Título Original: Dear Heart, I Hate You!
Autor: J. Sterling
Editora: Faro Editorial
Páginas: 288
Ano: 2017
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Comprar: Amazon

Sinopse: Jules era viciada em trabalho. Colocando sempre o amor em segundo plano, sua principal meta era construir uma carreira com sólida reputação. Cal Donovan era muito parecido. Ele havia traçado uma lista de objetivos para alcançar na vida, e nela só havia espaço para ascensão profissional. Mas um encontro ao acaso muda tudo. De repente, o amor não parece uma distração para atrapalhar seus planos. Como fazer um relacionamento dar certo quando a sua cara-metade mora a milhares de quilômetros de você? Como viver esse amor sem abandonar tudo o que construiu? Algumas vezes as nossas mentes elaboram planos, estabelecem metas, perseguem sonhos. E algumas vezes os nossos corações ignoram as nossas mentes e decidem apostar no amor. (SKOOB)

Jules é uma mulher super determinada, que já tem todos os planos da sua vida traçada, e seu objetivo e foco principal é crescer no mercado de trabalho, isso faz dela uma completa workaholic. Relacionamentos estão temporariamente fora do seus planos, mas a vida parecia ter outros planos para nossa protagonista.

Em uma viagem de trabalho, Jules acaba conhecendo Cal Donovan, um homem lindo, charmoso e inteligente. Porém a característica que mais se destaca para Jules é o fato dele assim como ela ser um completo workaholic.

A atração é imediata, e apesar de nada além de beijos rolar entre eles, ambos acabam passando algum tempo juntos, e se divertem bastante. Jules, então, embarca de volta para sua cidade, mas o sentimento que surgiu entre eles acaba fazendo com que os dois mantenham contato por telefone.
"Quando transa, uma mulher permite que um homem fique dentro dela e leve um pedaço dela para sempre. Transar significa que um homem vai ficar dentro dela, vai abrir caminho em seu corpo e se tornar parte e extensão dele. Uma mulher não entra em um homem. Ela não o invade."
Troca de mensagens e ligações, faz com que eles acabem se conhecendo mais e mais com o passar do tempo, e todos os sentimentos possíveis começam a aflorar entre os dois, sendo o da saudade o que mais se destaca. E é por causa disso, que Cal resolve entrar em um avião e ir atrás de Jules.


Dividida entre a excitação e a apreensão, Jules recebe Cal em sua casa e logo percebe que todas as conversas que tiveram, faz com que eles fiquem muito confortáveis um na presença do outro. O fim de semana é magico, e consolida muitas coisas entre eles, até que Jules faz algo que incomoda bastante Cal, e isso leva o relacionamento deles para um outro patamar.

O final de semana juntos vai colocar em xeque muitas das crenças de ambos, assim como também os sentimentos que eles nutrem um pelo outro, e eles vão ter de decidir quais são as prioridades em suas vidas e se dentro dessas prioridades está o sentimento que cresceu entre eles.


A primeira coisa que eu preciso falar é que esse livro veio com um mimo tão fofinho, mas tão fofinho que eu gravei mil stories no Instagram de tanto que eu amei, fora que a edição desse livro também é maravilhosa, e eu amei que as folhas que são bem grossinhas.

A autora conduziu muito bem a narrativa, e eu confesso que amei demais como ela desenvolveu primeiro uma espécie de amizade entre os dois personagens com a troca de mensagens e ligações, mesmo sempre deixando claro que tinha um interesse amoroso rolando entre os dois.


Outro ponto que eu amei, é que J. Sterling também trás a história sob o ponto de vista de ambos personagens, e essa é uma estratégia narrativa que eu gosto muito, por que eu acredito que permite o leitor conhecer mais as personagens e consequentemente se envolver mais com eles.

'Dear Heart, Eu Odeio Você', foi uma leitura fluída e cativante, que eu acredito ter todos os elementos que conquistam o público que gosta de NA, então fica aqui a super indicação. Estou bem curiosa para ler mais livros da autora.

NOTA:

J. Sterling nasceu no sul da Califórnia e cresceu assistindo a jogos de beisebol do Los Angeles Dodgers e jogando softbol. Ela se formou em rádio, tevê e cinema, e trabalhou na indústria do entretenimento grande parte de sua vida. O jogo perfeito é o primeiro livro da trilogia The Game.

Titulo Original: The Proposal
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Série: Club dos Sobreviventes #01
Páginas: 272
Ano: 2018
Comprar: Amazon

Sinopse: Primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, Uma Proposta e Nada Mais é uma história intensa e cativante sobre segundas chances e sobre a perseverança do amor. Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela. Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa. Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre. (SKOOB)

'Uma Proposta e Nada Mais' é o primeiro livro da série 'Club dos Sobreviventes' da autora Mary Balogh, que está sendo lançada aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. E desde que eu fiz meu primeiro contato com a autora ano passado, através da série 'Os Bedwyns', sabia que não resistiria a qualquer outra de suas histórias.

Trata-se de um romance de época, onde vamos conhecer dois protagonistas 'danificados' pelo passado. Duas pessoas completamente diferentes, mas que tem em comum o fato de não se permitirem uma segunda chance de ser feliz.


Gwendoline, lady Muir, é uma viúva que há sete anos vem guardando o luto pelo marido que tanto amou. Ela é uma verdadeira dama, dona de um bom coração, mas não tem interesse em se casar novamente, por isso mora com a mãe na propriedade de seu irmão, frequenta os eventos da alta sociedade londrina e age com seu instinto de caridade quando necessário. O que é caso de sua estadia na casa da amiga Vera, que apesar de não fazer por merecer, precisa muito de um ombro amigo agora que também se tornou viúva.

Além de alguns fantasmas, o passado deixou para Gwen uma deformidade na perna, o que a faz andar com certa dificuldade, ainda sim ela não deixa que esse problema a impeça de fugir para a praia depois de um desentendimento com Vera. O que Gwen apenas não contava, era torcer sua outra perna enquanto divagava sozinha pela praia abandonada.


Hugo Emes, se tornou lorde Trentham após comandar uma missão suicida durante a guerra. Ele foi um dos pouquíssimos sobreviventes, o que faz dele um herói para algumas pessoas e um assassino para outras. Foi exatamente esse o motivo que o fez fugir da sociedade por muito tempo, o porto seguro de Hugo é os encontros do club dos sobreviventes que acontece de tempo em tempo na propriedade do duque de Stanbrook. Lá, Hugo e outros ex militares tão 'danificados' quanto ele, são o suporte um do outro, foi exatamente desse club que cada uma dessas pessoas encontraram a força que precisavam para seguir suas vidas após a guerra.

No entanto, Hugo chega um tanto quanto diferente nesse ultimo encontro. É que o grosseirão e carrancudo lorde Trentham, está disposto a arrumar uma esposa, e isso vira o principal motivo de piada na reunião entre os amigos, que ao ver que o colega está indo passear pela praia o encorajam a começar a busca por uma esposa a partir desse passeio.

Por ironia do destino, ou não, Hugo avista lady Muir em apuros, e decide ajuda-la levando até a propriedade do duque. O médico a proíbe de por o pé no chão, e isso faz com que Gwen precise ser carregada por Hugo para baixo e para cima, o que desperta em ambos uma grande intimidade. Isso dá confiança a Hugo o bastante para que depois da alta de Gwen, ele a procure para fazer uma proposta que irá atender apenas seus interesses e nada mais.


Eu sinceramente não quero entregar nessa resenha todos os detalhes do enredo, pois são eles que tornam o desenvolvimento da trama tão apaixonante, e assim eu não tiro de vocês toda a curiosidade que me levou avançar página após página dessa leitura.

O que posso dizer é que Mary Balogh tem o dom de conduzir um romance com muita maestria, a escrita da autora é envolvente e seus personagens me conquistaram do começo ao fim. Eu com certeza estou muito empolgada para revê-los nos próximos livros, e tenho muita esperança que isso aconteça, já que em 'Uma Proposta e Nada Mais' acabei esbarrando com alguns personagens da série 'Os Bedwyns'. Mas caso você ainda não tenha lido a série anterior não tem problema, esse detalhe não é nada que atrapalhe o acompanhamento dessa história em questão.
Às vezes você diz as maiores tolices – afirmou ele. – Deve ser a aristocrata que existe em você.
Nossos protagonistas são pessoas que vem de classes sociais distintas, e quando um tenta se adaptar ao mundo do outro, a coisa fica totalmente encantadora. Ambos vivem se punindo com a infelicidade por conta do que fizeram no passado, são dois teimosos que não se acham no direito de ter uma segunda chance para a felicidade, então vão dificultando todas as oportunidades dadas a eles pelo destino. Mas tentar descobrir quando e como esses dois vão entender que na verdade são a salvação um do outro é o que faz desse enredo viciante.


Por tanto, eu super recomendo a leitura de 'Uma Proposta e Nada Mais' para os fãs de romance de época que gostam de interagir com personagens dispostos a derrubar as barreiras das classes sociais. Aqui você não vai encontrar pessoas perfeitas nem por dentro nem por fora, e ver como cada um deles lidam com suas dificuldades é o que faz desse primeiro livro uma ótima chave de acesso para os próximos que virão a seguir, além de trazer uma bela reflexão para nossas vidas sobre se estamos mesmo lidando da melhor forma com nossas dificuldades, que perto da de outras pessoas são simplesmente insignificantes.

NOTA: 

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:


Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem, se mudou para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico. Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses escrevendo na mesa da cozinha, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta. Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, depois de vinte anos de magistério, ela passou a se dedicar apenas aos livros. Hoje Mary Balogh é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários.

Título Original: My Last Duchess
Autor: Daisy Goodwin
Editora: Editora Fundamento
Gênero: Literatura Estrangeira / Ficção / Romance
Páginas: 379
Ano: 2013
Comprar: Amazon

Sinopse: Beleza, fortuna, admiradores e a arrogância ingênua de acreditar que o dinheiro lhe abriria todas as portas era do que uma jovem precisava para ser feliz nos Estados Unidos no final do século 19. Cora Cash tinha tudo isso. Mesmo assim, lhe faltava o que alguns consideravam o mais importante: um título de nobreza. Por isso, para conseguir um casamento que lhe garantisse um status social inabalável, ela partiu para a Inglaterra aos 18 anos. A primeira impressão do novo país não foi nada boa - a aristocracia era fria e hostil, dominada por intrigas e fofocas. Mas a situação ficou ainda pior quando Cora se apaixonou por um homem que mal conhecia... e entrou em um jogo com regras desconhecidas e que tinha como único prêmio a própria felicidade. (SKOOB)

Oi, gente! Tudo bem?
Hoje trago as minhas impressões sobre o livro 'Minha Última Duquesa' da autora Daisy Goodwina, lançado no ano de 2013 aqui no Brasil pela Editora Fundamento.

Já faz tempo que não leio livros de época (fui tentar lembrar qual foi a minha última leitura desse estilo e não consegui me recordar), então minha opinião sobre o livro será mais ou menos como se fosse a primeira vez que li algo desse estilo.


Cora Cash é uma garota americana, inteligente, linda, rica, dona de si, rica, que tem tudo o que quer e é muito rica (acho que já falei isso antes). Sua mãe planejou passo a passo a sua vida, tudo nos mínimos detalhes, mas Cora não é uma garota fácil de ceder a esses desejos, embora fique claro que ela tem um certo "medo" de sua mãe.

Após chegar a idade em que uma moça daquela época é apresentada oficialmente a sociedade e que estaria pronta para um casamento, é dada uma grandiosa festa de despedida para a Cora, e nessa festa acontece um trágico acidente com sua mãe, isso marca a garota e ao mesmo tempo faz com que seu coração seja despedaçado, uma vez que Cora estava apaixonada por um certo rapaz da sociedade americana.

Após esse acontecimento ela se vê na Inglaterra tentando se enquadrar á sociedade inglesa da qual acreditava ser superior aos americanos.
Não preciso ficar ouvindo minha mãe me dizer que a felicidade dela depende de me ver esplendidamente casada. (Página 28)
Na Inglaterra as pessoas veem essas meninas americanas como jovens que querem apenas se casarem para terem títulos e aqueles que se casam com elas simplesmente estão endividados e sem um tostão no bolso.


É aí que entra Ivo, um Duque que está a beira da falência após a morte do seu pai e de um trágico acidente que levou seu irmão mais velho a morte também, isso tudo em um espaço curto de tempo, o tornou o sucessor do título e das dívidas deixadas pelos parentes.

O Duque conhece a senhorita Cash de uma forma totalmente inesperada tanto para ele quanto para ela, porém em pouco tempo os dois acabam se casando. É a partir daí que vamos acompanhar a jornada de duas pessoas diferentes que passaram por situações mais diferentes ainda e que guardam alguns segredos.


Posso dizer que gostei bastante da leitura, a narração é leve e quando menos percebi várias páginas já tinham sido lidas. Embora o livro tenha mais de 300 páginas, acabou me passando despercebido, o que para mim já faz todo um diferencial na estória.
Ora, eu diria que isto é óbvio. Como herdeira americana, vim aqui para comprar uma coisa que não posso ter na minha terra: um título. Minha mãe gostaria de um príncipe de sangue azul, mas acho que ela até aceitaria um duque. Isto satisfaz a sua curiosidade? (Página 39)
Indico 'Minha Última Duquesa' para todos aqueles que gostam de romance de época ou até mesmo para aqueles que querem se arriscar pela primeira vez no gênero, pode ler sem receios. É impossível não amar o enredo ou os personagens, eu gostei bastante de todos eles, até mesmo dos insuportáveis (rsrsrs).

Me digam nos comentários se vocês gostam desse tipo de livro e enredo.
Um grande abraço e até a próxima!

NOTA:

Daisy Goodwin graduou-se em História, na Universidade de Cambridge, e depois cursou a Columbia Film School. Começou sua carreira na TV, na BBC, como produtora de arte, desenvolveu filmes sobre personalidades da literatura e produziu The Bookworm e The Nation's Favourite Poems. Também produziu os programas Looking Good e Home Front, que foram grande sucesso no Reino Unido. Daisy edita antologias poéticas, trabalha como apresentadora de TV e possui uma produtora de programas para televisão, a Silver River. Em 2010, foi jurada do Orange Prize na categoria ficção.

Título Original: Brave
Autora: Rose McGowan
Páginas: 269
Gênero: Auto Biografia
Editora: Harper Collins
Comprar: Amazon

Sinopse: ROSE McGOWAN nasceu em um culto e o trocou por outro, mais visível: Hollywood.Rose McGowan se tornou uma das atrizes mais desejadas de Hollywood da noite para o dia quando foi "descoberta" nas ruas de Los Angeles. O estrelato logo se tornou um pesadelo de exposição constante e sexualização. Todos os detalhes de sua vida pessoal se tornaram públicos, e as realidades de uma indústria inerentemente machista emergiam a cada roteiro, papel, aparição pública e capa de revista.Hollywood esperava que Rose ficasse quieta e cooperasse. Em vez disso, ela se rebelou e impôs sua verdadeira identidade e voz. Ela reemergiu sem roteiros nem desculpas, corajosa, controversa e sempre verdadeira. Liderando o movimento de denúncias de assédio sexual na indústria de entretenimento ao expor os crimes de Harvey Weinstein, Rose é hoje um dos rostos do movimento feminista e não hesita ao disparar verdades inconvenientes e exigir mudanças.CORAGEM é seu livro de memórias em forma de manifesto - um relato sem censura nem piedade da ascensão de um ícone millennial, uma ativista sem medo e uma força de mudança imparável determinada a expor a verdade sobre a indústria do entretenimento, trazer à luz uma indústria multibilionária construída sobre a misoginia sistêmica e empoderar pessoas ao redor do mundo a acordarem e terem CORAGEM. (SKOOB)

O ano de 2017 foi um ano de muitos acontecimentos, inclusive do movimento #MeToo, através dele as vozes de várias atrizes estrangeiras foram ouvidas, elas relataram os abusos sofridos envolvendo grandes nomes das indústrias de entretenimento e a mais reveladora foi o cinema. Essas mulheres fortes e conhecidas tiveram a coragem necessária de ir a público e revelar tudo que sofreram, nomes de diversos poderosos do alto escalão foram jogados no ventilador e junto a eles as merdas todas que fizeram. A leitura de 'Coragem' propõem algo que vai além dessas denúncias que chocaram o mundo, e se você ficou tenso com as revelações do ano passado, se prepare porque Rose McGowan irá contar algo nunca dito antes: A VERDADE!


Acredite se quiser, mas a autora escreveu esse livro muito preparada, há 20 anos ela vem se preparando para isso, pela leitura entendemos que Rose antecipou todo esse alvoroço e lançou sua obra no momento certo, mesmo que o leitor pense que deveria ter feito isso antes, a atriz foi uma das muitas vítimas mulheres da tão celebrada Hollywood. 'Coragem' é uma autobiografia e através deste livro conhecemos a história de uma mulher polêmica e que tem muito a dizer. 

Rose McGowan nem sempre se chamou assim, nascida em um celeiro de pedra em uma cidadezinha chamada Certaldo no interior da Itália, criada por uma família nada tradicional, teve um infância dolorosa e traumática, cresceu em uma comunidade conhecida como "Meninos de Deus" e quando conto a vocês sobre isso, falo com sinceridade que achava que já tinha visto de tudo, mas a comunidade descrita por Rose foi um espanto e uma novidade triste em minha percepção de vida.


"Meninos de Deus" não era apenas uma comunidade de Hippies comuns, lá era praticado todo tipo de atrocidade imaginável e as crianças e mulheres eram os alvos dessas atrocidades, os líderes desse lugar é claro eram homens. Após sua infância ser destruída pela forma como foi criada, Rose teve vários momentos em sua vida e posso adiantar que nenhum deles foram razoavelmente bom. O pai saiu da comunidade com ela e irmãos, enquanto a mãe foi abandona por lá, nesse período ele tinha uma outra mulher e ainda não tinha perdido sua sanidade por completo, mesmo assim fez da vida de sua filha um inferno. Ela teve um segundo momento vivendo nas ruas, e como era previsto se tornou usuária de drogas, passou fome, ficou exposta a doenças e tudo que o mundo lhe oferecia. Mais tarde teve um reencontro com a mãe e tudo foi terrível novamente, apanhava do padrasto um homem detestável e asqueroso que abusava de suas próprias filhas.

Em uma fase mais adulta, Rose tem seu primeiro contato com a arte da interpretação e fez o trabalho porque precisava de dinheiro, vivendo novamente com o pai nesse momento o que ela mais temia era ir para rua de novo, para que isso não acontecesse ela precisava de 300 dólares mensais, foi exigência dele para que a garota continuasse em seu apartamento, lá ela dormia dentro de um closet velho com algumas almofadas rosas. Rose também conheceu seu primeiro namorado, e tudo foi tão ruim quanto se pode imaginar, um cara agressivo, violento e viciado, nesse período a autora já vivia uma outra fase: a de não aceitação do próprio corpo.

McGowan é uma mulher forte, com uma trajetória difícil e que não mudou muito depois de alcançar a fama.


"Coragem" foi uma leitura extremamente difícil, você deve ter notado pelo pouco que mencionei da vida da autora o quanto foi desafiador concluir este livro, uma história que merecia e devia ser contada, não consigo imaginar o quanto deve ter sido duro escrever tudo isso, se expor de uma forma tão sincera, sem maquiagem, sem camuflagem, foi um dos pontos mais fortes de tudo que ela nos contou. Através da leitura é despertado em nós mulheres um sentimento de revolta, um sentimento de luta interior, uma forte lição ensinada por Rose.

O livro e toda sua narrativa é cheio de posicionamentos fortes, puro e extremamente sincero do inicio ao fim. Uma escrita pesada, com duras palavras que a principio foi complicado absorver, mas aos poucos suas dores se tornaram minhas dores, seus medos se tornaram meus medos, e durante toda leitura engoli o choro e sofri, simplesmente porque imaginei tudo aquilo acontecendo comigo, pois sou mulher e nós, mulheres, sabemos como as coisas funcionam, nos tornamos cúmplices da dor uma das outras e sabemos o quanto somos negligenciadas apenas por sermos mulheres.

Rose McGowan foi corajosa, mas sua luta, seu relato, só nos mostra a verdade, o quanto o ser humano está corrompido, o quanto poderosos se acham inabaláveis, inatingíveis, neste exato momento existe uma espécie humana abusando de uma mulher, e isso é intolerável, inadmissível. No livro a autora nos conta um pouco de como somos influenciados pela mídia, pela TV, o quanto vivemos em seitas, sejam elas grandes ou pequenas e a partir de hoje vou tentar ver melhor em qual delas inconscientemente estou inserida.

Espero muito que vocês tenham gostado, espero que possam ler a obra e entender melhor o posicionamento da autora, um grande beijo e até a próxima!.

NOTA:

Rose McGowan ganhou reconhecimento como atriz com papéis de destaque em filmes como geração maldita, Pânico, um crime entre amigas e planeta terror. Ela estrelou na série de sucesso charmed, uma das produções lideradas por mulheres que durou por mais tempo na história da televisão. Sua estreia como diretora, Dawn, foi indicada para para o prêmio do grande júri no festival de sundance.

Título Original: A shadow bright and burning
Autor: Jessica Cluess
Páginas: 336
Série: Kingdom on Fire #01
Gênero: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Editora: Galera Record
Comprar: Amazon

Sinopse: O primeiro livro da série de Jéssica Cluess, perfeito para surpreender fãs de fantasias já bem habituados com magia, profecias e triângulos amorosos. Henrietta Howel tem o poder de explodir em chamas. Quando é obrigada a expor suas habilidades ela tem certeza de que será executada. Apenas os feiticeiros podem usar magia, e nenhum deles é mulher. Ela se surpreende quando não só é poupada da guilhotina, mas também nomeada a primeira feiticeira em séculos. Ela é a garota profetizada, aquela que derrotará os Ancestrais – seres sanguinários que aterrorizam a humanidade. Henrietta então passa a treinar dia e noite com um grupo de feiticeiros ansiosos para testar as habilidades – e o coração – da garota da profecia. Mas será que Henrietta é mesmo a garota da profecia? (SKOOB)

A sociedade de Londres está acostumada a magia, uma vez que feiticeiros compõe a camada mais alta da sociedade e estão sob a proteção da rainha Victoria. No entanto, alguns anos antes, bruxas e magos também eram bem vistos na sociedades, mas perderam esse posto, quando a bruxa Mary Willoughby com a ajuda de um mago abriu os portais de Londres para os ancestrais.

Os ancestrais R'hlem, On-Tez, Callax, Zem, Korozoth, Nemneris e Molochoron são monstros que carregam tudo o de pior do mundo e tem como missão destruir toda Londres. Sendo os feiticeiros, os detentores do único tipo de magia permitida em Londres, eles são responsáveis por dar fim à guerra contra os ancestrais.

No entanto, existe uma profecia que uma feiticeira mulher irá surgir e ela será única, assim como será a responsável por dar fim à guerra. 


Henrietta Howel, poderia ser apenas mais uma garota órfã da escola de garotas de Brimthorn, não fosse o fato dela esconder um grande segredo: ela pode fazer todo o seu corpo pegar e emanar fogo sem nunca realmente se queimar. Nettie, como é chamada por seu único amigo Rook, guarda esse segredo a sete chaves, acredita ser uma bruxa, e o medo de ser executada é o maior dos seus sentimentos.

Mestre Agrippa, um dos maiores feiticeiros de Londres, acaba descobrindo o segredo dela quando visita a escola onde Nettie trabalha. Acreditando que ela é a garota da profecia, Agrippa a convence a se mudar para Londres e a deixá-lo treiná-la para que ela possa receber a comenda e se tornar uma feiticeira oficialmente.

A perspectiva de mudança atrai e amedronta Nettie ao mesmo tempo. Mas a garota aceita ir contato que possa levar Rook, seu melhor amigo com ela, uma vez que ela acredita ser sua missão protegê-lo, por ele ser um impuro - humano que foi marcado por um dos ancestrais -. Com certa relutância Agrippa concorda.

A chegada de Nettie em Londres passa longe de ser receptiva, Agrippa treina um grupo de jovens feiticeiros que assim como Nettie precisa receber a comenda da rainha, e esse grupo heterogêneo de jovens tem suas ressalvas em relação a feiticeira, assim como a Ordem - órgão responsável por coordenar a sociedade de feiticeiros.

Enquanto luta para conquistar seu espaço no universo dos feiticeiros, assim como luta para ser respeitada independentemente da sua origem e do fato de ser mulher, Henrietta vai descobrir verdades sobre seu passado e sobre a guerra que ela nunca imaginou. Ela também vai descobrir que talvez não seja a garota da profecia, mas ainda assim um arma indispensável na guerra contra os ancestrais. Até onde Nettie se arriscará ir nessa guerra ?


Eu estou muito apaixonada por esse livro galera, é isso.
Confesso que uma das coisas que mais me atraíram para essa leitura foi a promessa de uma personagem feminina forte, além é claro do muito óbvio fato dele ser uma fantasia. Então, me deliciei nessa leitura ao encontrar uma protagonista com a qual me encantei.

No início me arrastei um pouco na leitura, mas acho que é pelo fato de estar de ressaca em relação a outro livro. Porém, a medida que fui me aprofundando na história, assim como a forma com a qual a autora foi liberando segredos aos poucos me instigando assim a sempre querer mais, eu me vi completamente envolvida.


Posso dizer que amei demais o desenvolvimento da amizade e da parceria da Nettie com os outros jovens do grupo, acho que a autora conduziu muito bem isso. A narrativa de Jessica Cluess também é fluida e leve, e trás alguns aspectos históricos bem interessantes.

Por tanto, 'Uma sombra ardente e brilhante' é uma ótima escolha a ser adicionada na wishlist daqueles que assim como eu são apaixonados por fantasias e protagonistas fortes.

NOTA: 

Jessica Cluess é uma escritora graduada na Universidade Northwestern. Depois da universidade, ela se mudou para Los Angeles, onde serviu café aos ricos e famosos, enquanto trabalhava em seu primeiro livro. Quando não está escrevendo livros, é instrutora na Writopia Lab, ajudando crianças e adolescentes a contarem suas próprias histórias.