Título Original: Não Me Julgue Pela Capa: Inseguranças de um Ansioso.
Autor: Matheus Rocha
Editora: Outro Planeta
Páginas: 256
Gênero: Crônicas / Literatura Brasileira/ Autoajuda
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Shoptime; Americanas; Submarino

Sinopse: Este livro só quer te mostrar que você não está sozinho. Que eu, Matheus, também sinto o mesmo peito acelerado que você, as mesmas crises que envolvem um bilhão de sentimentos e sensações, que passo noites inteiras sem dormir, que tenho inseguranças gritantes pelos motivos mais diversos, por mais que eu não tenha beijado as mesmas bocas, por mais que eu não tenha levado as mesmas injeções, por mais que eu não tenha tirado as mesmas notas vermelhas que você. E, como ansioso, sei que, às vezes, isso é tudo que a gente precisa ouvir – que não está só. Então, só quero reforçar: você não está sozinho. Escrevi este livro para encontrar pessoas parecidas comigo. Que bom que, agora, eu encontrei você. (SKOOB)

Oieeee, tudo bem!?

Lançado em 2019, 'Não Me Julgue Pela Capa' é do autor Matheus Rocha, escritor de 'Pressa de Ser Feliz'. Matheus traz um livro cheio de crônicas que prometem conversar com todo o público e principalmente com pessoas que sofrem de ansiedade. Eu já corri para fazer a leitura, pois amo livros assim! E uma coisa que me chamou atenção foi o Padre Fábio de Melo escrever na quarta capa do livro! Ele recomendaaaaa! Ahhhhh que fofo!


'Não Me Julgue Pela Capa' já conquista pelo título, achei bem sugestivo, pois, infelizmente, muitas vezes julgamos as pessoas pelo que elas parecem ser e não pelo que elas são, além de fazer uma referência à frase “Não julgue um livro pela capa”... achei fofo (hahahaha)! Gostei da sacada do autor para o título, sempre acho interessante quando o título é chamativo é bem explicado.

Os temas abordados no livro são os mais variados, lembrando que o foco é sobre as inseguranças de um ansioso, mas para fazer um resumão, listarei os principais assuntos das crônicas:
  • Orientação sexual 
  •  Autoconhecimento 
  • Amor 
  • Bullying 
  • Maturidade
  • Crítica ao padrão estético 
  • Amizades verdadeiras 
  • Tempo
  • Efemeridade da vida 

Matheus tem o poder de tocar em diversos assuntos de maneira muito sutil, ele tem uma sensibilidade que realmente encanta, os sentimentos do autor estão estampados, o livro é muito pessoal, os textos em primeira pessoa aproximam autor e leitor, isso é um ponto positivo demais nesse livro. Eu ia lendo e vendo que não estou sozinha, que Matheus está dando voz a pessoas que sentem demais e precisam entender esse processo.


Acho de grande importância se falar sobre ansiedade, não de uma forma romantizada, mas sim de maneira real. Matheus sofre de ansiedade e mostra isso na maioria dos textos. Ele conta como é a rotina de um ansioso, quais as inseguranças e até mesmo as consequências físicas. O público alvo do livro são jovens e discutir sobre esse tema numa sociedade que está cada vez mais ansiosa. Eu já compreendi bem sobre ansiedade por ter pessoa próximas a mim que sofrem, mas mesmo assim ver atracar do olhar de um ansioso me fez compreender ainda melhor.


Eu me emocionei durante várias partes do livro, mas um texto em particular fez com que eu refletisse por algum tempo, o texto se chama “No mais, boa viagem” , ele fala sobre errar e se perdoar por isso, ser bom com você mesmo e como seguir após um erro. Li esse texto umas quatro vezes seguidas a fim de absorver tantas verdades, esse poder maravilhoso que a crônica tem sobre mim, me fazer repensar e mudar imediatamente sentimentos que eu nem estava disposta a mexer, recomendo demais a leitura de 'Não Me Julgue Pela Capa' e desejo que seus sentimentos também seja revirados assim como os meus foram.
Não hesite em se perdoar. - Página 91
No livro também tem listas e cada uma segue um tema, gostei principalmente da lista número 2, o autor dá dicas de como ter intimidade consigo mesmo, isso é tão legal, várias das dicas eu já faço e realmente funcionam, Matheus é bem gente como a gente, pessoas normais sentem muito, gostam de viajar e sofrem todos os dias, mas não perdem a esperança e é isso que o livro ressalta tanto nas listas como no restante da obra.


A edição está muito linda, que primor! Tudo num tom tão lindo de azul, várias páginas tem alguns desenhos que são combinados a frases maravilhosas. A Editora Planeta sempre tem um cuidado tão grande com as edições, as do selo Outro Planeta são maravilhosas e 'Não Me Julgue Pela Capa' pode sim ser julgado como uma capa e edição lindíssimas!


Já deu pra perceber que adorei a leitura? Esse livro me tirou de uma ressaca literária, justamente por ser uma leitura fluida e interessante, recomendo para qualquer pessoa que tenha vontade de ler crônicas e que estejam dispostas a sentir e deixar os sentimentos fluírem. Tenho certeza queria gostar!

E aí, já leu algo do Matheus Rocha!?
Ficou com vontade de ler 'Não me julgue pela capa'!?
Me contaaa tudooo!

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NOTA:

OUTROS LIVROS DO AUTOR RESENHADOS NO BLOG:


Matheus Rocha tem 24 anos e é formado em Jornalismo. Baiano, mas não gosta de calor, adora falar sobre a vida, entende de relacionamentos e acredita que o mundo pode ser um lugar legal pra se viver. Apaixonado, trouxa e com a cara mais lavada do mundo, sonha que pode abraçar as pessoas através das palavras.                                                                                                            

Título Original: The edge of forever
Autor: Melissa E. Hurst
Série: À Beira da Eternidade #01
Editora: Galera Record
Páginas: 322
Gênero: Ficção científica / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino; Shoptime

Sinopse: 2146. Bridger é uma das poucas pessoas com a habilidade de viajar de volta ao passado. Uma habilidade que lhe foi passada pelo pai, cuja morte – envolta em mistério – o garoto tenta superar. Aos poucos, sua vida parece voltar ao normal... Até que o garoto encontra o pai em uma de suas viagens no tempo com a turma. Ele só tem tempo de lhe passar uma mensagem: Salve Alora. Bridger não tem ideia de quem seja a garota, nem de onde ela está ou em que tempo vive, mas está determinado a realizar o último pedido do pai. 2013. Alora Walker tem apagões inexplicáveis. Ela acorda toda vez em um lugar diferente, e não tem ideia de como chegou lá. A única coisa de que tem certeza é que está sendo seguida. Mas por quem? (SKOOB)

'À Beira da Eternidade' é um lançamento do ano de 2019 da Galera Record, e o que mais me interessou nessa história é o fato de envolver viagem no tempo. 'De volta para o futuro', 'Vingadores' e 'Dark' são todas histórias das quais sou fã e que introduzem duas vertentes: a criação de linhas temporais alternativas ou o paradoxo temporal.


Em 'A Beira da Eternidade' a narrativa se divide em duas linhas temporais: 2146 onde Bridger Creed é um cadete da Academia e parte numa missão para observar e gravar a morte de uma presidenta, e 2013 onde Alora Walker vive com sua tia sem ter quase nenhuma lembrança de seus pais e do porquê foi deixada em Willow Creek. A história dos dois muda quando Bridger encontra seu pai, um homem que foi morto numa missão confidencial, e ele pede que seu filho salve Alora, a partir daí ele deve cometer um crime que nenhum Manipulador do Tempo jamais cometeu – alterar o passado. 
É a primeira regra da viagem no tempo. A linha do tempo é sagrada. - Página 36

Melissa E. Hurst, simplesmente tem uma escrita incrível, apesar de nomenclaturas diferentes para objetos futuristas, a fluidez e imersão na história foi facílima; os capítulos são divididos entre os pontos de vista de Bridger e Alora e sempre datados, dessa forma é fácil para o leitor se situar no tempo. Além disso, diversos mistérios permeiam a narrativa – porquê Alora é importante e o que de fato houve com ela, a morte do pai de Bridger e como exatamente ele vai reescrever a história – adorei os personagens, os achei bem condizentes com as experiências as quais estavam sendo submetidos e ainda que discordasse de alguns posicionamentos de Bridger em nada diminuiu o mérito do livro.


Nem todos os personagens secundários foram desenvolvidos, mas acredito que a intensão da autora era manter o mistério sobre a maioria deles e, portanto, permitir um gancho para a continuação. Embora não se aprofunde muito nesses temas, definitivamente há problemáticas sociais que foram incorporadas a história na forma de alguns personagens e que causarão desconforto, principalmente para o público feminino. Ainda assim a trama é interessante e devo dizer que virei a noite tentando descobrir brechas, viagem no tempo é um assunto delicado e caso não seja abordado com todo o cuidado, o livro deixa brechas e o leitor deixa de acreditar nas regras que regem esse mundo. 
Não faz sentido que esteja me usando para conseguir descobrir onde papai tenha ido. - Página 287

Como toda boa história, estou ansiosíssima para o lançamento da continuação! Recomendo o livro para todos que são fãs de viagem no tempo, o final responde alguns dos questionamentos, contudo deixou muito mais perguntas que espero que sejam respondidas na sequência. 'À Beira da Eternidade' foi definitivamente o pontapé perfeito para as ótimas leituras que espero fazer esse ano de 2020.

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NOTA:
Melissa E. Hurst sonha em viajar o mundo e talvez encontrar Atlantis algum dia. Você normalmente pode encontrá-la com um livro em uma das mãos e uma lata de Dr. Pepper na outra. Ou comendo muito chocolate. Melissa mora no sul dos Estados Unidos com o marido e três filhos.                                                      

https://pladlivrosbr2.cdnstatics.com/usuaris/libros/fotos/306/original/portada_metamorfose_franz-kafka_201909172242.jpgTítulo Original: Die Verwandlung
Autor: Franz Kafka
Editora: Planeta - Selo Minotauro.
Páginas: 138
Ano: 2019
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira
Comprar: Amazon; Submarino; Americanas; Shoptime

Sinopse: E se, de repente, você acordasse metamorfoseado em um inseto monstruoso?
Clássico da literatura mundial, o fantástico de Kafka agora chega a novos leitores. A metamorfose (Die Verwandlung, em alemão) é uma novela escrita por Franz Kafka, publicada pela primeira vez em 1915. Nessa obra, Kafka descreve o caixeiro viajante Gregor Samsa, que abandona as suas vontades e desejos para sustentar a família e pagar a dívida dos pais. Numa certa manhã, Gregor acorda metamorfoseado num inseto monstruoso.
“Kafka fez perguntas que nos incomodam há cem anos. Se você for corajoso, leia.” – LEANDRO KARNAL (SKOOB)

Oi, gente!
Vocês já ouviram falar de Kafka? Bem, eu era uma daquelas pessoas que já tinha ouvido falar e quando tive a oportunidade de lê-lo não pensei duas vezes.
"A Metamorfose" de Franz Kafka foi publicado em setembro deste ano pelo selo Minotauro da Editora Planeta e com prefácio do jornalista Marcelo Hessel.


Em uma manhã Gregor Samsa acorda se sentindo estranho, não consegue se levantar rapidamente para se arrumar e ir para o trabalho, além disso ele nota algumas mudanças no seu corpo. Embora vamos acompanhando o personagem se inteirar da mudança que lhe sucedeu de repente, no início o autor já deixa claro que ele se metamorfoseou em um monstruoso inseto repugnante, como se se tornar um inseto já não fosse o suficiente para chocar. Mas se o leitor acha que isso é o pior que pode acontecer a uma pessoa está enganado, pois o que nosso protagonista passará será muito pior.
Todavia não se abriu mais a porta, e Gregor ficou ali esperando, inutilmente. - Página 70
A história é narrada em terceira pessoa e é através desse narrador que iremos conhecer um pouco da família Samsa, o papel de Gregor como provedor da família, uma vez que o pai é velho e não tem mais saúde, assim como a mãe, e a irmã que ainda é muito nova.
Esse narrador é muito importante para vermos do alto o que sucede com cada personagem, para entender a situação como um todo. Lendo iremos descobrir o que se passa na cabeça de Gregor Samsa, pois como um inseto não consegue se comunicar com as pessoas, exceto pelas atitudes que ele pode demonstrar em alguns momentos.
Sempre que a conversa chegava a essa necessidade de se ganhar dinheiro, Gregor saía dali da escuta e se jogava no frio sofá de couro que se encontrava ao lado da porta, pois ardia de constrangimento e de tristeza. - Página 81

Como o livro tem poucas páginas, qualquer informação a mais será um spoiler e isso eu não quero fazer, pois a leitura se torna mais visceral quando sabemos o mínimo possível da obra, foi o que aconteceu comigo, a única coisa que eu sabia era que o personagem principal se tornaria um inseto e ponto.

A leitura é muito, muito, muito maravilhosa. Me fez pensar mesmo após fechar o livro, me fez ver que atitudes que são tomadas na narração podem ser feitas com pessoas que não necessariamente se transformaram em um bicho.

Tem uma citação na capa do livro de Leandro Karmal que realmente faz sentido quando finalizamos a leitura. Acredito que esse é um livro para todas as idades, que deve ser lido e debatido nas salas de aulas.


A Editora Planeta também fez uma diagramação maravilhosa, as letras são agradáveis, não cansam a vista, as ilustrações de Douglas P. Lobo fazem sentido com a história e o prefácio de Marcelo Hessel nos introduz ao que esperar da obra e do próprio autor. Uma obra que fica linda na estante, mas que fica mais linda na mente do leitor.

Para todos que desejam conhecer Franz Kafka e assim como eu querem se surpreender e se apaixonar pelo autor, recomendo a leitura de "A Metamorfose".

Um forte abraço!
Até mais!

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NOTA: 

Franz Kafka (1883-1924), escritor tcheco de língua alemã. É considerado um dos principais escritores de literatura moderna. Sua obra retrata as ansiedades e a alienação do homem do século XX.
Kafka nasceu em Praga, 3 de julho de 19883, cidade que pertencia ao império austro-húngaro, filho de um comerciante judeu muito abastado, cresceu sob as influências de três culturas: a judia, a tcheca e a alemã.

Título Original: The other miss bridgerton
Autor: Julia Quinn
Série: Os Rokesbys #3
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Ano: 2019
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Sinopse: Julia Quinn já vendeu mais 1 milhão de livros pela Editora Arqueiro. Ela estava no lugar errado… Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna. Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão. Ele a encontrou na hora errada… Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico. No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela. Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo. Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela? (SKOOB)

Oiieeee, tudo bem?!

'Um Cavalheiro a Bordo' é o terceiro livro da série 'Os Rokesbys' da queridinha da minha vida Julia Quinn, a autora aposta mais uma vez no enredo de família que tem filhos muito diferentes e que rendem histórias incríveis. O primeiro livro da série é 'Uma Dama Fora dos Padrões', e já foi resenhado aqui no blog, depois temos 'Um marido de faz de conta' que é muito fofo e também tem resenha, vale a pena conferir!


'Um Cavalheiro a Bordo' traz Poppy Bridgerton, que passeava tranquilamente e acabou descobrindo o esconderijo que guardava muitas mercadorias de contrabando, ela tenta sair dessa situação, mas acaba sendo sequestrada pelos piratas, pois eles não sabiam o que fazer com ela, visto que nunca alguém tão bisbilhoteiro tinha encontrado o lugar, mas estamos falando de uma Bridgerton e sabemos que eles são imprevisíveis!
O capitão a segurou com mais firmeza.- Agora me diga o que está sentindo. – disse ele ao pé do ouvido dela.- O vento. [...] O sal do mar. [...] O movimento, a velocidade. A boca dele chegou ainda mais perto.- E...?[...] - Você.
Enquanto os piratas levam uma maluquinha para o navio, lá temos um "cavalheiro a bordo" conhecido como um devasso e irresponsável , o capitão Andrew Rokesby que organizava tudo para a temporada em alto mar, mas seus planos serão alterados pois uma Bridgerton também estará a bordo, sim, Poppy foi sequestrada pelos contrabandistas do navio de Andrew, a partir daí o enredo começa a se desenrolar.

Andrew entende toda a situação e já percebe que terá muitas aventuras, pois Poppy é uma Bridgerton e quem leu o livro 'Uma Dama Fora dos Padrões' vai ver a ligação direta entre os personagens. Poppy ficará "hospedada" na cabine do capitão e isso é o ponto inicial para que esses dois comecem a se conhecer melhor e descobrir que eles tem muitas coisas em comum.
Onde mais ele encontraria uma mulher que achasse gaiolas pombalinas um assunto interessante? Que conseguisse pegar cada comentário sarcástico que ela fazia, torcê-los, virá-los do avesso e devolvê-los de forma ainda mais sagaz.

Eu estava muito ansiosa para ler este livro, gostei muito dos anteriores. Julia Quinn continua com sua escrita fluida e viciante, ela tem o poder de envolver o leitor e levá-lo a imaginar cada detalhe que ela descreve, isso é o que mais me encanta nessa autora, então em 'Um Cavalheiro a Bordo' temos um enredo bem interessante, porém em minha opinião apesar do estilo de escrita de Júlia, o espaço da narrativa é muito reduzido, passa em alto mar e isso em alguns momentos me desanimou um pouco, pois eu estou acostumada com romances de épocas que tem bailes, passeios e muito mais. Nesse livro isso não acontece, mas depois me acostumei com o espaço físico da narrativa.


Os personagens são muito bem construídos, Poppy é independente, inteligente e muito rápida em suas respostas, gosto dessas mocinhas que Quinn escreve com muita maestria. Andrew é cavalheiro (como o título do livro já diz, hahahahaha!), inteligente e muito fofo, sou aquela que morre de amor por personagem fofo, o livro tem mais alguns personagens que não são tão aprofundados, mas que tem sua relevância durante a narrativa. Se você gosta de personagens fofos e com diálogos rápidos e divertidos, então 'Um Cavalheiro a Bordo' é uma opção.


Gostei da leitura, mas dois aspectos não foram tão bons para mim, a narrativa ter o espaço físico muito limitado e também em relação aos casais anteriores da mesma série, apesar de ter gostado muuuuuuuuito de Poppy e Andrew, eles não foram meus preferidos, mas isso não significa que não me encantaram, pelo contrário, mas não ultrapassaram a fofura dos dois primeiros livros! Apesar disso, recomendo muito a leitura, gente, estamos falando de Julia Quinn e nenhum livro dela que li me decepcionou, sempre término com um sorriso no rosto e o coração quentinho!

E aí, já leu algum livro dessa série? 
Me conta! 
Beijo!

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NOTA:

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

        

Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.

Título Original: Macbeth
Autor: Jo Nesbo
Série: Hogarth Shakespeare #07
Editora: Record
Páginas: 518
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense / Policial
Ano: 2019
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Sinopse: A sombria tragédia escrita pelo dramaturgo mais influente do mundo recontada por um dos maiores autores de thrillers policiais da atualidade. Em uma cidade industrial cinzenta e chuvosa na década de 1970, a polícia concentra todos os seus esforços em acabar com o tráfico de drogas e a violência, bem como a criminalidade que decorre disso. Duncan, o novo comissário-chefe, é um idealista e um visionário, a favor de uma gestão transparente e engajado na luta contra qualquer forma de corrupção. Ele é um sonho para a população. E um pesadelo para os criminosos. A missão da polícia não é nada simples. O mercado de drogas da cidade é comandado por dois homens – Sweno, líder de uma perigosa gangue, e Hécate, um mestre da manipulação, que tem ligações com as esferas mais elevadas do poder. Mas Duncan tem uma poderosa arma: Macbeth, o chefe do Grupo de Operações Especiais, um homem do povo. E também uma pessoa ambiciosa, influenciável e com tendências paranoicas e violentas. E, o que muitos não sabem, um ex-viciado. Uma presa fácil para Hécate. Quando uma operação para apreender um carregamento de drogas se transforma em um banho de sangue, Macbeth e sua equipe são encarregados de limpar a bagunça. Sua recompensa: poder, dinheiro, respeito. Infectado pela cobiça, culpa, tomado por alucinações e influenciado por sua amada Lady, Macbeth embarca em uma jornada sem volta de sangre e traição. (SKOOB)

Oieeee, tudo bem?

Lançado pela Editora Record, "Macbeth" é mais um livro do renomado Jo Nesbo, autor com mais de 40 milhões de exemplares vendidos pelo mundo inteiro e que continuam sendo publicados e fazendo o mesmo sucesso.


Kennet trabalhou por 25 anos como comissário-chefe de sua cidade, ele tratava a mão de ferro, pois era como um ditador, impunha suas vontades e abusava de sua autoridade. Anos depois, Kennet morre e em seu lugar assume Ducan, que é um profissional muito honesto e que queria o melhor para todos, por esse motivo já faz mudanças significativas de chefes dos setores policiais, com o objetivo de acabar com a corrupção, porém ele ainda não encontrou um líder para a Unidade de Crimes Organizados, muita gente deseja esse cargo.

Walt Kite é um jornalista que enfrentava Kennet, denunciando que as indústrias estavam em escassez, ao mesmo tempo o tráfico e cassinos se proliferavam. Mas ao ser destemido ele atiçou dois poderosos: Sweno, o cabeça da gangue Noise Riders, e Hécate, o criador da brew, uma espécie de droga que custa bem mais barato que as outras drogas existentes e tem um efeito mais duradouro. Esses dois homens são capazes de passar por cima de qualquer pessoa para alcançarem seus objetivos, qualquer pessoa mesmo.

Ao descobrir uma transação de drogas que Sweno faria, Hécate o denúncia para as autoridades, essa informação privilegiada está em poder do inspetor Duff que já de olho na vaga da unidade de crimes, quer pegar Sweno, mas algo dá errado e ele é salvo por Macbeth, chefe do seleto grupo de Operações Especiais. Depois disso quem ganha o cargo é Macbeth e não Duff. Macbeth é um policial exemplar, mas tem duas falhas graves, pois é um ex viciado (possível de recaídas) e namora com a perigosíssima e influente dona do cassino, Lady é a mulher que levará Macbeth a fazer coisas inimagináveis e que custará muito caro.


Como já observamos o enredo de "Macbeth" é instigante, cheio de tramas e ação, eu adoro livros que tem esse ritmo rápido e cheios de gangues, cada cena trazia um acontecimento, cada vez mais ia passando as páginas e me sentindo como em um filme de suspense policial, os cenários são bem descritos e fazem o leitor se sentir em cada espaço mostrado no decorrer da trama, isso é um ponto que muito me agradou. Jo Nesbo se destacou para mim como um bom escritor de suspense, lembrando que esse é o meu primeiro contato com ele e ainda tenho minhas ressalvas.

Macbeth é também uma releitura da peça de Shakespeare. Esse livro de Jo Nesbo faz parte do projeto Hogarth Shakespeare, autores de sucesso dão sua versão para as maravilhosas histórias do grandioso Shakespeare, Jo Nesbo foi o sétimo autor selecionado para dar vida a esse clássico. No caso dessa peça mostra a trajetória de Macbeth que ganhou a guerra e voltando com seu amigo Banquo encontram três feiticeiras que dizem que ele será um Barão e reinará logo depois da morte de Ducan, o que realmente acontece, porém com pressa de ser o soberano, sua esposa o aconselha a matar logo o rei, entretanto isso será a porta para vários empurrão e erros. O que chama atenção é Jo Nesbo trazer toda essa trama num espaço bem mais atual e como eu disse parece que estamos dentro de um filme, desviando de tiros e se infiltrando em gangues, acho que isso que deixa tudo mais legal e eletrizante.


Alguns aspectos me incomodaram, um deles foi o fato de algumas informações não serem tão claras quanto ao enredo, alguns detalhes passaram despercebidos, não me aprofundarei para não dar spoiler, mas já digo que talvez eles passem despercebidos, pois não é nada que incomode demais na narrativa, então relaxe ... hahahah!

Os personagens construídos por Nesbo me deixaram confusa, mas no melhor dos sentidos, eles são tão tridimensionais. O personagem principal Macbeth é uma incógnita, ele tem atitudes fortes e se mostra bem resolvido, tudo que ele faz parece bem planejado e ao mesmo tempo observamos como ele é também estrategista, gostei da forma como ele se mostra gente como a gente, capaz de erros, intenso e decidido ir até o fim pelos seus objetivos. Gostei até de alguns personagens não muito convencionais.

A história faz algumas críticas à sociedade e faz com que o leitor reflita sobre corrupção, pessoas sedentas por poder, falta de caráter e tantas outras questões que parei para analisar e vi que apesar do enredo se passar em uma outra época tem tudo a ver com o que enfrentamos na sociedade atual. Recomendo muito o livro para pessoas que gostam de suspense policial e muita ação, brinque de detetive e entre nas tramas de Jo Nesbo.

E aí!? Gostam de romances policiais?
Já leram Jo Nesbo?
Me contaaaaa tudo!

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NOTA:

OUTROS LIVROS DO AUTOR RESENHADOS NO BLOG:

 

Escritor e músico norueguês premiado pelo Edgar Award. Formou-se na Escola Norueguesa de Economia e Administração de Empresas com uma licenciatura em Economia. Nesbø é célebre sobretudo por seus romances de crime sobre o detetive Harry Hole, mas ele é também o principal vocalista e compositor da banda de rock norueguês Di Derre. Seus livros venderam mais de um milhão e meio de cópias na Noruega e sua obra foi traduzida para mais de quarenta línguas. Em 2009, foi agraciado pelo prêmio de reconhecimento pelo público da revista Dagbladet ao ter três de seus livros estado no topo da lista de livros mais vendidos na Noruega. Ele também escreveu uma série de livros infantis sob o título Doktor Proktors prompepulver.