Título Original: O Médico e o Monstro & Outros Experimentos
Autor: Robert Louis Stevenson
Editora: Darkside Books
Páginas: 352
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Shoptime; Americanas; Submarino; Loja da Editora

Sinopse: Todos temos um lado pouco conhecido, secreto, por vezes maligno e até monstruoso. Raros, porém, são aqueles que dão vazão a essa faceta. O escocês Robert Louis Stevenson soube retratar, como poucos, este aspecto das personalidades múltiplas em sua novela gótica, O Médico e o Monstro, publicada originalmente em 1886, em Londres. Considerado um dos três maiores clássicos do gênero de horror, ao lado de Drácula e Frankenstein, O Médico e o Monstro inspirou incontáveis traduções, adaptações, homenagens e interpretações ao longo das décadas. A DarkSide Books, primeira editora brasileira inteiramente dedicada ao terror e à fantasia, anuncia a peça que faltava para completar a tríade atemporal e monstruosa na coleção Medo Clássico: O Médico e o Monstro é o livro que todo darksider sempre sonhou. Capa dura para proteger o material de elementos químicos destrutivos, ilustrações impecáves de Alcimar Frazão para explorar as nuances metafóricas dos personagens, tradução cuidadosa de Paulo Raviere para honrar o trabalho de Stevenson — e, claro, uma seleção de contos perfeita para quem quer conhecer ou revisitar o talento inigualável de Stevenson. Além da curiosa história do advogado Gabriel John Utterson preocupado com o comportamento estranho do seu amigo Dr. Henry Jekyll, outros “experimentos” de Stevenson que flertam com o terror e o sobrenatural estão presentes neste volume. É o caso dos contos “Markheim” e “O Apanhador de Corpos”), sem falar nos contos de fantasia (“A Ilha das Vozes” e “O Demônio da Garrafa”). Nenhuma dessas narrativas, porém, pode ser resumida a um gênero e enquadrada em apenas uma categoria. Alguns deles estão entre os mais brilhantes exemplares de ficção de horror do século XIX. A edição conta ainda com ensaio de Marcel Schwob sobre o autor, publicado originalmente em 1896. Stevenson foi um artista que, feito raro mesmo entre os autores clássicos, entrou para o imaginário da sua época e foi ao mesmo tempo um sucesso de público e da crítica especializada. Agora, o autor de um dos maiores clássicos do terror finalmente recebe o tratamento dark que merece. (FONTE)

Oiiie, gente! Tudo bem?

Lançado pela Darkside através do selo Medo Clássico, 'O Médico e o Monstro e Outros Experimentos' é uma coletânea de contos do renomadissimo Robert Louis Stevenson. Posso dizer que essa edição me ganhou primeiramente pela capa, que é maravilhosa, mais uma obra prima dessa editora que não economiza na hora de surpreender seus leitores!


As narrativas de terror estão presentes na história do mundo desde sempre, impressionante ver como mesmo as escritas há séculos têm ainda uma grande significância na atualidade, prova disso é essa maravilhosa obra 'O Médico e o Monstro' pelo escritor escocês Robert Louis Stevenson e seu valor imenso tanto por retratar a dualidade do ser humano quanto por relevância mundial.


'O Médico e o Monstro e Outros Experimentos' é uma edição maravilhosa que traz oito contos do autor, todos eles escolhidos a fim de trazer um panorama desse escritor, que é um dos autores mais traduzidos do mundo, conhecido também pelo estrondoso sucesso 'A Ilha do Tesouro', uma aventura com piratas, ele que mostrou a imagem de pirata com perna de pau e que permeia até hoje o imaginário popular.


Primeiramente, acho importante falar do autor e de todos os fatos mais interessantes sobre ele, a própria edição da Darkside traz um anexo sobre a vida e até mesmo fotos do autor. A escrita de Stevenson é muito envolvente, ele abusa das descrições tanto de cenários quanto do psicológico dos personagens, fiquei absolutamente absorta em seus contos, principalmente em 'O Médico e o Monstro', focarei nele adiante. Confesso que não sou uma leitora ávida de terror, não tenho muita experiência com o gênero, mas acabei gostando muito do livro e em alguns textos fiquei morrendo de medo (ahahaha, medo de iniciante!).


A belíssima edição da Dark side traz os seguintes contos:
  • Entretenimento das noites nas ilhas: A praia de Falesá, O demônio da garrafa e A ilha das vozes
  • O apanhador de corpos
  • Olalla
  • Markheim
  • Janet, a entortada
  • O médico e o monstro: o estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr. Hyde.
Além disso há um anexo sobre o autor que eu mencionei anteriormente; galeria; cronologia & fontes e biografias.


Irei fazer uma breve apresentação de alguns contos e focar no principal que é 'O Médico e o Monstro'.


'O Apanhador de Corpos' é inspirado em Burke e Hare, escoceses que marcavam para dar os corpos a um professor de anatomia, o caso real de serial killers.


'Markhein' fala de grandes assassinatos no século XIX e mostra como funciona a mente de um assassino logo após cometer o mal.


'Janet, a entortada' conta a princípio sobre uma mulher possuída pelo mal, mas que na verdade é uma crítica à sociedade europeia durante a Inquisição. Esse conto tem uma linguagem bem popular, traz muitos cenários e sentimentos da sociedade em relação a superstição. Eu gostei muito desse e de como ele mostra que a aparência engana, fiquei morrendo de medo, mas já lembrando que eu sou medrosa mesmo, hahahaha!


Os contos são muitos instigantes, gostei de todos, mas confesso que os meus preferidos foram 'O Médico e o Monstro', 'O Apanhador de Corpos' e 'Janet, a entortada', eles são envolventes, trazem muitas sensações ao leitor e medo é só uma delas, realmente são histórias atemporais e que deixam grandes reflexões, aliás se você for ler, pode inclusive ler fora da ordem, eu li aleatoriamente.


'O Médico e o Monstro' é um clássico da Literatura Universal, apesar de ter sido lançado a séculos (1886), ele traz à tona a dualidade do homem no que se refere ao bem e mal. Ele inclusive trouxe para debate vários temas da psicanálise, inclusive essa dualidade transformou-se depois no que hoje conhecemos como transtornos de bipolaridade. O advogado do Dr. Jekyll, Sr. Gabriel Utterson, recebe o testamento do Dr. feito a próprio punho, mas algo estava muito estranho, pois ele pedia que se algo acontecesse a ele, suas riquezas deveriam ser dadas ao Sr. Hyde, mas ninguém sabia quem era o tal Hyde. Ao encontrar Hyde, Utersson não gosta dele e suspeita que seja alguém de reputação obscura, depois descobre que este é um assassino e dali em diante ele quer acompanhar cada passo de Hyde. Não aprofundarei na relação de Hyde e Jekyll a fim de não dar spoiler, mas já adianto que é muito impressionante e nos faz entender a ambiguidade que mora no ser humano.


Um ponto relevante a se destacar é a edição maravilhosa que a Darkside trouxe, gente do céu, lindíssima! Fiquei de boca aberta, a capa é dura, tem a cor verde e branca, em verde umas sinapses cerebrais, além do desenho de um homem partido ao meio e dentro dele um esqueleto, uma referência ao conto principal "O médico e o monstro", por dentro a edição impressiona não só pelo conteúdo, mas também pela beleza do livro e de suas ilustrações, eu morri de medo dos desenhos (hahahaha)! Sempre soube que a Darkside arrasava nas edições, mas ter uma de suas mais belas em minhas mãos foi uma experiência muito agradável!


Se você é iniciante no gênero terror (assim como eu!), 'O Médico e o Monstro e Outros Experimentos' é um ótimo livro para começar, pois por se tratar de contos te dá a oportunidade de ler com calma e também de intercala-lo entre outras leituras, gostei muito da experiência, com certeza quero me aventurar em mais narrativas desse gênero!

E você já leu alguma obra de terror? Gostou da premissa de 'O médico e o monstro'?
Me contaaaaaa tudo!

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NOTA:

Robert Louis Stevenson nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1850. Proveniente de tradicional família de construtores de faróis, o escritor seguiu, por sua vez, prolífica carreira literária que legaria romances, novelas, contos, ensaios, poemas, peças teatrais, relatos de viagem, e ao menos dois clássicos da literatura universal: A Ilha do Tesouro e O Médico e o Monstro. Apesar de considerado por muitos como autor infantojuvenil, Stevenson foi celebrado por um heterogêneo rol de escritores, tais como Jorge Luis Borges, Vladimir Nabokov, Virginia Woolf, G.K. Chesterton, Arthur Conan Doyle, Marcel Schwob e Henry James. Até hoje sua obra inspira incontáveis traduções, adaptações, interpretações e homenagens. Debilitado, por conta do clima europeu, em 1887 sai do continente em busca de ares mais amenos, e após alguns meses de viagens, passa por fim a viver nas Ilhas Samoanas, onde permaneceria até o fim da vida e seria conhecido como tusitala, o contador de histórias.

Título Original: All your perfects
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Shoptime; Americanas; Submarino; Livraria Florence; Loja da Editora

Sinopse: Uma história de amor perfeita é suficiente para manter vivo o casamento entre duas pessoas imperfeitas? Quando a dança começa, a sincronia é perfeita, os passos seguem o ritmo, as mãos não se soltam, os olhos jamais se deixam. Mas a música pode acabar a qualquer momento… É possível valsar no silêncio? Quinn e Graham se conhecem no pior dia de suas vidas; ela chega mais cedo de uma viagem para surpreender o noivo, ele testemunha a traição da namorada. E é assim que ambos acabam no corredor de um prédio, trocando confidências, biscoitos da sorte e palavras de conforto. Fim da dança… se o destino não tivesse outros planos para os dois. Meses mais tarde, os acordes tocam para o casal mais uma vez e eles se reencontram. Graham está convencido de que são almas gêmeas. Quinn jamais se sentiu dessa forma antes. A intensidade do sentimento os assusta, mas, ainda assim, eles mergulham de cabeça. O casamento é tudo o que sonhavam, a parceria perfeita. Mesmo nos momentos difíceis, sabem que podem contar com o outro. Nenhum deles desiste do amor que sentem. Até que a primeira nota dissonante abala a sinfonia do casal. Quinn parece estar disposta a trocar tudo o que é pela única coisa que não consegue ser: mãe. (FONTE)

Oieeee, gente!
Tudo bem?

Lançado pelo selo da Galera Record em 2019, 'Todas as suas Imperfeições' é mais um livro da maravilhosa Colleen Hoover, autora já renomada no Brasil e no mundo por suas histórias, autora de 'É assim que Acaba', 'Confesse', 'O Lado Feio do Amor' e vários outros títulos. Eu amo Colleen e já estava com esse livro na minha lista, com certeza ela faz jus a fama que tem!

Se você iluminar apenas as suas imperfeições, todas as suas qualidades ficarão na sombra. - Página 15
Quinn e Graham estão em um corredor, ambos esperam por uma pessoa, ele pela namorada Sasha que está no apartamento de Ethan, noivo de Quinn. Sim, eles estão sendo traídos pelo que indicam os sons que vem de dentro do quarto. Decepcionados com o que acabaram de enfrentar, ambos decidem terminar seus relacionamentos e seguirem sozinhos. Esse encontro, mesmo que tenha sido desagradável, deixou lembranças nesses dois protagonistas.
É difícil admitir que um casamento possa ter acabado quando ainda existe amor. - Página 22
Tempos depois eles se reencontram e o destino mais uma vez presenteia essa dupla com uma nova oportunidade para amar, eles começam a se conhecer e logo percebem que foram feitos um para o outro, não se preocupe, nada disso acontece rápido demais, pois Colleen escreve e o leitor suspira com a delicadeza desse relacionamento. Eles se casam e com o passar dos anos não reconhecemos mais aquele casal maravilhoso, eles estão em crise e a frustração por não conseguirem ter filhos aflige, principalmente Quinn. Acompanhar essa narrativa de um casamento feliz para uma vida infeliz é algo muito difícil, mas a pergunta que não calava durante a leitura era “eles vão superar juntos!?”.
Às vezes as coisas não têm um lado positivo, só um bocado de lados tristes. - Página 151

'Todas as suas Imperfeições' é um dos livros mais reais e emocionantes sobre amor que eu já li, eu amei demais a forma como a narrativa é construída, pois ela alterna a vida do casal no presente e no passado quando se conheceram, esse vai e vem no tempo cria uma apreensão muito grande, pois vamos vemos como eles vão crescendo, sofrendo, passando por altos e baixos. Confesso que a cada página eu ficava mais ansiosa para ver até onde eles resistiriam, mas sempre torcendo pelo final feliz.
Às vezes as pessoas se encontram e as aparências não contam, porque conseguem enxergar além delas. - Página 161
Colleen encanta o leitor com a história desse casal, acredito que pessoas que são casadas ou já foram irão entender ainda mais esse livro, pois é muito sobre o dia a dia e a construção de uma vida a dois, mas mesmo quem não for casado, pode ler, você vai se emocionar também. Eu marquei muitas frases de efeito, estou ainda mais apaixonada pela escrita da autora, ela consegue tocar de forma muito intensa com as palavras, usei post-it de duas cores, uma para os quotes e outros para as cenas fofas e foram muitas.


Eu gosto de Colleen Hoover pela intensidade que essa autora tem, em 'Todas as suas Imperfeições' eu fui imersa na vida de um casal que deseja muito ter um filho, só que ao aprofundar a história, vemos várias camadas desse relacionamento, capítulo a capítulo senti mais envolvida (na verdade fiquei já viciada na primeira página!), a escrita é muito real, muito fluida, é capaz de fazer o leitor parar e refletir sobre a vida, o único aspecto que me incomodou na história foi que ela é somente no ponto de vista de Quinn, queria a visão de Graham também, acho que enriqueceria ainda mais a trama.

O casal protagonista é muito “gente como a gente”, passíveis de erros, cheios de falhas, que erram e acertam quase que na mesma proporção, mas ao ler senti empatia, queria abraçá-los e em outros momentos eu queria dizer para que eles conversassem, sei que de fora é fácil falar, mas dentro da situação talvez eu reagiria da mesma forma. Amei como os personagens tem diálogos muito inteligentes, Colleen sempre me surpreende e continua no meu top de autoras preferidas.

Obrigada por acreditar que eu seja o seu destino. - Página 283
Se você gosta de histórias bonitas, que te fazem refletir sobre a vida e que sejam rápidas e fluídas, então 'Todas as suas Imperfeições' é para você, não tem como sair desse livro da mesma forma como você entrou. Recomendo demais a leitura, pode vim que Colleen é diva!

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NOTA:

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

     

Colleen Hoover nasceu 11 de dezembro de 1979, em Sulphur Springs, Texas. Ela cresceu em Saltillo, Texas, e formou-se a partir de Saltillo High School, em 1998. Em 2000, ela se casou com Heath Hoover, com quem ela já tem três filhos e um porco chamado Sailor. Colleen se formou na Texas A&M University-Commerce com uma licenciatura em Serviço Social. Ela trabalhou com vários projetos de ação social e de ensino, até começar sua carreira como escritora.

Título Original: Columbine
Autor: Dave Cullen
Editora: DarkSide Books
Páginas: 544
Ano: 2019
Gênero: Assassinato / Tiroteio em Escolas / Massacre / Colorado - EUA
Comprar: Amazon; Submarino; Shoptime; Americanas; Livraria Florence; Loja da Editora

Sinopse: O dia 20 de abril de 1999 deixou uma marca indelével na história norte-americana. O Massacre de Columbine pode não ter sido o primeiro tiroteio em massa, mas foi o primeiro da era digital — e o primeiro de larga magnitude. Na esteira dos acontecimentos de Newtown, Aurora, Virginia Tech, Christchurch, Suzano e Ohio, torna-se cada vez mais urgente compreender e confrontar acontecimentos como o de Columbine. Nossa arma é reaprender a ouvir a dor que cresce em silêncio no outro e no cerne dos valores da nossa sociedade.
Columbine é lembrado até os dias de hoje sempre que um episódio horrível e similar ocorre, mas boa parte do que sabemos sobre o massacre está errado. Erros factuais e testemunhos duvidosos propagados à época permanecem verdade absoluta para muitos; é fácil dizer que dois meninos rejeitados pelos atletas e pelas garotas, vítimas de bullying, que vestiam sobretudos e descontavam sua raiva em videogames violentos fizeram o que fizeram por essas razões, mas até que ponto isso é real?
Dave Cullen foi um dos primeiros repórteres a chegar à cena e passou dez anos escrevendo Columbine, livro que hoje é considerado a obra definitiva sobre o tema. Passar tanto tempo debruçado neste projeto o fez analisar a postura da imprensa na época com olhos críticos; hoje, Cullen acha que a mídia tentou encontrar um motivo rápido demais, e um episódio que deveria promover uma discussão sobre desarmamento e saúde mental acabou se transformando em um espetáculo midiático irresponsável.
Em Columbine, os episódios recontados são uma mistura das reportagens que Cullen publicou na época com anos de pesquisa — incluindo centenas de entrevistas com a maioria dos diretores envolvidos, a análise de mais de 25 mil páginas de evidências policiais, incontáveis horas de vídeo e áudio, e o trabalho extenso de outros jornalistas de confiança.Com um faro investigativo apurado e uma narrativa terna e respeitosa, Cullen apresenta o retrato de um assunto ainda infelizmente tão atual, ao mesmo tempo em que critica a cobertura massiva que se sucedeu. E questiona: por que armas de fogo ainda permanecem ao fácil alcance nos Estados Unidos? A possibilidade de se tornar uma celebridade pela mídia também mata pessoas? Será que a imprensa não deveria focar nas vítimas em vez dos assassinos? (SKOOB)

'Columbine' é o livro escrito pelo jornalista e escritor Dave Cullen, foi publicado no ano passado pela DarkSide Books através do selo Crime Scene.

Eu sempre fui muito curiosa sobre o massacre, ainda era criança quando aconteceu, portanto não me recordo de nada, foi só há uns anos atrás após ver um vídeo falando sobre o crime e tendo a fala de uma das mães dos assassinos que decidi ir atrás de informações.

Quando vi que a DarkSide publicou a obra, decidi ler sem pensar duas vezes, esperava que a leitura me desse mais respostas do que o vídeo que assisti, já digo que consegui.


Eric Harris e Dylan Klebold eram veteranos na escola secundária Columbine High School quando entraram pelas portas da cantina e atiraram contra várias pessoas, mas o crime não tinha sido planejado no calor da emoção como alguns costumam pensar em eventos como este.
Eric e Dylan logo viriam a compartilhar os mesmos hobbies, aulas, trabalho, amigos, escolhas de roupas e clubes, mas tinham vidas interiores notavelmente diferentes. - Página 136
Cullen foi um dos primeiros a chegar no local do massacre, a escola fica no condado de Jefferson em Denver, Colorado. Embora os Estados Unidos já tinham visto e presenciado diversos massacres antes, nenhum chegou perto do que estava por vim no dia vinte de abril de mil novecentos e noventa e nove.

Os garotos haviam registrado todos os seus planos em diários e site desde mil novecentos e noventa e sete, para Dylan o seu diário era usado mais como um desabafo da depressão que sofria, já para Eric as suas opiniões na internet eram um esboço daquilo que estava por vim.


Não iremos descobrir apenas o que se passava pela mentes dos assassinos, o que os motivaram a fazer o que fizeram, também vamos conhecer o que se passou nas mentes dos sobreviventes, o que eles viram naquele dia e o que a própria população sentiu, pois tanto a comunidade escolar quanto o mundo estavam chocados com os acontecimentos.

Teremos relatos de entrevistas e informações de documentos oficias dos profissionais que trabalharam na resolução do crime, além de diversos jornalistas. O autor informa já no inicio do livro que nada foi inventado ou colocado da sua imaginação, tudo foi feito com um alto grau de precisão.

Gostei bastante dos pontos de vista do agente Dwayne Fuseilier que era veterano do FBI, psicólogo clínico, especialista em  terrorismo e um dos principais negociadores de reféns do país, portanto um homem bastante inteligente, foi ele quem, após ler os diários e ver as fitas que eles tinham filmado algumas semanas antes do crime, diagnosticou Dylan como depressivo e Eric como psicopata.

Me lembro do trecho em que Dwayne ficou ressentido de dizer que Eric era psicopata, pois era apenas um jovem, no início da vida, como falaria isso a população? Naquela época os estudos sobre depressão e psicopatia não eram muito avançados como hoje.

Nos deparamos também com uma população que queria respostas, que culpavam os pais pela educação falha dos seus filhos, pois se chegaram a esse ponto, a  família tinha errado de alguma forma. Seria falta de disciplina? Negligência? Falta de amor? O que os levaram a cometer essa monstruosidade?


O livro é muito rico em informações, temos um cronograma dos acontecimentos da vida dos jovens até o crime, dos últimos três anos da vida deles. Temos relatos da dinâmica da escola, dos alunos, do corpo docente, das famílias envolvidas e da própria cidade onde tudo aconteceu. Dave Cullen desmente diversos boatos que foram propagados pela imprensa na época.

Sabemos que a DarkSide é conhecida pelo excelente trabalho com que produz os seus livros, 'Columbine' confirma essa reputação, o livro é lindo. A diagramação é muito boa, a leitura é fluída, foi fácil ler.

Para fazer essa resenha eu pensei tanto, foi um livro que me fez questionar tantas coisas. Sou uma outra pessoa após a leitura, mudei um pouco mais. Livros tem o poder de fazer isso em nossas vidas.
Patrick Ireland falou em nome dos feridos. "O tiroteio foi um evento que aconteceu", disse. "Mas não me define como pessoa, não deu o tom para o resto da minha vida." - Página 356
Enfim, 'Columbine' é visceral, vai fazer você pensar, questionar, chorar (sim, chorar) e entender a dor do outro seja ele um pai que perdeu o único filho, uma mãe que lutou com o filho que sobreviveu e reaprendeu a viver ou uma mulher, que também era mãe e viu seu filho matar pessoas, se questionar se não poderia ter feito algo para impedir a tragédia.

Um forte abraço!
Até a próxima!

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NOTA: 

Dave Cullen é jornalista e escritor, e contribuiu para inúmeras publicações, incluindo o New York Times. Ele é considerado a autoridade principal dos Estados Unidos sobre os assassinos de Columbine. Com esta obra, Cullen ganhou diversos prêmios de escrita, incluindo um Edgar Allan Poe Award (2010), Barnes & Noble's Discover Award (2009) e o Goodreads Choice Award (2009), e foi finalista do LA Times Book Prize, Audie Award e MPIBA Regional Book Award. Columbine também foi indicado em mais de vinte listas de melhores livros de 2009, incluindo The New York Times, Los Angeles Times, Publishers Weekly, e foi eleito como uma das melhores obras da década de 2000 pelo American School Board Journal. Saiba mais em www.davecullen.com.


Oieee, gente! Tudo bem?

Eu sou a louca da Netflix, não só eu como a maioria dos humanos (hahahahha)! E já fiquei louca quando vi o trailer da série 'Toy Boy', confesso que ela me ganhou desde a primeira cena, como não seria diferente, maratonei (eu e meu marido, somos fãs de séries de uma temporada e depois sofremos até chegar a próxima!) e vim listar 4 motivos para você assistir a 'Toy Boy'!


Antes de começarmos, já deixo claro que é uma série para maiores de 18 anos, sabendo disso vamos ao enredo.

'Toy Boy' conta a história de Hugo Béltran, um stripper que foi acusado de matar o marido de Macarena, uma mulher poderosa e que tem um caso com Hugo. Ele fica preso por 7 anos (Não é spoiler!) e agora que acabou de receber liberdade condicional, está decidido a enfrentar a elite e provar que ele não matou ninguém e que na verdade foi usado nessa história toda, visto que ele não consegue lembrar de quase nada da noite do crime.


1° A trama tem um enredo instigante.

'Toy Boy' tem um enredo que já te deixa curioso desde o primeiro capítulo, pois você também vai querer saber se ele matou ou não. Não consegui parar de assistir, a cada episódio ficava ainda mais intenso, cada reviravolta de tirar o fôlego, mas não deixa brechas para que você descubra o desfecho, aliás a cada novo capítulo a curiosidade era aguçada com novas pistas. Se você gosta de série que tenha ação, suspense e que te deixe de queixo caído, 'Toy boy' é uma ótima opção, para confirmar isso só digo mais uma coisa: é uma série espanhola, mas tem o drama de uma novela mexicana e eu AMO isso.


2° Os personagens são muito bem construídos.

Eu fiquei muito envolvida com os personagens, todos são muito bem desenvolvidos, gostei muito do Hugo, apesar dele me dar nos nervos com algumas atitudes, tem uma personagem que é a Triana, advogada, decidida e muito inteligente. O protagonista é stripper e participa de um grupo com mais três strippers, são os Toy boys (tradução livre de garoto de brinquedo), eu amei todos os personagens que fazem parte dos Toys boys, cada um tem uma história e elas são desenvolvidas também na série.


3° Tem muuuuuuuuuita ação! 

O ritmo da série é frenético, muitas cenas de ação, suspense e também bem quentes, lembrando que é para maiores de 18 anos. A cada episódio eu ficava mais ansiosa, várias pistas sobre o crime iam sendo mostradas e mais suspeitos apareciam. Eu fiquei atônita como o enredo é bem articulado, prende demais o telespectador, apesar dos episódios terem uma hora, o que considero longo, mas que mesmo assim assisti muito tranquilamente e totalmente vidrada.


4° A série tem representatividade. 

'Toy Boy' já tem um diferencial que é mostrar que homens e mulheres não precisam ter papéis estereotipados ou até mesmo que reforcem “papéis de gênero” numa sociedade tão desigual. Na série vemos mulheres poderosíssimas que ocupam cargos de chefia, advogadas, donas de empresas e delegada, vibrei com várias cenas onde essas mulheres se fazem ser ouvidas. Além disso, temos um grupo de homens que dançam e tem seus corpos expostos o tempo todos, mostrando que podem também dançar e isso não afeta a masculinidade. A série tem personagens mais velhos, um garoto surdo, outro gay, negros e também personagens imigrantes.


Se você tem mais de 18 anos e gosta de séries com uma pegada meio drama mexicano, ação, trama instigante e muita diversão, assista 'Toy Boy'! Ahhhhhhhhh e o desfecho é SUR-PRE-EN-DEN-TE!!!

Um beijo e até mais!

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Titulo Original: Oblivion Song, volume two
Série: Oblivion Song #2
Autor: Robert Kirkman
Editora: Intrínseca
Páginas: 136
Ano: 2020
Gênero: Ficção / HQ, comics, mangá / Literatura Estrangeira
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Sinopse: Mestre em traçar universos distópicos permeados por reflexões sobre família, morte e a natureza humana diante da crise, Robert Kirkman, criador de The Walking Dead, reúne em Oblivion Song vários dos elementos que o consagraram. No segundo volume da série de quadrinhos que conquistou fãs e críticos, voltamos a acompanhar a saga do cientista Nathan Cole para reparar os erros do passado e começamos a entender o mistério que cerca o surgimento da nova dimensão aterrorizante com raros momentos de calmaria. Anos atrás, 300 mil habitantes da Filadélfia foram repentinamente transportados para Oblivion. O governo investiu muitos recursos em incursões para resgatar as vítimas, mas as buscas foram encerradas. No entanto, algo motivou Nathan Cole a não desistir de procurar por sobreviventes. Quando revelações impensáveis sobre seu passado vêm à tona, ele passa a ter suas ações questionadas pelo governo. Há perguntas sobre Oblivion que só Nathan pode responder, e agora o futuro dos dois mundos está em suas mãos. Com a arte vibrante de Lorenzo De Felici, Oblivion Song: Entre dois mundos reúne os fascículos 7 a 12 da série e entrelaça ação, suspense e ficção científica numa história sobre as renúncias e as escolhas necessárias para seguirmos em frente. (FONTE)

'Oblivion Sog: Entre Dois Mundos' é o segundo volume da HQ de autoria de Robert Kirkman e foi lançado aqui no Brasil recentemente este ano de 2020 pela Editora Intrínseca. Mas ATENÇÃO! Essa história é a continuação de 'Oblivion Song: Canção do Silêncio', portanto essa resenha pode conter SPOILERS para quem não leu o primeiro volume.


Continuamos do clímax deixado no volume anterior, o governo descobriu no quartel general de Nathan um equipamento que foi responsável pela primeira Transferência – evento no qual metade da Filadélfia foi enviada para outra dimensão e em troca partes dessa dimensão selvagem e desértica agora fazem parte da sua realidade. 
Foi então que notei o som... a canção do silêncio.
Seguindo um certo clichê da ficção científica, a máquina criada por Nathan e seu laboratório que permitiria que eles sobrepusessem ambas as realidades e assim descobrissem o que de fato havia lá, seria convertida numa arma e assim ele deve encontrar uma forma de redimir seu erro trazendo todos de volta ao mesmo tempo que impede o governo de pôr as mãos no gerador.


O traço no quadrinho é lindo e muito colorido, o que ajuda na imersão e facilita bastante para um leitor iniciante, algumas cenas possuem mais destaque ao ocupar duas páginas inteiras. 
Os diálogos continuam diretos e fáceis de acompanhar, e a forma como são escritos permitem com que os flashbacks sejam rápidos e não afetem a dinâmica da história.


Além de Nathan, seguimos outros personagens como Duncan, alguém que foi salvo por ele, contudo ele passou por uma experiência traumática e sente falta de quem ele era em Oblivion, assim como seu irmão Ed, cuja insistência me lembrou bastante o pregador fanático que a história nos dá alguns vislumbres, ele acredita que todas as pessoas devem ser levadas da Filadélfia e somente assim eles entenderão o verdadeiro significado da vida, dessa forma cumpre muito bem o papel do herói fanático que embora tenha boas intenções acaba cometendo grandes erros. 
Voltar pra casa me lembrou como a vida pode ser horrível. Como é complicada... como é difícil sobreviver.

O final, como no livro anterior, deixou um gancho para o próximo volume, ainda que de forma mais sutil. Estou bastante ansiosa para saber como a história de Nathan vai se desenrolar, principalmente considerando o seu final; está óbvio que há muito mais segredos em Oblivion que nem mesmo seus residentes atuais conhecem. Eu senti falta de uma resolução melhor com o governo, principalmente considerando que essa divergência inspirou a motivação de Nathan no início da HQ. 
Sem dúvida eu continuarei acompanhando essa história, acredito que exista um grande background que ainda não nos foi revelado. Minha grande crítica vai para as poucas respostas recebidas, acreditei que esse volume traria mais respostas, mas infelizmente me deixou apenas com mais dúvidas. Recomendo a todos os leitores de quadrinhos e fãs do trabalho de Kirkman, e é claro aos fãs de ficção científica.

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NOTA

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:


Robert Kirkman é um escritor de história em quadrinhos americano, conhecido por seus trabalhos para os quadrinhos The Walking Dead e Invencível, ambos para a Skybound e a Image Comics, da qual é um dos cinco sócios, sendo o único entre eles que não é co-fundador da empresa.