvatore é surpreendido por uma chamada urgente do hospital. Um casal conhecido havia sofrido um grave acidente de carro. Durante os dias de agonia que precederam as mortes, a mulher teve forças apenas para instituí-lo como tutor de sua filha de 17 anos, Beatriz Eva. Aos 32 anos, Pedro é um homem marcante, consciente de suas virtudes, porém preso a medos que o tornaram solitário e atormentado por pensamentos compulsivos. Agora, ele terá de enfrentar um grande desafio: se encarregar da educação de uma adolescente com amnésia e que o seduz a todo o momento. Bya se apaixonou por Pedro desde o primeiro instante em que abriu os olhos e viu aquele homem alto e de olhar penetrante ao lado de seu leito hospitalar, velando seu sono. Ela ignora o passado dele, mas sabe que sua vida será dedicada a conquistar a afeição daquele que se tornaria seu tutor. Dois corações maltratados pelo destino. Duas almas que se encontram na tragédia. Dois corpos que clamam por saciar um desejo cada vez mais irresistível. Até que ponto Pedro seria capaz de parar de racionalizar e se entregar a um amor verdadeiro, aquele que finalmente daria sentido à sua existência? Com enredo envolvente, personagens fortes e temas polêmicos, em Tutor, Sue Hecker constrói uma trama de amor, sexo, humor, doçura e, principalmente, superação. Uma leitura de prender a atenção, que já conquistou milhares de fãs na internet e que consagrou a autora como uma das principais vozes do romance nacional contemporâneo. (SKOOB)

Eu a cada livro que leio chego à conclusão que a literatura nacional está melhorando dia após dia e isso me deixa imensamente feliz. O livro que vou falar para vocês agora foi uma grata surpresa e fico muito animada de poder vim aqui e dar minha opinião sobre ele, espero que gostem.  

O que você me diria se de repente se visse responsável por uma menina de 17 anos que acabou de sofrer um acidente do qual perdeu seus pais e sua memoria? Só de imaginar a situação já entro em parafuso. E é justamente isso que acontece com o Pedro, um homem de trinta e poucos anos que acaba de saber que sua meia irmã da qual não via há muito tempo faleceu em um acidente e em sua vontade Pedro cuidaria de sua filha até completar maior idade, uma menina da qual ele nunca nem tinha visto na vida.

Bom, essa menina é a Bya, como eu já disse ela tem 17 anos e acabou de sofrer um acidente que há fez perder os pais e sua memória junto, com isso ela não consegue se lembrar de muita coisa da sua história e muito menos dos seus pais. E quando essa moça desmemoriada se vê na casa de Pedro ela não se sente desconfortável, na verdade ela se sente muito confortável, já que não tem memoria de nada antes ocorrido ele se torna uma proteção para ela. O problema é que esse conforto se resulta em ela se sentir completamente apaixonada por Pedro, o que pode causar grandes confusões já que ele é o tutor dela e ele simplesmente não percebe que ela está sim com segundas intenções com ele.
"Aprendi uma coisa sobre o amor: não adianta o mundo ir contra, se o coração quiser viver uma paixão, isso vai acontecer, independente das circunstancias."
Mas isso não dura muito já que Bya está determinada a mostrar para Pedro que quer algo com ele, ela deixa bem claro várias vezes para falar a verdade. O fato é que a personalidade de Bya deixa Pedro completamente surtado, a menina tem atitudes muito infantis em vários momentos, (momentos dos quais eu quis esgana-la várias vezes.) sua impulsividade atinge sempre algo que ela esteja fazendo, mas ainda assim ela é uma personagem que cativa e que no fundo você acaba entendendo o porquê de suas ações.


Vou explicar um pouco melhor sobre Pedro, pois depois dessa bela introdução de Bya acho digno né não?! A verdade é que me encantei por ele, com todo seu ar de homem misterioso e fechado eu fui me encantando a cada página lida, o objetivo dele de cuidar de sua tutelada mesmo que internamente se sinta atraído por ela é muito interessante de se acompanhar. Fora o fato de que ele tem seus próprios traumas, sofreu muito na infância e com isso desenvolveu um TOC absurdo e chega até ao autoflagelo. Então toda a tensão que ele vive bom, Bya desencadeia várias recaídas de seus fantasmas.

O que eu mais gostei de conferir, na verdade eu amo isso em qualquer livro que eu leia, é que ao longo da leitura dá para ver nitidamente a evolução de ambos os personagens, eu sou fã disso, e acho que não só eu como qualquer um que leia, tem uma menina que era extremamente impulsiva se transformar em uma mulher que aprende com as coisas que vive, e temos um homem que passou por muitas coisas pesadas na vida de depois de muitas pancadas ele começa a aprender a confiar novamente nas pessoas que lhe cerca.
"A menina apaixonada e obstinada deu lugar a uma mulher com amor próprio, de dentro para fora."
O erótico desse livro acontece nas horas certas, e apesar de muitos acharem, ele não é o foco de toda a trama, o erotismo acontece nos momentos certos e são muito bem trabalhados tenho que falar, e tem o seu momento de retirada, o que torna a leitura mais agradável ainda. Então é claro que eu indico esse livro para vocês. Espero que possam ler e que se encantem como eu me encantei.

Beijos

NOTA:

Sue Hecker é, na verdade, um pseudônimo escolhido por uma grande amiga da autora. Tem 42 anos e é casada com um marido super companheiro, com que tem um filho maravilhoso. Criar estórias e dividi-las com as pessoas começou como um passatempo, que se transformou numa experiência mágica. Ao começar a postar sua primeira criação, nunca, em toda a sua vida, sentiu-se tão amada e querida por tantas novas amigas, conquistadas durante a postagem da estória. Sempre foi uma devoradora de livros e, atualmente, flagra a si mesma sonhando, cada vez mais, em usar sua inspiração para criar mais estórias. Acha incrível como os personagens falam com ela, a todo momento! Na escrita, encontrou a melhor terapia para muitas coisas. Afirma que, em cada palavra que escreve, há mensagens ditadas por sua sensibilidade, que encontra eco em seu coração.

Título Original: Victoria and the Rogue
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Ano: 2017
Gênero: Romance de Época, Jovem Adulto
Páginas: 256


Sinopse: Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo? (SKOOB)

Finalmente posso dizer que li algo da rainha Meg Cabot, e não poderia ter começado melhor do que com um livro fofo e envolvente como 'Victoria e o Patife', que é um romance de época voltado para o publico juvenil. Por sinal uma ideia brilhante que vem para introduzir os leitores mais novos ao gênero que conquista cada vez mais leitores.

Nossa história começa com a jovem Victoria, de 16 anos, rumo a Londres através de uma das embarcações do jovem capitão Jacob Carstairs. Ela acaba de aceitar o pedido de casamento do Conde de Malfrey, afinal de contas foi para arrumar um marido que seus tios a fizeram deixar a Índia, mas Jacob não é muito a favor desse matrimonio e a partir do momento em que Malfrey desembarca em Portugal, ele tenta mostrar para Victoria de que o noivado tão repentino é um erro.

Victoria por sua vez é mais teimosa que uma mula, não é qualquer pessoa que irá lhe dizer o que fazer ou como se comportar, nem mesmo os acolhedores Gardiner, familiares distantes que acolheram a garota em Londres. Victoria sabe muito bem que sua herança irá poder ajudar reorganizar a vida financeira do falido futuro marido Conde de Malfrey, e afinal de contas, não é disso que se trata o casamento? Negócios onde ambas as partes são beneficiadas?

No entanto Jacob Carstairs está disposto a mover céus e terra para que Victória, ou melhor dizendo 'Senhorita Abelhuda', enxergue que Malfrey não é quem ela pensa, e sim o maior patife de Londres. A questão é que todos sabem que entre o conde e o capitão existe uma rincha do passado, mas Jacob nunca foi capaz de contar esse segredo para ninguém, não pelo menos até conhecer Victoria. Estaria ele querendo mesmo salvar a jovem de um patife, apenas contraria-la como faz em todas as vezes que se esbarram, ou simplesmente roubar seu coração?


Esse foi com certeza o romance de época mais doce e fofo que eu já tive o prazer de ler. É logico que os desentendimentos de Victória e Jacob deram o equilíbrio necessário ao romance, mas tenho certeza de que fiz uma ótima escolha ao conhecer Meg Cabot através desse enredo encantador.

Por mais que a estória seja narrada com direção ao publico juvenil, a autora não deixou de introduzir os detalhes referente a sociedade daquela época, como por exemplo ordem de títulos, a visão do casamento e até mesmo a diferença desses costumes entre a Índia e Londres em 1810. Meg Cabot fez isso de forma sutil e compreensível para aqueles que estão começando a ler romances de época. Diria até que é uma ótima dica para adultos que também pretendem começar a ler esse gênero agora.


Gostei bastante de como tive um outro ponto de vista nesse romance de época através dos olhos de Victória, uma vez que a garota foi criada apenas por homens e em um país de cultura diferente, ela não chega a ser uma mocinha em apuros na mão da sociedade. A não ser por uma das cenas finais que a garota teimosa e enxerida acaba colocando sua virtude em risco. No entanto o que lhe preocupa não é como isso a afetaria e sim como respingaria da família que a acolheu.


Victória é uma personagem realmente 'abelhuda', como diz Jacob, ela gosta de resolver tudo ao seu redor, no entanto o capitão não está disposto a ser moldado como a garota vem fazendo com todos, e esse é só mais um dos motivos para tantas provocações entre ambos. E como muitos sabem, o ódio é o sentimento mais próximo do amor, e uma hora ou outra um desses dois terá que se render.


Com um ritmo rápido de leitura, 'Victória e o Patife' é aquele romance estilo 'O Cravo e a Rosa', onde amor e ódio andam lado a lado. Eu terminei o livro em um piscar de olhos, e fiquei com um gostinho de quero mais. Seria interessante termos um livro para Becky, a prima de Vicky, ou até mesmo para Clara ou um de seus outros priminhos. Pois o final é daqueles que você sabe o que acontece, mas ao mesmo tempo não tem isso em mais um capitulo ou até mesmo no epílogo. Independente disso, o livro conseguiu aquecer meu coração enquanto a chuva caia lá fora. Eu realmente terminei com um sorriso bobo no rosto e a impressão de que tinha acabado de ler um romance de época ingênuo e ao mesmo tempo adorável.

NOTA: 

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

  

Meggin Patricia Cabot, mais conhecida pela abreviação Meg Cabot ou Patricia Cabot ou pelo seu pseudônimo Jenny Carroll (Bloomington, 1 de fevereiro de 1967), é uma escritora estadunidense. É mundialmente famosa por ser autora de mais de 60 livros, dentre os quais seu maior bestseller é a série de dez volumes O Diário da Princesa. Atualmente Meg vive com seu marido e sua gata de um olho só chamada Henrietta em Nova Iorque. Quando jovem, Meg passava horas a fio lendo as obras completas de Jane Austen, Judy Blume e Barbara Cartland. Munida com seu diploma de graduação em Artes na Universidade de Indiana, Meg se mudou para Nova Iorque, com a intenção de seguir uma carreira de ilustradora autônoma. A ilustração, entretanto, logo cedeu lugar à verdadeira paixão de Meg - a composição literária.