Título Original:
Where the crawdads sing
Autor: Delia Owens
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Gênero: Drama / Ficção / Literatura Estrangeira
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino; Shoptime; Livraria Florence

Sinopse: Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto. Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, Um lugar bem longe daqui relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda. A obra foi incluída no clube de livros de Reese Witherspoon, que posteriormente adquiriu os direitos de adaptação cinematográfica e vai produzir o filme com a Fox 2000. (FONTE)

Oie, gente! Tudo bem? 

'Um Lugar Bem Longe Daqui' estava na minha lista de desejados desde o seu lançamento e finalmente tive a oportunidade de fazer a leitura, confesso que fiquei curiosa, pois é uma indicação do Hello Sushine, o Clube do livro da Reese Witherspoon. Eu já li algumas indicações dela e amei todas, então com esse livro eu visava aumentar minhas experiências positivas e já adianto que foi ainda melhor que imaginava. Venha conferir como foi minha leitura e impressões sobre esta obra.


Della Owens é uma escritora e cientista que chega ao Brasil com o estrondoso sucesso 'Um Lugar Bem Longe Daqui' que é um fenômeno editorial, com mais de 2 milhões de cópias vendida e está nas listas de best-sellers dos Estados Unidos desde seu lançamento original, em agosto de 2018. Ele foi trazido pela Editora Intrínseca primeiramente para o Clube de assinatura "Intrínsecos" e depois para as livrarias.

O brejo é a única família que tenho
Inicialmente acompanhamos a vida da menina em busca pela sobrevivência, vamos vendo o dia a dia e até mesmo os sentimentos dela em relação ao que está passando, ao poucos as passagens de tempo vão acontecendo e Kya cresce diante de nossos olhos, outros personagens surgem e toda a história gira em torno de Kya e sua vida sozinha nesse brejo.


O livro é narrado em terceira pessoa e há alternância de tempos que se foca nas décadas de 50 a 70, no presente o povoado está assustado porque um homem foi assassinado e pelos cantos muitos acusam Kya, acredito que a narrativa em terceira pessoa deixe tudo isso mais interessante visto que como tem todo o suspense faz mais sentido que a escrita se mostre impessoal, pois isso instiga ainda mais para saber quem é o verdadeiro culpado pelo assassinato. 


'Um Lugar Bem Longe Daqui' é um romance de formação, pois apresenta de modo detalhado o crescimento físico, intelectual, sentimental e social da personagem vista desde a infância até a maturidade. E realmente vemos esse florescer da protagonista, Kya é doce, corajosa, ligada à Natureza de uma maneira tão respeitosa e poética que escrevi Natureza com letra maiúscula, pois é uma personagem viva, o modo como a autora retrata o brejo é notável que conhece muito bem esse ambiente. Fiquei extremamente encantada com as descrições do cenário, me senti dentro daquele pântano ao lado de Kya.


A narrativa para mim foi muito fluída (minhas madrugadas que o digam!), peguei para ler e foi impossível me desconectar da história, cada vez mais queria saber sobre o que iria acontecer, principalmente com os outros dois personagens específicos, a autora narra, envolve e faz o leitor ficar extremamente rendido ao desenvolver da história, só consegui largar depois de ler a última frase, isso quando meus olhos estavam livres de lágrimas para que eu pudesse enxergar (pisciana chora mesmo!!!).  

Vários pontos me conquistaram, mas destacarei dois aspectos me ganharam nessa leitura, o primeiro é a personagem Kya, fiquei apaixonada por essa menina, suas vivências e desafios, ela vê a vida de uma forma tão poética apesar de toda dor que foi imposta durante a vida. O segundo foi o drama em si, não é qualquer livro que diz ser drama que me faz chorar não e 'Um Lugar Bem Longe Daqui' trouxe lágrimas de emoção e um coração bem quentinho de amor com tudo que li.


Eu amei demais esse livro e só não favoritei por um pequeno detalhe do final (que pra você pode não fazer diferença nenhuma ... hahaha), mas eu indicarei eternamente 'Um Lugar Bem Longe Daqui' por sua originalidade (nunca li nada parecido com esse enredo), recomendarei por ser uma obra emocionante, bem escrita e cheia de ensinamentos. Por favor, se você ama livros que tenham essas características que descrevi,  leia esse livro, pois com certeza entrará para as melhores leituras da vida.


A edição é linda com uma capa tão condizente que encanta pelo aconchego que traz, a diagramação é ótima, folhas leves e não são transparentes e isso é agradável demais. A fonte está num tamanho que considero perfeito. Ahhhhhh esse livro está realmente à altura de todos os elogios que ganha, capa e conteúdo de qualidade, na Bienal de 2019, no Rio de Janeiro, o espaço da Editora Intrínseca estava lindo e uma parte era para esse livro e eu não pude deixar de ir tirar foto lá.


Então gente, se gostou da resenha, por favor leiam 'Um Lugar Bem Longe Daqui'!
Um beijo e até breve!

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NOTA:

DELIA OWENS é cientista e escritora, coautora de três best-sellers que exploram suas jornadas à África. Já ganhou o John Burroughs Award for Nature Writing e teve artigos publicados em diversos periódicos, como Nature, The African Journal of Ecology e International Wildlife. Um lugar bem longe daqui é seu primeiro romance e teve os direitos de tradução adquiridos em 39 idiomas. Delia atualmente mora no estado americano de Idaho, onde dá continuidade a seu trabalho de ajuda aos habitantes e à vida natural da Zâmbia.

Título Original: First Comes Scandal
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Ano: 2020
Comprar: Amazon; Shoptime; Americanas; Submarino

Sinopse:"Julia Quinn é uma grande contadora de histórias. Com uma prosa viva e confiante, ela cria personagens que nos marcam para sempre." –Publishers Weekly Ela tinha duas opções… Georgiana Bridgerton nunca foi contra a ideia de se casar. Ela só achava que sua opinião seria levada em conta na hora de escolher o noivo. Mas quando sua reputação está por um fio, Georgie precisa decidir: ou aceita ser uma solteirona pelo resto da vida ou se casa com o vigarista que a sequestrou de olho em seu dote. Mas de repente surge uma terceira opção... Quarto filho de um conde, Nicholas Rokesby está estudando medicina em Edimburgo e não tem o menor interesse em arrumar uma esposa nesse momento. Mas quando descobre que Georgie, sua amiga de infância, corre o risco de ficar arruinada para sempre, ele sabe o que deve fazer. Depois do escândalo... Só que os dois sabem que nunca conseguiriam se ver como mais do que bons amigos. Não é? Ao embarcarem num jogo de conquista nada convencional, repleto de diálogos impagáveis e coadjuvantes carismáticos – entre eles três gatos cheios de personalidade –, Nicholas e Georgie vão descobrir que muitos encantos da vida já estão bem na nossa frente.(FONTE)

Oieee, gente! Tudo bem? 
Não é novidade para ninguém que Julia Quinn é a dona do meu coração, esta autora de romance de época sempre faz eu me apaixonar pelas suas narrativas desde a primeira página, por isso eu corri para garantir seu ultimo lançamento na pré-venda, estava ansiosa para ver o desfecho dessa série que é uma das minhas queridinhas!


'Uma Noiva Rebelde' é o quarto e último livro da série 'Os Rokesbys', nele conhecemos a história de Georgiana (ela é irmã da Billy, do livro 'Uma Dama Fora dos Padrões'), Gerorgie se encontra em uma situação não agradável, pois foi sequestrada por um vigarista que está louco por seu alto dote e, após esse episódio, ela vê a própria reputação descredibilizada visto que passou um dia desaparecida e toda a sociedade já está aguardando a notícia da gravidez. Georgie garante que não aconteceu nada e que não vai se casar com alguém que não ame somente para manter as aparências.

Enquanto isso Nicholas Rokesby está em Endiburgo fazendo faculdade de medicina, mas o pai dele
preocupado com a reputação arruinada de Georgie, decide que deve voltar imediatamente para casa, ele não sabe o motivo de ter sido chamado com tanta urgência, entretanto atende o mais rápido possível. Ao saber de toda situação, Nicholas que viu seus irmãos se casarem perdidamente apaixonados teme que não tenha a mesma sorte, mas como deixar a amiga Georgie desamparada? O que será que a vida reserva a esses dois? Um clichê amado, casamento por conveniência, mesmo que não percebam, isso será bom para os dois, ahhhhh e como será!

Como era possível que a tivesse conhecido a vida inteira sem saber que era disso que precisava? - Página 207 
Eu sou suspeita, pois amo as narrativas de Quinn e em 'Uma Noiva Rebelde' não foi diferente, a história é muito fluida e o passar das páginas é tão rápido que é impossível largar. O envolvimento com os personagens é muito intenso, desde os primeiros diálogos já percebi que eles seriam queridinhos, Georgie tem personalidade forte, cheia de opinião e muito divertida e o Nicholas é o meu mocinho preferido dessa série, além desses personagens apaixonantes vemos também Edmund, Violet, Benedict, Anthony e Colin que é um bebezinho (siiiim, os Bridgerthons!!!). Queria ter visto mais personagens dos três livros anteriores, valia a pena demais uma festa com todos, mas isso não aconteceu!
Eu só estava pensando que aqui é meu lugar. E que você - ele a beijou de novo na outra bochecha - é a pessoa com quem eu devo estar. - Página 268
Senti um toque feminista nesse livro da Quinn, a Georgie faz questionamentos que nós mulheres, séculos depois, ainda nos fazemos. Gostei de ver ela questionar porque as mulheres se sentem ameaçadas, ela fala também sobre o tratamento cruel que a sociedade dá a mulheres que não seguem as regras e durante a narrativa ela volta a soltar frases instigantes dentro dessa temática, achei isso muito pertinente, apesar de se passar em outra época é sempre bom ver personagens que são inteligentes e observam as mazelas sociais ao redor. Outras situações são abordadas, principalmente em referência a mulher no mercado de trabalho, não aprofundarei, mas ao ler você perceberá, fiz esse paragrafo para destacar essas pautas que considero de relevância e ver isso no romance de época foi diferente, poucos autores abordam assim.
A sociedade é cruel com mulheres que quebram as regras. Cruel com as mulheres e ponto final. - Página 26
Nunca senti tanto respeito pelas mulheres, tendo que aturar os homens lhe dizerem o que fazer. - Página 21
'Uma Noiva Rebelde' é um romance fofo, leve e muito fácil de ler, traz momentos muito divertidos e uma leve pitada de nostalgia por ser o último da série, tinha tudo para ser perfeito e ganhar cinco estrelas, mas deixou a desejar nesse desfecho triunfal, apesar de que achei inovadora a forma como o casal é apresentado nas últimas cenas, acredito que ainda poderia ter um pouco mais de "gostinho de final de série", o fechamento da história foi diferente, porém rápido, mas não tira o brilho dessa história linda da nossa diva Quinn.


 Ahhhhh, não poderia concluir sem dizer que as edições da Editora Arqueiro são impecáveis, todas as capas são maravilhosas, não sei escolher a preferida. A diagramação segue o padrão de qualidade dos demais livros, amo demais. Os livros dessa séries são extremamente fotogênicos (hahaha), fiquei tão animada para saber mais sobre a capa que assisti à live que mostraram a capa em primeira mão, inclusive surpresa também para a autora que amou demais a capa brasileira.

 E você já leu a série 'Os Rokesbys'?
Pretende ler?
Contaaaaaa tudo!
Até breve!

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NOTA:

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

         

Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.

Título Original: White Fragility
Autora: Robin Diangelo
Editora: Faro Editorial
Ano: 2020
Páginas: 192
Gênero: Racismo / Relações Raciais / Ensaios / Sociologia

Sinopse: É hora de todos os brancos abandonarem a ideia de superioridade e, de fato, atuarem no combate ao racismo. Negação, silêncio, raiva, medo, culpa... essas são algumas das reações mais comuns quando se diz a uma pessoa que agiu, geralmente sem intenção, de modo racista. Ser abertamente racista não é algo socialmente aceitável. Ninguém quer ser visto assim. Mas cada vez que se nega o racismo, impedimos que ele seja abordado e que nossos preconceitos sejam discutidos. As reações de negação não servem apenas para silenciar quem sofre o preconceito, também escondem um sentimento que a autora Robin Diangelo passou a chamar de fragilidade branca. Em seus estudos, Diangelo catalogou frases, palavras e sentimentos de voluntários que se veem sem qualquer preconceito e demonstrou que, no fundo, ele estava lá. Sua proposta é que todos comecem a ouvir melhor, estabeleçam conversas mais honestas e reajam a críticas com educação e tentando se colocar no lugar do outro. Não basta apenas sustentar visões liberais ou condenar os racistas nas redes sociais. A mudança começa conosco. A AUTORA: ROBIN DIANGELO é professora universitária, autora e consultora em questões de justiça racial e social há mais de vinte anos. Não basta não ser racista ― Sejamos antirracistas ocupa as primeiras posições das listas de livros mais vendidos do mundo desde seu lançamento. (SKOOB)

Oi, pessoal!
Com saudades de mim? Espero que sim, pois eu estava com muitas saudades de vocês.
A resenha de hoje é sobre 'Não Basta Não Ser Racista: Sejamos Antirracistas' um lançamento da Faro Editorial, escrito por Robin Diangelo, a mesma trabalha palestrando sobre o racismo e o quão presente ele é no dia a dia das pessoas brancas.


Durante a leitura vamos ver Diangelo falar sobre ações, palavras e olhares que pessoas brancas dão a pessoas de cor ou negras. Muitas vezes essas situações se passam como uma opinião, uma brincadeira, uma simples piada, porém para aqueles que a recebem elas são bem discriminatórias.
Leremos também como o racismo se enraizou na sociedade e por qual motivo ele persiste até hoje, mesmo pessoas negras sendo em maior quantidade no mundo.
A ideia da inferioridade racial foi criada para justificar o tratamento desigual; a crença na inferioridade racial não foi o que desencadeou a desigualdade de tratamento. Nem o medo da diferença. - Página 39

Eu já tinha ouvido falar do livro e, mesmo achando que era direcionado mais para pessoas brancas, fiquei curiosa e pensando que talvez o livro também pudesse abrir minha mente, me ajudar de alguma forma. A autora não me decepcionou.

Robin escreveu na introdução da edição brasileira que mesmo que alguns termos e informações tenham como pano de fundo os Estados Unidos, as ideias não eram exclusivas do país, poderíamos encontrar ações parecidas no Brasil e no mundo inteiro.
Temos de continuar nos perguntando como nosso racismo se manifesta, não se ele se manifesta. - Página 164
Gostei muito também como a autora explicou os assuntos abordados, por exemplo, a diferença entre preconceito e discriminação, como ambos estão ligados, além de incentivar as pessoas a procurarem mais conhecimento sobre o tema, se aprofundar e entender que ser antirracista é um processo contínuo.
No decorrer deste livro, argumento que o racismo é profundamente complexo e matizado e que, diante disso, jamais poderemos dizer que nosso aprendizado está completo ou acabado. - Página 19

A obra possui uma diagramação muito boa que faz com que a leitura não seja cansativa, mesmo abordando um assunto tão sério. E aqui quero deixar uma observação, pois mesmo possuindo poucas páginas não o leremos em um dia, é importante termos tempo para refletir.

A Faro sempre faz um trabalho maravilhoso, na verdade amo o catálogo da editora, sou uma admiradora apaixonada (rsrsrs) e fiquei muito feliz que quando recebi o livro também ganhei uma máscara para ajudar no combate ao Covid, muito obrigado pelo cuidado.

Para finalizar, quero dizer que eu sou negra e algumas das situações abordadas no livro já tinha visto acontecer, outras aconteceram comigo e, infelizmente, em algumas eu fui a racista. Aprendi muito com a leitura e acho que, independente da sua cor, você vai se questionar mais sobre as suas atitudes e como elas impactam a vidas daqueles que sofrem com o racismo todo dia.

Espero que tenham gostado!
Até logo!

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NOTA:

Robin Diangelo é professora universitária, autora e consultora em questões de justiça racial e social há mais de vinte anos. Não basta ser racista - Sejamos antirracistas ocupa as primeiras posições das listas de livros mais vendidos do mindo desde seu lançamento.                                                                                                                    

Título Original: Unfree speech
Autor: Joshua Wong
Editora: Faro Editorial
Páginas: 208
GêneroBiografia / Não-Ficção / Literatura Estrangeira
Ano: 2020
Comprar: AmazonAmericanas; Submarino

Sinopse: Há um autoritarismo perverso no mundo e ele está calando todas as vozes... E então, havia uma terra nos confins da Ásia. Seus habitantes tinham tanta liberdade econômica que a região se tornou uma das mais desenvolvidas do mundo. Mas um dia, sem avisar, uma ditadura, a China Comunista, decide roubar-lhes a liberdade. E a repressão começou forte. O primeiro alvo foi a doutrinação escolar, seguida da perseguição aos opositores. É aí que este livro começa... Qual é o momento certo de enfrentar o mal? Para Joshua Wong foi aos 14 anos. Enquanto os adultos permaneciam calados, Wong vislumbrou o que estava acontecendo em seu país e organizou o primeiro protesto estudantil em Hong Kong, se opondo à implementação doutrinária do currículo escolar imposto pela China comunista. Não foi fácil, mas venceu. Ao se tornar mundialmente conhecido pelos protestos, a surpresa foi não ter sido sequestrado ou desaparecido, como tantos opositores da autoridade comunista. Criou o movimento dos guarda-chuvas amarelos, chamando a atenção da comunidade internacional para o momento de perda de liberdades que Hong Kong vive e que começa a se estender para outras nações, com o controle da comunicação e do que se pode falar sobre a China. Joshua Wong narra o caminho que o levou para o ativismo, revela as cartas que escreveu durante sua prisão política e expõe um apelo poderoso e urgente: que lutemos pelo direito a livre expressão. (FONTE)

Oieee, tudo bem?

Lançado pela Faro Editorial, “Democracia Ameaçada“ traz relatos de Joshua Wong, voz ativa na luta pró-democracia, Wong é chinês e mora em Hong Kong, ele começou um movimento que busca perpetuar a democracia e a liberdade, sobretudo, a de opinião. Joshua foi revolucionário em seu país, mas em seu livro traz um alerta para o mundo buscar pela livre expressão e observar autoritarismo no sistema político.


Aos 14 anos Joshua se tornou o cabeça de um movimento que criticava regras que o governo chinês planejava implementar nas escolas, o currículo seria modificado e isso seria um retrocesso, pois trazia preceitos que regrediam à educação tradicional, com um grupo de amigos, Josgua fundou o Escolarismo.

Atualmente, Wong é um dos mais importantes ativistas que luta contra a junção da China e Hong Kong, além de buscar por direitos e liberdade, ele ainda continua sendo um entrave para o Partido Comunista Chinês. Para que entendam melhor todo o contexto do conflito Hong Kong X China, farei uma breve explicação:

Hong Kong pertencia aos britânicos até o ano de 1997, mas foi devolvida aos chineses, para isso ela durante 50 anos continuaria sendo livre politicamente e na economia, a China é liderada pelo Partido Comunista, assim Hong Kong viu que esse plano de 50 anos de liberdade estava sendo ameaçado visto que medidas antidemocráticas estavam entrando em vigor. Aí que entra o contexto do livro 'Democracia Ameaçada', pois o sistema educacional estava sendo voltado para o patriotismo ao Partido Comunista em detrimento do pensamento crítico, Joshua questiona e começa a luta ideológica de jovens contra a imposição.


O livro conta a trajetória do próprio autor, ele mostra desde sua vida pessoal na infância, na escola, como fundou o Escolarismo mais adiante conta sobre seus 79 dias preso depois de fazer manifestações contra o presidente de Hong Kong, juntamente com o Occupy Central With Love and Peace, isso em 2016. Em 2014 Joshua mobilizou os jovens para reivindicarem o fim da intromissão no currículo escolar, o movimento foi ganhando força após acamparem na frente da sede do governo e buscar diálogo direto com o presidente, mal sabia ele que aquele momento estava marcando o início de uma revolução contra o despotismo, ele não só mobilizou a juventude como fez todos enxergarem o perigo de um governo autocrático, era Hong Kong aos olhos do mundo inteiro.

Após conseguirem impedir o governo de mudar a grade de conteúdos, o Escolarismo não morreu, tempos depois Wng e seus parceiros nessa batalha, montam um partido político. Mais a frente, em 2016, novas ondas de protestos tomam as ruas de Hong Kong, era o Ocupe Central com Amor e Paz, liderado por um pastor e dois professores. O fundador do Escolarismo se juntaria para protestar outra vez. Talvez você já tenha ouvido falar da Revolução dos Guarda-chuvas que ficou assim conhecido porque quando a polícia atacava com gás, eles se protegiam com os guarda-chuvas e Joshua estava lá, esse povo está sedento por liberdade.


Joshua, fundador do Escolarismo, um jovem cristão e líder da Revolução dos Guarda-chuvas, é sobre a vida desse jovem que começou a lutar contra o governo com apenas 14 anos, acompanhamos mais tarde ele ser preso e retratar como se distraia na prisão, o que comia, quais eram as ambições após sair de lá, confesso que no início do livro ele fala sobe sua eloquência, liderança e garra, achei que poderia está se vangloriando demais, mas ao adentrar a narrativa vi o quanto Joshua foi revolucionário, ele hoje com 23 anos é uma das 50 pessoas que moldaram os últimos 10 anos, ativista político e estudantil, realmente uma pessoa admirável que alerta o mundo sobre o que aconteceu em Hong Kong ser um chamado para o mundo inteiro observar e prezar por sua liberdade.

Após concluir a leitura do livro e ver toda trajetória de Wong, fui assistir ao documentário produzido pela Netflix que mostra boa parte dos protestos que aqui citei, o filme se chama Joshua: Adolescente X Superpotência, Incrível! Indico demais fazer a leitura e depois assistir, se eu já estava encantada, fiquei ainda mais. Acredito que a Faro Editorial mais uma vez acertou em trazer um livro como esse para o Brasil, ainda mais no momento atual político brasileiro, ao concluir a leitura fiquei pensando nisso, num momento conturbado como esse o livro traz verdades que precisam ser discutidas. 


Recomendo demais a leitura de 'Democracia Ameaçada', pois é reflexiva, biográfica e sinal de cautela para todos. A fluidez da narrativa é grande, pois é como se fosse um diário, tem partes de narração e a partir de um momento ele mostra do dia ao 79 na prisão. Acredito que você ao ler o livro ficará muito atônito com a história de Hong Konge e de seus bravos lutadores, um deles Joshua Wong.

Vale demais a leitura, deixarei abaixo algumas imagens de Wong e dos protestos do Escolarismo e da Revolução dos Guarda-chuvas a fim de que perceba a magnitude desses movimentos.





E aí , ficou com vontade de ler?
Contaaaaaaaa tudo!
Até breve!

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NOTA

Joshua Wong nasceu em Hong Kong em 13 de outubro de 1996 e foi diagnosticado com dislexia na primeira infância. Filho do casal de classe média Grace e Roger Wong, Wong foi criado como cristão protestante na tradição luterana. Sua consciência social provém do pai, um profissional de TI aposentado, que muitas vezes o levava quando criança para visitar os mais desfavorecidos. Wong estudou no United Christian College (Kowloon East),uma escola secundária cristã particular em Kowloon, e desenvolveu habilidades organizacionais e de fala através do envolvimento em grupos da igreja.

Título Original: Nineteen Eighty-Four
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 544
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Distopia
Ano: 2019
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Sinopse: Romance incontornável, 1984 continua sendo o livro ao qual nos voltamos sempre que se mutila a verdade, distorce-se a linguagem e viola-se o poder. Nesta nova edição, a obra-prima de George Orwell ganha projeto gráfico especialíssimo -- com capa em tecido, lombada impressa e uma série de obras da artista brasileira Regina Silveira. O leitor conta também com apresentação do crítico Marcelo Pen e textos de gigantes como Golo Mann, Irving Howe, Raymond Williams, Thomas Pynchon, Homi K. Bhabha, Martha C. Nussbaum, Bernard Crick e George Packer -- ensaios que dão conta da história da recepção crítica do livro desde o ano de seu lançamento, 1949, até hoje, setenta anos depois. Com dezenas de milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o romance de Orwell tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. Em Oceânia, ter uma mente livre é considerado crime gravíssimo. Numa trama em que os "fatos alternativos" estão por toda parte e a mentira foi institucionalizada, Winston se rebela contra a sociedade totalitária na qual vive; em seu anseio por verdade e liberdade, ele arrisca a vida ao se envolver amorosamente com uma colega de trabalho, Júlia, e com uma organização revolucionária secreta. Normalmente lido como uma distopia, 1984 é também uma sátira, uma profecia, um grito de alerta, um thriller de espionagem, uma extraordinária ficção científica, um terror psicológico, um romance pós-moderno e uma história de amor. (FONTE)

Oieeee, gente!

Tudo bem? O livro que hoje trago a resenha, não é mais um livro, é O LIVRO! Com certeza, você já deve ter ouvido falar sobre essa obra, pois sempre é indicada como uma leitura imperdível e de relevância mundial. Vista a importância de '1984', fiquei muito curiosa para ler mais desse autor, recentemente li 'A revolução dos bichos' (original e em HQ) e também 'O que é facismo?' e fiquei encantada pela profundidade dos assuntos, '1984' estava a tempos em minha lista e fiquei muito feliz de receber essa maravilha da Companhia das Letras.


A narrativa de '1984' mostra um mundo dividido em três superestados, cada um dele com suas próprias características. Oceania, que está sob o controle de Socing (Socialismo inglês) um “governo” ditatorial. O ditador é chamado de Big Brother (Grande irmão), um ser que nunca foi visto pessoalmente por ninguém, mas que a sociedade ao menos se questiona sobre a não existência dele. Essa mesma sociedade tem seus papéis definidos dividem-se em Alta (Big brother e Partido interno), Média (Partido Externo) e Baixa (proletas), ou seja, os pobres, a parte que sustenta a população rica, porém não é valorizada por ela. O lema do Partido era: Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força.
Assustador né?
O pensamento-crime não acarreta a morte: o pensamento-crime É a morte. - Página 69
O sistema político é autoritário, não permite que ninguém pense diferente dele, porque até o pensamento é vigiado, as pessoas são observadas o tempo todo por teletelas (que hoje seriam as câmeras) e tem microfones que estão ouvindo o tempo todo em qualquer lugar, isto é, não há como fugir do controle do Big Brother. Um regime que implanta medo e despreza qualquer forma de liberdade, até crianças são treinadas para denunciarem alguém que desobedeça às normas sociais, mesmo que os desobedientes sejam seus próprios pais.
Sou boa em identificar pessoas que não se ajustam, assim que o vi, soube que você estava contra eles. - Página 170



O Partido tem quatro ministérios que fazem parte do controle social, Ministério da Verdade que faz o trabalho de suavizar informações, alterar dados e datas, forjar mentiras que eram repassadas de geração em geração e tudo mais que for preciso para manter a reputação do Partido; o ministério da Fartura, que administra a alimentação que está em escassez; ministério da Paz, que na verdade faz a manutenção permanente da guerra e o Ministério do Amor, que faz tortura e “reabilitação “ de quem vai contra o Partido.



Aí que entra nosso protagonista Winston, que trabalha no Ministério da Verdade, trabalha reescrevendo tudo que se refere ao Partido a fim de que toda a população admirasse o Grande Irmão e toda sua trajetória, mas Winston sabia que a História estava sendo reescrita e que os tempos anteriores eram melhores que o que vive agora, em seu íntimo Winston é contra o Partido e juntamente com Julia e O Brien, que participa do Partido Interno, estudam um meio de derrubar o Grande Irmão. Eles se alistam em um movimento de oposição ao Big Brother, o líder é Emmanuel Goldstein. Nessa luta secreta por justiça, fim de um Partido autoritário e busca por melhores e reais condições de vida, Winston será surpreendido muitas vezes pelos próprios caminhos que ele escolheu trilhar.



Como já descrito nos parágrafos anteriores, percebe-se a genialidade desse enredo instigante e visionário que Orwell criou, deixo claro que não tem somente isso que descrevi (tive que resumir porque senão a resenha ia ficar maior ainda!), o enredo tem tantas nuances, tantos detalhes, tantos diálogos inteligentes que é impossível descrever tudo que o universo de 1984 representa. Eu já imaginava que seria bom, pois já li o autor, mas nada supera esse livro, aliás eu queria ser ainda mais inteligente para compreender tudo que George quis passar com essa obra.


'1984' é um livro atemporal, isso me deixou assustada, pois encontrei inúmeras frases que parecem falar sobre a realidade atual do Brasil e do mundo. Orwell faz duras críticas a um governo autoritário, desigualdades sociais, religiosidade, alienação, controle de massas através da mídia, luta de classes e tantos outros problemas que, infelizmente, fazem parte da contemporaneidade. É assustador pensar como '1984' é quase 2020, essa obra é um alerta sobre como a política e a classes influenciam nossas vidas.
Quanto à consciência das massas, só necessário influenciá-la de modo negativo. - Página 258
Gente, e essa edição de luxo da Companhia das Letras? Maravilhosa! A capa tem esse azul escuro e é de tecido (eu associei ao macacão que Winston usava, não sei de onde tirei isso, mas!) as letras em vermelho, que contraste lindo! Por dentro o livro tem ilustrações e um anexo com algumas capas de '1984' pelo mundo, além de mais de 200 páginas de crítica literária, gostei disso, ver como o livro foi interpretado ao passar das décadas, aprendi muito e achei o diferencial dessa edição (vale a pena demais!) e por último, o corte do livro, que forma um olho em espiral, esse livro é daqueles que terei orgulho de acrescentar a minha coleção.
A guerra, como veremos, não apenas efetua a necessária destruição como efetua de uma forma psicologicamente aceitável. - Página 243

Orwell mais uma vez me arrebatou, se você gosta de livros que façam críticas sociais e políticas de modo que você não consiga parar de ler, '1984' é para você. Um livro que jamais esquecerei, aliás isso é impossível, me arrependo de não ter lido antes, apesar de tantas indicações, mas agora que li, entendo o porquê dessa obra ser aclamada. Eu ainda estou atônita como ele foi capaz de aprofundar tanto nas relações de poder e na mente humana que se deixa levar com obediência a um regime antidemocrático, não somente sobre política, mas também sobre o próprio humano.
Você é uma peça defeituosa, Wiston. Uma nódoa a ser limpa. - Página 307
A leitura não é rápida, não no meu caso, mas já adianto que isso não foi ruim, '1984' precisa de tempo para ser digerido, um livro que precisa de pausas para reflexão, em alguns momentos achei a leitura um pouco cansativa, mas entendi que precisava parar e entender para retomar o ritmo. Quer uma dica? Leia devagar e faça anotações, '1984' é um estudo do mundo atual, apesar de ter sido escrito no ano de 1949.



Eu terminei a leitura e fiquei algum tempo remoendo tudo que me foi apresentado e mais uma vez Orwell ganhou 5 estrelas, só não favoritei porque algumas pontinhas ficaram soltas e o desfecho é um pouco aberto (gosto de finais fechadinhos hahaha!), mas de maneira alguma isso diminui a relevância da obra.
Tenho consciência da minha existência, nasci e vou morrer. - Página 312
Enfim, coloquei muitos aspectos da narrativa e ainda sinto que faltam muitos outros que você só descobrirá lendo, faça isso e seja envolto nesse mundo “distópico e profético“ de '1984'. Recomendo demais a leitura, pois o aprendizado e a empatia que esse livro traz são altíssimos. Orwell cravou seu nome na literatura mundial através de seu olhar político, questionador e inteligente. Apenas leiam '1984'!



Ahhh e se toda vez que leu Big Brother lembrou do programa de televisão, então, o Big Brother do livro vigiava a população o tempo todo por teletelas, aparecia em uma espécie de televisão para falar com todos ... Sim o programa de tv se inspirou nessa obra de George Orwell! 

Já pensou em ler 1984? Corraaaaaaaa, leia!

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NOTA: 

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Eric Arthur Blair foi um jornalista, ensaísta e romancista britânico, que escreveu sob o pseudônimo George Orwell. Sua escrita é marcada por descrições concisas de eventos e condições sociais e o desprezo por todos os tipos de autoridade. É mais conhecido por suas duas obras maiores, Nineteen Eighty-Four, crítica ao autoritarismo, e Animal Farm, uma sátira ao stalinismo.