Autor: Isabela Freitas
Editora: Intrínseca
Páginas: 318
Ano: 2020
Gênero: Autoestima / Autorrealização (Psicologia) / Relação homem - mulher
Comprar: Amazon; Submarino.

Sinopse: Muito antes de decidir desapegar, Isabela passou por poucas e boas. De férias da faculdade de Direito e longe dos amigos Pedro e Amanda, às vezes ela se envolve com alguém para se distrair, mas nenhum ficante faz seu coração bater mais forte. Dessa vez, é só um garoto do curso de inglês.
A única coisa que Isabela e Fábio compartilham são os beijos, e ela sabe que a história deles não tem muito futuro. A agitação da volta às aulas traz Gustavo Ferreira, que entra em sua vida de forma arrebatadora. Lindo e de uma tradicional família de Juiz de Fora (MG), ele a convida a embarcar em sentimentos totalmente novos.
Isabela parecia ter encontrado o garoto dos sonhos... até despertar para uma realidade bem diferente. O que começa como conto de fadas logo muda de figura, e ninguém imagina que por trás das declarações de amor de Gustavo nas redes sociais há uma garota que a cada dia perde mais o brilho, que se vê obrigada a medir cada gesto e já nem se reconhece mais.
Quarto livro da série que já vendeu 1,5 milhão de exemplares no Brasil, Não se humilha, não se passa antes dos acontecimentos narrados em Não se apega, não e vai agradar tanto os fãs da autora quanto os novos leitores. Com seu humor único e seu olhar otimista, Isabela Freitas traça os desafios de se amar diante de tudo que tenta nos aprisionar e explora temas importantes, como relacionamentos abusivos, protagonismo feminino, amor-próprio e amizade. (SKOOB)

Oi, genteeeee!
Tudo bem? Como vai a vida? Os planos, os amores?
Faz um tempinho que não nos falamos, né? Estava com muitas saudades!
Mas vamos ao que interessa porque vocês estão aqui para ler a resenha de hoje.

'Não se Humilha, Não' é um livro da, maravilhosa, Isabela de Freitas, publicado esse ano de 2020 pela também maravilhosa, Editora Intrínseca.

O livro faz parte de uma série chamada 'Não se apega, não' e, embora seja o quarto livro, a história se passa antes dos acontecimentos do primeiro e por isso pode ser lido antes dos outros.


Aqui temos Isabela no primeiro dia de aula de mais um ano letivo do seu curso de Direito com seus amigos inseparáveis, Pedro e Amanda, quando conhece Gustavo Ferreira.
Gustavo é o que podemos chamar de um pedaço de mau caminho (rsrsrs), o garoto é lindo e pertence a uma das famílias mais ricas de Juiz de Fora.

Já nas primeiras páginas percebemos que ele mostrou interesse pela protagonista, mas o relacionamento tem mesmo um início após um incidente em uma festa em que o moço acaba defendendo a Isa (Own, que cavalheiro). Porém com o passar da leitura veremos quem realmente é o nosso príncipe. 

De um relacionamento que parecia está em lua de mel á um relacionamento abusivo, juntos com a protagonista vamos ver como nada acontece repentinamente.
As palavras não valem de nada quando contradizem suas ações. - Página 250

Já li os livros anteriores da autora, exceto o 'Não se iluda, não', e sabia que a leitura seria boa, mas superou minhas expectativas, de todos acho este o mais profundo.
Não me levem a mau, os outros são muito bons, todavia o assunto abordado neste é tão importante e foi muito bem escrito.

Em alguns momentos eu conseguia perceber a Isabela, a escritora, falando comigo, usando a vida da sua protagonista para me dá um recado. Quem assiste seus vídeos no Youtube sabe do que estou falando (Recomendo assisti-la). Embora, nunca tenha passado por um relacionamento abusivo, me vi várias vezes vendo sinais que presenciei em relacionamentos de pessoas próximas a mim.
Porque o amor não machuca e nem deve ser usado como desculpa para machucar alguém... - Página 195

Na minha humilde opinião a Isabela Freitas se superou, o livro vem esclarecendo de uma forma fácil e simples os sinais tóxicos que deixamos passar ou diminuímos quando estamos em um relacionamento abusivo. Além de falar da importância de ter pessoas que nos amam e que nos ajudem a se levantar depois de tanta dor.
E tá tudo bem em se sentir uma bagunça... A vida é assim mesmo, ás vezes perdemos o controle de tudo e nada parece fazer sentido... Porém mantenha sempre as pessoas que gostam de você ao seu lado, porque elas vão te levantar mesmo quando tudo o que você deseja é continuar no chão. - Página 220
A editora Intrínseca sempre faz ótimos trabalhos em seus livros, a diagramação de 'Não se humilha, não' segue os das edições anteriores, está impecável. A obra é tão linda por fora quanto é por dentro.

Recomendo a leitura para todas as pessoas, mulheres, homens, jovens, adultos. Para aqueles que já sofreram em um relacionamento abusivo, aqueles que nunca estiveram em um e querem evitar pessoas assim ou para aqueles que querem ajudar alguém que esteja com alguém assim. Leiam!

Um forte abraço
Até a próxima!

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!

NOTA:  

Isabela Freitas, 29 anos, é autora dos best-sellers Não se apega, não, publicado em 2014, Não se iluda, não, de 2015, , de 2016, e Não se enrola, não que juntos venderam 1,5 milhões de exemplares. Sucesso nas redes sociais, a escritora mineira morou em São Paulo, no Rio de Janeiro e em 2019 retornou a Juiz de Fora, onde se dedica á maternidade e á literatura.

Coluna Escrita: Coragem, de Raina Telgemeier, é uma HQ juvenil ...Título Original: Guts
Autor: Raina Telgemeier
EditoraIntrínseca
Páginas: 224
Gênero: Literatura Estrangeira /HQ, comics, mangá / Jovem
Ano: 2020
Comprar: Amazon; Florence; Submarino
Sinopse: Fenômeno da literatura jovem atual, a cartunista Raina Telgemeier recria com sensibilidade e humor as ansiedades de sua infância A jovem Raina está com um probleminha. Ela acordou com uma dor estranha na barriga. Sua mãe também, então talvez seja só uma virose. Até aí tudo bem, acontece. É só descansar. No entanto, quando Raina volta para a escola, surgem mais problemas. A tal dor causa um enjoo que não passa, e agora ela está cheia de preocupações: medo de comer, de perder as amigas, dos trabalhos da escola e de uma palavrinha em especial, um terror que começa com a letra “v”. Para completar, ela tem que lidar com a família caótica e com uma menina que vive implicando com ela, além dos colegas de turma, que só querem saber de nojeiras. Cada dia traz um novo receio para Raina. Ela só tem 10 anos, e talvez seja um pouco complicado lidar com tudo isso sozinha. Felizmente sua família percebe que há algo avassalador e paralisante tomando conta dela: a ansiedade. Então, com a ajuda dos pais e da terapeuta, Raina vai descobrir que uma dorzinha pode esconder nossos maiores medos, e que é preciso coragem para dominá-los. Em Coragem, a premiada cartunista Raina Telgemeier traça, com base em suas experiências, os desafios de crescer. Em uma edição belamente ilustrada e colorida, o livro explora todo o desconforto do amadurecimento e mostra como o medo e a ansiedade afetaram a infância da autora. (FONTE)
Oieee, gente ! Tudo bem? 

Lançado em março pela Editora Intrínseca, 'Coragem' é uma história em quadrinhos que encanta primeiramente pela capa e depois por seu conteúdo importante. Assim que fiquei sabendo deste lançamento já ansiava pela minha vez de ler essa fofura. E já adianto que foi uma leitura muito rápida e importante.


Raina é uma menina que mora com os pais e irmãos, ela é muito criativa e inteligente, num certo dia ela sente um desconforto e acaba vomitando, isso acaba se repetindo por algumas vezes e ao longo da narrativa vamos acompanhando algumas crises de ansiedades dessa garotinha. Os medos de Raina serão descobertos e ela terá que enfrentá-los!
Muitas vezes, e de várias formas, a vida é uma tarefa desafiadora. Crescer é um processo desconfortável e aterrorizante, e sentir medo disso é absolutamente normal. Felizmente, nós não estamos sozinhos e, por mais desesperadora que uma situação possa parecer, respirar fundo e tentar pôr em palavras nossos medos, encarando uma coisa de cada vez, pode mudar nossa perspectiva.
Coragem é uma HQ que traz a narrativa das memórias da própria autora, ela relata acontecimentos da sua pré-adolescência, quando ela estava no 5º e 6º ano do fundamental. Assim como a personagem (que no caso é ela mesma) lidava com dores, enjoos e crises de ansiedade, a aflição de passar mal já a deixava em pânico. No próprio quadrinho, a autora fala sobre emetofobia que é o nome científico para o medo excessivo de vomitar, achei interessante, pois nunca tinha ouvido falar diretamente sobre isso.


Além disso é abordado como essa fobia pode ser tratada por meio de terapia, achei de extrema relevância tocar nesse ponto, mas adiante falarei somente sobre a questão da terapia que foi mostrada nessa história em quadrinhos. O enredo não focaliza somente na vida de Raina, acompanhamos também o dia a dia dela e de suas colegas de classe, o bullying, a própria família e também a relação da menina com seus professores e até a convivência com uma colega de classe que a atormenta diariamente.


Gostei de como a autora faz com que os conflitos sejam expostos e ao mesmo tempo eles vão se entrelaçando e no final temos uma visão bem realista de sua resolução, tudo isso de maneira bem lúdica, simples e direta, visto que se trata de um livro principalmente para o público infanto-juvenil. Também destaco como positiva a maneira como Raina (autora) mostra a terapia, os pais também bem abertos a essa possibilidade e mostrado como uma prática necessária e sem os esteriótipos que cercam esse tema, aprovadíssima!


A autora tem uma delicadeza em seu traço de desenho, amei as ilustrações. A leitura é tão fluida e gostosa, li de uma vez só, impossível largar antes do término, histórias em quadrinhos geralmente são bem rápidas e 'Coragem' segue a mesma linha. A edição da Intrínseca é lindíssima, toda num tom vivo de roxo, amei muito, além de ter vindo com o marcador e também um medidor de humor, um luxo! 


Recomendo demais a leitura para todos os públicos, principalmente para o infanto-juvenil, pois relata algumas situações mais pontuais a esse público como por exemplo o dia a dia na escola, bulying e outros, mas tem temas comuns a todos os outros também. 

E aí ficou com vontade de ler? 
Me contaaaa! 
Um beijo e até breve!.

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!
NOTA:

Telgemeier é uma cartunista norte-americana muito prestigiada pela crítica. Coragem é um delicado registro autobiográfico, inspirado em sua infância. É autora também de Ghosts e adaptou e ilustrou a série de graphic novels The Baby-Sitters Club. Entre muitos prêmios, conquistou três Eisner Awards e um Stonewall Honor Award. Best-sellers do New York Times, seus livros já somam quase 20 milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos e foram traduzidos para 22 idiomas. Mora em São Francisco, Califórnia

Título Original: The hunting party
Autor: Lucy Foley
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense/ Romance Policial
Ano: 2020
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino

Sinopse: Todo ano, nove amigos comemoram o réveillon juntos. Desta vez, apenas oito vão voltar para a casa depois da festa. Programado para acontecer em um cenário idílico, o réveillon que Miranda, Katie e os outros amigos que conheceram na faculdade passarão juntos este ano promete refeições deliciosas regadas a champanhe, música, jogos e conversas descontraídas. No entanto, as tensões começam já na viagem de trem — o grupo não tem mais nada em comum além de um passado de convivência, feridas jamais cicatrizadas e segredos potencialmente destrutivos. E então, em meio à grande festa da última noite do ano, o fio que os mantém unidos enfim arrebenta. No dia seguinte, alguém está morto e uma forte nevasca impede a vinda do resgate. Ninguém pode entrar. Ninguém pode sair. Nem o assassino. Contada em flashbacks a partir das perspectivas dos vários personagens, a história deste malfadado encontro é um daqueles mistérios de assassinato cheio de tensão e de ritmo perfeito. Com uma trama assustadora e brilhantemente construída, A Última Festa planta no leitor a semente da dúvida: será que velhos amigos são sempre os melhores amigos? (FONTE)

Oie, gente! Tudo bem?

'A Última Festa' é um romance policial lançado nesse início de 2020, estreando a autora Lucy Foley no Brasil, a obra foi primeiramente para os assinantes do Intrínsecos e agora para todos os leitores. Eu sou uma maluca por suspenses e estava aguardando a minha vez de fazer essa leitura.
Deve um velho amigo ser esquecido e nunca mais pensar nele?
No frio devastador das Terras altas escocesas, em um lugar muito afastado da cidade, todos estão felizes por estarem mais uma vez juntos, nove amigos de longa data se juntam para a festa da virada do ano, mas dessa vez algo acontece e dos nove, apenas oito continuam com vida após a comemoração. Essa é a premissa de 'A Última Festa' que mostra que a perfeição e as aparências enganam muito, um grupo de amigos supostamente em uma sintonia absurda, mas que escondem muitos segredos e mágoas do passado que talvez estejam mais latentes do que imaginam.

E pessoas como eu, insignificantes e tímidas, nem sempre se revelam as heroínas da histórias. Às vezes temos nossos próprios segredos sombrios. - Página 22
A narrativa é feita por cinco personagens, alternando tanto as perspectivas de tempo (passado e presente) e também o tipo de narrador (observador e personagem). Katie, Miranda Julien, Bo, Samira, Giles, Mark, Emma e Nick são os amigos de longa data, alguns deles entraram no grupo porque são casados com um dos que fazem parte, como por exemplo Julien que é casado com Miranda e o Mark, par da Emma. No lugar que escolheram para passar a virada existem dois outros hóspedes islandeses, além da governanta Heather e o caça -guarda Doug.

Acho que todos temos diferentes versões de nós mesmos. - Página 52
A história já se inicia com a descoberta de um corpo, alguém foi assassinado, já começa com esse clímax,em seguida muda-se para tempo psicológico e vários narradores alternam entre passado e presente. Só descobrimos quem é o assassino e quem foi assassinado lá pelas últimas páginas, mas o mais importante nesse livro é realmente a amizade entre os nove personagens e como eles estão entrelaçados em segredos cada vez mais profundos.

Guardar tudo para você pode fazer mais mal do que bem, no fim das contas. - Página 104
Ao longo da narrativa, vamos acompanhando o dia a dia desses amigos que se preparam para a festa de Ano Novo, mas enquanto esse momento não chega vamos conhecendo a personalidade de cada um deles, alguns com mais destaque, cada capitulo narrado vai deixando expostas as pequenas fraturas da relação entre esse grupo de amigos, vou confessar que tenho um gosto por histórias que tenha personagens com segredos guardados, que o psicológico deles seja ponto crucial e que cada página vá dando pistas sobre quem assassinou quem.


Fiquei muito interessada no enredo sobre os personagens Heather e Doug, eles trabalham no local onde os amigos vão festejar, cada um tem um passado muito interessante, queria um pouco mais sobre eles.
As formas de expressar a dor podem ser tão diversas quantos as formas de vivenciá-las. Eu sei disso muito bem! - Página 138

Lucy Foley escreve personagens muito instigantes. Acredito que se você deseja um romance policial eletrizante, esse não é o livro, apesar de ter sido classificado como um, na verdade é mais focado nas relações humanas e suas consequências. A escrita é boa, muito fluída e descritiva sem ser cansativa.

'A Última Festa' me lembrou muito um outro suspense que li da Intrínseca, 'Você Nasceu Para Isso' (tem resenha aqui no blog). Indico demais a leitura, gostei muito, porém destaco como algo que me desagradou um pouquinho foi o final ter sido meio corrido, queria mais! Enfim, vale muito a pena essa leitura, principalmente para quem está começando no gênero, pois é um livro curto, mas com uma trama psicológica.

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!

NOTA

LUCY FOLEY estudou Literatura Inglesa e trabalhou durante anos no mercado editorial como editora de ficção, até se dedicar à escrita em tempo integral. A Última Festa é sua estreia na literatura de suspense, após a publicação de três romances históricos, que foram traduzidos para dezesseis idiomas. Já escreveu para veículos como ES Magazine, Sunday Times Style, Grazia e outros.

Título Original: A Vida não é Justa
Autor: Andréa Pachá
Editora: Intrínseca
Páginas: 224
Ano: 2019
Gênero: Contos Brasileiros
Comprar: Amazon; Americanas; Shoptime; Submarino
Sinopse: Nos quase vinte anos à frente de uma Vara de Família, Andréa Pachá — a partir da observação dos conflitos dos tribunais e da necessidade de compreender o fenômeno que levava os casais, muitas vezes, ao limite do ódio e da intolerância — resolveu contar histórias capazes de traduzir nossa dificuldade para lidar com o desamparo e com as frustrações. O resultado foi A vida não é justa, originalmente publicado em 2012, que, relançado agora pela Intrínseca, conta com nova capa e novo projeto gráfico, além de apresentação da autora contextualizando a obra.
Ao narrar casos de separações, guarda dos filhos, partilhas de bens, paternidade, histórias de amor, reencontros e desencontros, a obra explora situações em que é difícil definir o responsável: o que sentem os casais que testemunham, impotentes, o fim da pró pria relação; como partilhar os bens quando não há mais amor para ser dividido; é possível tentar mais uma vez depois que a confiança, antes tão firme, parece escorrer por entre os dedos? (SKOOB)

Oi, queridos leitores! Tudo bem com vocês?

Sempre gostei de livros que falam da vida de uma forma nua e crua, acho que leituras assim me mostram a realidade e me fazem ampliar meus horizontes. Foi por isso que me interessei por 'A Vida Não é Justa' da Andréa Pachá, publicado originalmente em 2012, mas que ganhou uma nova edição pela Editora Intrínseca em 2019.


Andréa é juíza e durante quase 20 anos trabalhando pela vara da família presenciou vários momentos importantes na vida daqueles que procuram a justiça para resolver seus dilemas pessoais.
Com contos que relatam momentos de tristeza, mas também de amor, alegria e, muitas vezes, de esperança a autora nos revela o que acontece nos bastidores dos tribunais e como a pessoa que ela era e a que se tornou estavam tão ligadas.
É claro que aquele comportamento não integrava meus deveres funcionais. No entanto, a magistratura era uma das muitas funções que eu exercia na vida, e é claro que todas as minhas virtudes e meus vícios transpareciam de alguma forma no exercício da profissão. - Página 166
Todos os contos do livro me tocaram de alguma forma, mas tive que escolher alguns para abordar com mais detalhes, portanto vamos aos escolhidos:

Em 'Fala quem Pode', temos um casal já maduro que passaram por dificuldades de saúde, traição e viu seu casamento desmoronar como um castelo de areia após a noticia de uma nova doença. Todavia aqui o que mais me tocou não foi a separação em si, mas como uma mãe com um buquê de rosas e palavras lindas, podem transformar um momento doloroso em esperança.

'Mais Vale Dois Pais na Mão', o jovem Emerson decide registrar o filho de uma amiga, pois o pai biológico sumiu, mas após alguns anos esse pai retorna e decidi tomar o lugar que é seu por direito. Aqui a frase pai é quem cria, faz todo sentido. Este conto me marcou, pois lembro claramente da história na série Segredos de Justiça, exibido pelo Fantástico na Rede Globo.

'Poderoso é Quem Resolve', aqui Andréa relata que muitas pessoas a procuram, orientados pela sua avó, para resolver pequenas burocracias como remédio para pressão, segunda via de certidão de casamento e até vaga em escola. Porém certo dia um pedido incomum aparece. Gosto de uma frase que ela cita nesse conto:
Normalmente, as demandas eram simples. Nada que um telefonema não resolvesse, desde que, claro, fosse eu a interlocutora. Cenário triste de um país no qual a burocracia lambe as botas do poder e oprime quem deveria atender. - Página 108
Faz sentido para você?

E por fim temos, 'Mas Eu Amo Aquele Homem'. Vítima de violência doméstica por anos, Marli decide abrir um processo após a briga tomar grandes proporções e ser presenciada por seus vizinhos, entretanto na data que definiria o divórcio e o distanciamento do lar, a mulher diz que o marido se arrependeu e que vão tentar outra vez.


A Intrínseca fez um trabalho fabuloso, a leitura não cansa e isso acontece pela excelente combinação da escrita de Andréa Pachá e da diagramação perfeita da editora. Esta é a minha primeira experiência com a autora e não vejo a hora de ler seus outros livros publicados.
A vida era experimentada no presente. Um dia de cada vez. - Página 175
São 36 contos que irão fazer surgir diversos sentimentos enquanto as páginas são passadas, mas que mesmo após viradas nos fazem refletir sobre como a vida dos outros, e até a nossa, é diferente daquilo que imaginamos. Cada pessoa que entrou pelas portas daquele tribunal possuem histórias muito mais complexas. A leitura me fez questionar: O que aconteceu após a sentença? A dor passou? Encontraram um novo amor? O amor surgiu? As magoas sararam? Não saberei, mas torço para que tenha dado tudo certo.

Até a próxima!

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!

NOTA: 

Andtéa Pachá é juíza. Foi conselheira do Conselho Nacional de Justiça, responsável pela criação do Cadastro Nacional de Adoção e pela implantação das Varras de Violência Doméstica em todo país. Antes da magistratura integrou um grupo de dramaturgia e foi produtora de teatro. É colunista do jornal O Globo e comentarista da rádio CBN. Além de A vida não é justa, originalmente publicado em 2012 e que deu origem a série Segredos de Justiça, do Fantástico, é autora de Velhos são os outros (2018), também publicado pela Intrínseca, e Segredos de Justiça (2014).

Título Original: Animal farm: a fairy story.
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 152
Ano: 2007
Gênero: Ficção / Literatura Inglesa
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino

Sinopse: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, 'A Revolução dos Bichos' é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stalin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, a obra passou a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell repetiria o mesmo gesto anos mais tarde com seu outro romance 1984, finalizado-o às pressas à beira da morte para que o mesmo service de alerta ao ocidente sobre o horrores do totalitarismo comunista.
É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.  (SKOOB)

Publicado no Brasil pela editora Companhia das Letras, 'A Revolução dos Bichos' de George Orwell foi um daqueles livros que foram escritos para trazer questionamentos a sociedade da época, todavia até hoje nos faz pensar.


Em um certo dia na Granja do Solar o porco Marjor teve um sonho e queria contar para os outros o que sonhara. Após esperar o proprietário da granja, o Sr. Jones, dormir, todos os bichos se reuniram no celeiro. Major já era velho e falou aos animais do dia em que todos seriam livres e iguais, não viveriam mais para alimentar os humanos e serem descartados quando não mais servissem. Após três dias o porco morreu, mas as palavras ditas por ele deu aos bichos a esperança de que alcançariam no futuro a liberdade.

Acontece que o futuro estava mais próximo do que pensavam e após um acontecimento inesperado, os animais conquistaram a granja e mudaram seu nome para a Granja dos Bichos, pois agora todos seriam iguais, cada um trabalharia de acordo com a sua capacidade, se alimentariam melhor e viveriam para si mesmos, não teriam nenhum patrão, pelo menos é o que eles achavam.
Mesmo assim, não fora por aquilo que ela e todos os animais haviam esperado e trabalhado. Não fora para aquilo que haviam construído o moinho de vento e enfrentado as balas da espingarda de Jones. Tais eram seus pensamentos, embora não tivesse palavras para expressá-los. - Página 72

No livro a narração é em terceira pessoa, alguns animais são mais presentes do que outros, como o cavalo Sansão, a égua Quitéria, o burro Benjamim e os porcos Napoleão, Bola-de-Neve e Garganta.

Quando vamos avançando na leitura percebemos como o destino dos animais sutilmente vai mudando, é interessante como cada animal vai tendo uma perspectiva da situação, enquanto uns se dedicam mais ao trabalho, outros não sabem se quer o que estão fazendo. Qualquer semelhança com a realidade é mera "coincidência".

Mesmo tendo poucas páginas a todo momento várias coisas vão acontecendo, o escritor vai bombardeando o leitor com muitas informações e acontecimentos, ainda assim a leitura não é cansativa, mas bastante empolgante, sempre queremos mais.


Quando ouvi a primeira vez a resenha do livro, a pessoa falou que o final é muito triste. Gente, eu sou uma leitora que gosta de heróis e heroínas, de salvadores da pátria, porém ao finalizar a leitura fiquei "acorda, aqui é a realidade!".
"Se é o que diz o Camarada Napoleão, deve estar certo". E daí por diante adotou a máxima "Napoleão tem sempre razão", acrescentando-a ao seu lema particular "Trabalharei mais ainda". - Página 49
A experiência que tive com 'A Revolução dos Bichos' foi maravilhosa, espero ler mais do autor (já estou até providenciando), a diagramação é muito boa, o Posfácio de Christopher Hitchens abriu mais ainda minha mente, principalmente para compreender melhor a obra e as representações que os personagens possuem. Já os prefácios da primeira edição inglesa e da edição ucraniana do próprio autor, são uma forma de chegar mais perto do Orwell e ver ao livro por seus próprios olhos, isso na minha humilde opinião.

Em mundo em que a política vem sendo tão falada e abordada no nosso dia a dia, um livro como 'A Revolução dos Bichos' é extremamente necessário.

Tenham todos uma boa leitura!
Até mais!

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!
NOTA

OUTROS LIVROS DO AUTOR RESENHADOS NO BLOG:

 

George Orwell (Eric Arthur Blair) nasceu em Motihari, norte da Índia, em 1903. Filho de um funcionário da administração britânica do comércio ópio, estudou em colégios tradicionais na Inglaterra. Na década de 1920, foi agente da polícia colonial na Birmânia. Nas décadas seguintes, publicou diversos romances, ensaios e textos jornalísticos. é considerado um dos escritores mais importantes do século XX. Morreu em Londres, em 1950.