Título Original: Nineteen Eighty-Four
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 544
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Distopia
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino

Sinopse: Romance incontornável, 1984 continua sendo o livro ao qual nos voltamos sempre que se mutila a verdade, distorce-se a linguagem e viola-se o poder. Nesta nova edição, a obra-prima de George Orwell ganha projeto gráfico especialíssimo -- com capa em tecido, lombada impressa e uma série de obras da artista brasileira Regina Silveira. O leitor conta também com apresentação do crítico Marcelo Pen e textos de gigantes como Golo Mann, Irving Howe, Raymond Williams, Thomas Pynchon, Homi K. Bhabha, Martha C. Nussbaum, Bernard Crick e George Packer -- ensaios que dão conta da história da recepção crítica do livro desde o ano de seu lançamento, 1949, até hoje, setenta anos depois. Com dezenas de milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o romance de Orwell tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. Em Oceânia, ter uma mente livre é considerado crime gravíssimo. Numa trama em que os "fatos alternativos" estão por toda parte e a mentira foi institucionalizada, Winston se rebela contra a sociedade totalitária na qual vive; em seu anseio por verdade e liberdade, ele arrisca a vida ao se envolver amorosamente com uma colega de trabalho, Júlia, e com uma organização revolucionária secreta. Normalmente lido como uma distopia, 1984 é também uma sátira, uma profecia, um grito de alerta, um thriller de espionagem, uma extraordinária ficção científica, um terror psicológico, um romance pós-moderno e uma história de amor. (FONTE)

Oieeee, gente!

Tudo bem? O livro que hoje trago a resenha, não é mais um livro, é O LIVRO! Com certeza, você já deve ter ouvido falar sobre essa obra, pois sempre é indicada como uma leitura imperdível e de relevância mundial. Vista a importância de '1984', fiquei muito curiosa para ler mais desse autor, recentemente li 'A revolução dos bichos' (original e em HQ) e também 'O que é facismo?' e fiquei encantada pela profundidade dos assuntos, '1984' estava a tempos em minha lista e fiquei muito feliz de receber essa maravilha da Companhia das Letras.


A narrativa de '1984' mostra um mundo dividido em três superestados, cada um dele com suas próprias características. Oceania, que está sob o controle de Socing (Socialismo inglês) um “governo” ditatorial. O ditador é chamado de Big Brother (Grande irmão), um ser que nunca foi visto pessoalmente por ninguém, mas que a sociedade ao menos se questiona sobre a não existência dele. Essa mesma sociedade tem seus papéis definidos dividem-se em Alta (Big brother e Partido interno), Média (Partido Externo) e Baixa (proletas), ou seja, os pobres, a parte que sustenta a população rica, porém não é valorizada por ela. O lema do Partido era: Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força.
Assustador né?
O pensamento-crime não acarreta a morte: o pensamento-crime É a morte. - Página 69
O sistema político é autoritário, não permite que ninguém pense diferente dele, porque até o pensamento é vigiado, as pessoas são observadas o tempo todo por teletelas (que hoje seriam as câmeras) e tem microfones que estão ouvindo o tempo todo em qualquer lugar, isto é, não há como fugir do controle do Big Brother. Um regime que implanta medo e despreza qualquer forma de liberdade, até crianças são treinadas para denunciarem alguém que desobedeça às normas sociais, mesmo que os desobedientes sejam seus próprios pais.
Sou boa em identificar pessoas que não se ajustam, assim que o vi, soube que você estava contra eles. - Página 170



O Partido tem quatro ministérios que fazem parte do controle social, Ministério da Verdade que faz o trabalho de suavizar informações, alterar dados e datas, forjar mentiras que eram repassadas de geração em geração e tudo mais que for preciso para manter a reputação do Partido; o ministério da Fartura, que administra a alimentação que está em escassez; ministério da Paz, que na verdade faz a manutenção permanente da guerra e o Ministério do Amor, que faz tortura e “reabilitação “ de quem vai contra o Partido.



Aí que entra nosso protagonista Winston, que trabalha no Ministério da Verdade, trabalha reescrevendo tudo que se refere ao Partido a fim de que toda a população admirasse o Grande Irmão e toda sua trajetória, mas Winston sabia que a História estava sendo reescrita e que os tempos anteriores eram melhores que o que vive agora, em seu íntimo Winston é contra o Partido e juntamente com Julia e O Brien, que participa do Partido Interno, estudam um meio de derrubar o Grande Irmão. Eles se alistam em um movimento de oposição ao Big Brother, o líder é Emmanuel Goldstein. Nessa luta secreta por justiça, fim de um Partido autoritário e busca por melhores e reais condições de vida, Winston será surpreendido muitas vezes pelos próprios caminhos que ele escolheu trilhar.



Como já descrito nos parágrafos anteriores, percebe-se a genialidade desse enredo instigante e visionário que Orwell criou, deixo claro que não tem somente isso que descrevi (tive que resumir porque senão a resenha ia ficar maior ainda!), o enredo tem tantas nuances, tantos detalhes, tantos diálogos inteligentes que é impossível descrever tudo que o universo de 1984 representa. Eu já imaginava que seria bom, pois já li o autor, mas nada supera esse livro, aliás eu queria ser ainda mais inteligente para compreender tudo que George quis passar com essa obra.


'1984' é um livro atemporal, isso me deixou assustada, pois encontrei inúmeras frases que parecem falar sobre a realidade atual do Brasil e do mundo. Orwell faz duras críticas a um governo autoritário, desigualdades sociais, religiosidade, alienação, controle de massas através da mídia, luta de classes e tantos outros problemas que, infelizmente, fazem parte da contemporaneidade. É assustador pensar como '1984' é quase 2020, essa obra é um alerta sobre como a política e a classes influenciam nossas vidas.
Quanto à consciência das massas, só necessário influenciá-la de modo negativo. - Página 258
Gente, e essa edição de luxo da Companhia das Letras? Maravilhosa! A capa tem esse azul escuro e é de tecido (eu associei ao macacão que Winston usava, não sei de onde tirei isso, mas!) as letras em vermelho, que contraste lindo! Por dentro o livro tem ilustrações e um anexo com algumas capas de '1984' pelo mundo, além de mais de 200 páginas de crítica literária, gostei disso, ver como o livro foi interpretado ao passar das décadas, aprendi muito e achei o diferencial dessa edição (vale a pena demais!) e por último, o corte do livro, que forma um olho em espiral, esse livro é daqueles que terei orgulho de acrescentar a minha coleção.
A guerra, como veremos, não apenas efetua a necessária destruição como efetua de uma forma psicologicamente aceitável. - Página 243

Orwell mais uma vez me arrebatou, se você gosta de livros que façam críticas sociais e políticas de modo que você não consiga parar de ler, '1984' é para você. Um livro que jamais esquecerei, aliás isso é impossível, me arrependo de não ter lido antes, apesar de tantas indicações, mas agora que li, entendo o porquê dessa obra ser aclamada. Eu ainda estou atônita como ele foi capaz de aprofundar tanto nas relações de poder e na mente humana que se deixa levar com obediência a um regime antidemocrático, não somente sobre política, mas também sobre o próprio humano.
Você é uma peça defeituosa, Wiston. Uma nódoa a ser limpa. - Página 307
A leitura não é rápida, não no meu caso, mas já adianto que isso não foi ruim, '1984' precisa de tempo para ser digerido, um livro que precisa de pausas para reflexão, em alguns momentos achei a leitura um pouco cansativa, mas entendi que precisava parar e entender para retomar o ritmo. Quer uma dica? Leia devagar e faça anotações, '1984' é um estudo do mundo atual, apesar de ter sido escrito no ano de 1949.



Eu terminei a leitura e fiquei algum tempo remoendo tudo que me foi apresentado e mais uma vez Orwell ganhou 5 estrelas, só não favoritei porque algumas pontinhas ficaram soltas e o desfecho é um pouco aberto (gosto de finais fechadinhos hahaha!), mas de maneira alguma isso diminui a relevância da obra.
Tenho consciência da minha existência, nasci e vou morrer. - Página 312
Enfim, coloquei muitos aspectos da narrativa e ainda sinto que faltam muitos outros que você só descobrirá lendo, faça isso e seja envolto nesse mundo “distópico e profético“ de '1984'. Recomendo demais a leitura, pois o aprendizado e a empatia que esse livro traz são altíssimos. Orwell cravou seu nome na literatura mundial através de seu olhar político, questionador e inteligente. Apenas leiam '1984'!



Ahhh e se toda vez que leu Big Brother lembrou do programa de televisão, então, o Big Brother do livro vigiava a população o tempo todo por teletelas, aparecia em uma espécie de televisão para falar com todos ... Sim o programa de tv se inspirou nessa obra de George Orwell! 

Já pensou em ler 1984? Corraaaaaaaa, leia!

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NOTA: 

OUTROS LIVROS DO AUTOR RESENHADOS NO BLOG:

  

Eric Arthur Blair foi um jornalista, ensaísta e romancista britânico, que escreveu sob o pseudônimo George Orwell. Sua escrita é marcada por descrições concisas de eventos e condições sociais e o desprezo por todos os tipos de autoridade. É mais conhecido por suas duas obras maiores, Nineteen Eighty-Four, crítica ao autoritarismo, e Animal Farm, uma sátira ao stalinismo.

Título Original: Nocturna
Autor: Maya Motayne
Série: A Forgery of Magic #01
Editora: Seguinte
Páginas: 474
Gênero: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino; Shoptime

Sinopse: No primeiro volume de uma trilogia de fantasia inspirada na cultura latina, uma ladra capaz de mudar de aparência e um príncipe herdeiro se unem para proteger o reino de uma magia perversa. Depois de se libertar da dominação dos inglésios, o reino de Castallan não esperava passar por mais nenhuma crise. Mas Dez, o herdeiro, foi assassinado, e agora nobres e plebeus precisam aceitar que o destino do reino está nas mãos do príncipe Alfie, que passou meses fugindo de suas obrigações enquanto bebia tequila em alto-mar. De volta a Castallan, Alfie não consegue acreditar que seu irmão morreu e, tentando provar o contrário, se depara com Finn Voy. Graças a sua habilidade de assumir a aparência de qualquer pessoa, Finn está sempre usando um disfarce para se proteger dos traumas de seu passado e de qualquer um que se meter em seu caminho. Quando os destinos de Alfie e Finn se cruzam, eles acidentalmente libertam uma magia poderosa e antiga que, se não for detida, vai mergulhar o mundo em escuridão. Com o futuro de Castallan em suas mãos, o príncipe e a ladra terão de aprisionar essa magia obscura a qualquer custo, mesmo que, no caminho, precisem confrontar seus segredos mais sombrios. (FONTE)

'Nocturna' é o primeiro volume da trilogia 'A Forgery of Magic'escrito por Maya Motayne e publicado em 2019 aqui no Brasil pela Editora Seguinte.

Castallan é um reino que por anos foi oprimido por Iglésia, a magia do povo foi suprimida e sua língua esquecida, anos depois Alfie é agora o príncipe herdeiro de seu reino após seu irmão, Dez, ser capturado e presumidamente morto por conta de uma conspiração. Sofrendo e buscando reverter a magia usada para machucar Dez, Alfie procura por qualquer conhecimento iglésio que permita trazer o irmão de volta. 
A imagem da bandeira de Castallan. Logo abaixo do pássaro, ficava o lema do reino: "Magia para todos". - Página 16
Finn Voy é uma ladra, ela passou anos fugindo e mudando seu rosto para escapar de seu pai adotivo e abusivo, anos depois ela se vê num jogo de cambió que unirá seu destino ao futuro de Castallan.

Enquanto lutam pelos prêmios do jogo, Alfie sai levando as identidades de Finn, que por sua vez planeja roubar o manto da invisibilidade do palácio e recuperar não só suas identidades como também o seu proprio. No entanto tudo indica que a conspiração não acabou e após sofrer um atentado contra a sua vida que vitimou Luka, Alfie libera uma magia sombria que pode destruir o reino inteiro
Dez ganhou seu proprio depois de me segurar pela primeira vez, quando eu era bebê, porque ele me amava. Eu ganhei o meu porque o invejava. Que belo irmão eu fui. - Página 393

'Nocturna' é narrado em terceira pessoa, alternando o ponto de vista entre Alfie e Finn, além deles outros personagens também contribuem com seu ponto de vista, no entanto eles não recebem muito destaque, a maior parte do enredo é realmente focado em Alfie e Finn, então resta pouco tempo para conhecer Luka, Paloma, Kol e vários outros personagens.

O que mais me agradou na leitura foi com certeza a mitologia, Maya Motayne traz muitos elementos da cultura mexicana, as palavras em espanhol dão um charme a mais nos diálogos, mas infelizmente com relação a magia "proprio" algumas coisas ficaram confusas, as explicações acerca do poder de Alfie foram poucas e tive certa dificuldade em compreender totalmente.
proprio refletia a essência de uma pessoa, de sua alma. - Página 60 
Eu gostaria que mais sobre a cultura e as regras desse mundo tivessem sido explicadas durante a narrativa, por exemplo os dueños, acredito que eles sejam semelhantes a um meistre de GoT, além disso achei a resolução muito simples, quando Alfie tinha um questionamento Finn imediatamente tinha a resposta, ao invés de dar pistas para que o leitor e os personagens descobrissem as coisas aos poucos. A história tinha muito mais mistérios que infelizmente não foram respondidos, apesar disso poder ser um gancho para os próximos livros, achei que empobreceu a narrativa e na minha opinião, a autora poderia ter estendido a batalha principal.

Com um potencial para se aprofundar muito mais na história e trazer um universo grandioso, 'Nocturna' é o tipo de leitura que recomendo para os amantes de YA de Fantasia, algumas falas me deixaram com a pulga atrás da orelha e já estou formando teorias para os próximos livros. A diagramação está ótima e a leitura flui com facilidade. Se você é do tipo que aprecia a cultura mexicana, com certeza vai gostar muito dos detalhes que a autora trouxe.

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NOTA

Maya Motayne mora em Nova York e decidiu que queria ser escritora aos quatro anos. Desde então nunca parou de escrever. Seus sonhos são fazer carinho no maior número de cachorros possível e comprar apenas bolsas onde caibam livros grossos. Nocturna é seu primeiro livro.                 

Título Original: The Betrothed
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 344
Gênero: Ficção Norte Americana; Romance; Jovem Adulto; Literatura Estrangeira
Ano: 2020
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino

Sinopse: A autora da série best-seller A Seleção está de volta com um novo universo apaixonante! Quando o rei Jameson se declara para a Lady Hollis Brite, ela fica radiante. Afinal, a jovem cresceu no castelo de Keresken, competindo com as outras damas da nobreza pela atenção do rei, e agora finalmente poderá provar seu valor. Cheia de ideias e opiniões, logo Hollis percebe que, por mais que os sentimentos de Jameson sejam verdadeiros, estar ao seu lado a transformaria num simples enfeite. Tudo fica ainda mais confuso quando ela conhece Silas, um estrangeiro que parece enxergá-la ― e aceitá-la ― como realmente é. Só que seguir seu coração significaria decepcionar todos à sua volta… Hollis está diante de uma encruzilhada ― qual caminho levará ao seu final feliz? (FONTE)

Minha história com os livros da Kiera Cass é meio esquisita para dizer o minimo. 'A Seleção' foi uma trilogia que eu devorei logo de cara e aposto que muito de vocês também, mas 'A Herdeira' me fez duvidar um pouco dessa minha paixão pela autora, no entanto em uma segunda chance o livro passou a fazer sentindo. Daí por diante eu preferi me manter afastada de Kiera por um tempo, até que depois de quatro anos de distância eu decidi mergulhar na leitura de seu novo livro 'A Prometida', que confesso ter me deixado ainda mais confusa a respeito dessa minha relação com os livros da autora.


Nossa protagonista é Lady Hollis Brite, ela é filha única de uma família nobre que vive no castelo de Keresken. Dona de uma personalidade encantadora a garota se destacou em meio a outras jovens que disputava a atenção do jovem rei Jameson.

Com a ajuda de sua melhor amiga, Delia Grace, os dias de Hollis na corte eram preenchidos pela ideia de se tornar a futura rainha, até que a chegada de um estrangeiro fez tudo isso mudar. Agora nossa protagonista vive o dilema de se tornar rainha e virar apenas um enfeite nas mãos do rei ou decepcionar todos ao seu redor e viver uma vida em que possa expor suas escolhas e opiniões.


Acredito que meu grande erro foi começar a leitura de 'A Prometida' esperando algo no mesmo nível de 'A Seleção', talvez seja daí que vem a minha grande frustração. Enquanto a leitura fluía eu pegava me questionando onde Kiera Cass pretendia chegar com esse enredo totalmente previsível e sem nenhum plot? Eu não entendia em que tempo se ambientava a história, as questões politicas entre os reinos e o porque raios aquele triangulo amoroso estava bem ali, como o centro das atenções enquanto existia muitas outras coisas a serem exploradas no enredo. Infelizmente essa não era a Kiera que eu imaginava reencontrar depois de quatro anos.

No entanto, assim como em 'A Herdeira', o final do livro me fez mudar boa parte de minha opinião, principalmente aquela em que eu duvidava se Kiera Cass ainda era a mesma de quando escreveu 'A Seleção'. Eu não sou muito a favor de guardar o melhor para o final, e vamos combinar que a autora vem fazendo isso já faz algum tempo com suas obras, mas foi o que salvou a leitura pra mim.


Enquanto escrevo essa resenha estou digerindo tudo o que senti durante a leitura, não sei dizer se foi mais coisas a favor ou contra a leitura de sua continuação, é que não estou disposta a encarar mais trezentas páginas mornas para esquentar apenas na reta final.

Na minha opinião o romance ficou totalmente a desejar, já falei e repito: não gosto de casais que são formados de repente, gosto de ver o romance sendo construído tijolinho por tijolinho. Além disso a autora jogou com alguns personagens, fazendo deles mocinhos e vilões conforme sua necessidade de levar a protagonista onde ela precisava chegar para o grande plot, que inclusive só aconteceu na reta final mesmo.


'A Prometida' não é uma leitura ruim, porém está longe de ser tão boa quanto 'A Seleção', aconselho a abrir sua mente e não comparar uma série a outra, caso contrario irá se decepcionar. Não vou mentir que fiquei muito curiosa pela continuação, mas espero que Kiera se esforce mais para manter a história atraente do começo ao fim, pois isso de deixar o melhor para o fim pode ser um baita tiro no pé.

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NOTA

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

      

Quando terminou o ensino médio, sua ambição era o teatro, e foi para Coastal Carolina University, se formando em Teatro Musical. Depois foi para Radford University e mudou para Música. Então Comunicação. Em seguida, História. Acabou estabelecendo-se em História, mas mudou-se para Blacksburg, casou teve filhos. Depois disso, tornou-se dona de casa para ficar em casa com os filhos. Em 2007, abalada por uma tragédia local, tentou um monte de coisas para se recompor, resultando em se sentar para escrever uma história onde o seu personagem teve que lidar com seus problemas. Escrever lhe ajudou a lidar com todas as coisas que estava sentindo. Acabou por não terminar essa história, porque começou a escrever The Siren. Depois de adquirido o hábito de escrever, teve muitas idéias, incluindo The Selection e um punhado de outras que estão esperando sua vez. Atualmente vive em Blacksburg, VA, com seu marido e filhos.

Título Original: I still love you
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance / infanto-juvenil
Ano: 2016
Comprar: AmazonLivraria Florence

Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários. Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam. Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois. (FONTE)

Oieeee, gente! Tudo bem?

'P.S. Ainda Amo Você' é o segundo volume da trilogia 'Para Todos os Garotos que já Amei', laçado pela Editora Intrínseca. O primeiro livro fez um sucesso estrondoso e hoje venho resenhar sua sequência, isso significa que relembraremos alguns fatos do volume anterior, caso não tenha lido o primeiro, talvez não seja a hora de ler essa resenha pois poderá conter SPOILER.


Nesta continuação acompanhamos Lara Jean depois que sua irmã enviou as cartas para todos os garotos que Lara amava secretamente, lidando com isso nossa protagonista se vê apaixonada por Peter, um romance de fachada que se torna oficial e agora é uma realidade para ambos personagens, nesse contexto acompanhamos muitas reviravoltas do casal.
Só sabemos que somos capazes de fazer uma coisa se perseverarmos.

'P.S. Ainda Amo Você' se inicia com a nossa personagem tentando solucionar pendências com Peter, problemas familiares, amizades e mais situações ligadas às cartas, só que no meio disso tudo surge John Ambrose, o garoto que não respondeu a carta de Lara, ela nem lembrava mais, porém Ambrose responde e balança o coração dessa menina, confesso que achei isso fofo, apesar de odiar triângulos amorosos.
As pessoas entram e saem da nossa vida. Durante uma época, são seu mundo; são tudo. E, um dia, não são mais. Não dá pra saber por quanto tempo vamos tê-las por perto.
Entre a resposta de Ambrose e o romance com Peter vemos uma Lara Jean tentando se autodescobrir, ampliar sua autoestima e lidar com os problemas da vida de adolescente. Lara inicia trabalho voluntário em uma casa de idosos, gostei muito disso, além de ser uma ótima influência para leitores (principalmente público infanto-juvenil), eu me diverti demais com os personagens, principalmente Stormy, uma senhora extraordinária e muito alegre que ensina várias lições a Jean, amei demais essa senhorinha fofa!


A leitura de 'P.S. Ainda Amo Você' é bem lenta em relação ao primeiro livro, pois continuamos acompanhando a vida da personagem, porém sem muitas surpresas e acontecimentos, então já vá sabendo que nesse segundo volume, nada de plot twist. Demorei um pouco para pegar o ritmo, mas depois que engrenei, fluiu perfeitamente. Recomendo que leiam tudo um seguido do outro, dessa forma evita essa quebra e até mesmo facilita na hora de perceber a história como um todo, a Editora Intrínseca já lançou os três, então, boa leitura!
Eu não acho que era o nosso tempo nesse caso. Eu acho que não é agora, também, mas um dia talvez ele vai ser.
Admito que o triângulo amoroso era uma questão para mim, porém me peguei achando fofo em diversos momentos, eu me apaixonei por Ambrose e por Peter, mas sempre meu coração foi de Peter (hahahaha)! Temos várias passagens de aquecer o coração onde Peter está sendo um verdadeiro cavalheiro, mas se preparem porque muitas outras passagens mostram Peter sendo nada agradável, ele me irritou, mas continuei gostando dele, pois não é só Kavinsky que ás vezes fica chatinho não, nossa Lara Jean mostrou muitas inseguranças em relação a personalidade e estética, mas eu até entendo, pois é uma adolescente, está descobrindo tudo ainda, então prepare-se para o amor e ódio com as ações desses dois!


Durante a leitura acompanhamos o crescimento pessoal de Lara, as peripécias de Kitty (oooo garotinha esperta), dos amigos de Covey e de toda sua família, gosto de livros que têm personagens secundários tão bem desenvolvidos. Jenny escreve de uma maneira muito fluída e muito envolvente, isso também se prolonga para o terceiro volume 'Agora e para sempre, Lara Jean', que também recomendo a leitura. A edição traz uma capa lindíssima, sou suspeita para falar, pois amo demais as capas dessa trilogia, e o legal é que a nova edição da Editora Intrínseca vem com uma jacket da capa do filme, que você pode optar por deixar ou tirar do livro.

Falando na adaptação de 'P.S. Ainda Amo Você' na Netflix, preciso dizer que é a coisa mais fofa do mundo! Sério amei demais o filme e ouso dizer que até mais que o livro, no entanto o legal mesmo é ler o livro e depois correr para a telinha!

E você , já leu 'P.S. Ainda Amo Você'?
Pretende ler? Já assistiu aio filme? 
Contaaaaaaaa tudo!

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NOTA

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

Jenny Han nasceu na Virgínia, Estados Unidos, e cursou mestrado em escrita criativa pela New School. Sabe fazer um brownie perfeito, é ótima em inventar apelidos e tem paixão por livros de receitas. Sua série de TV preferida é Buffy – a caça-vampiros. Mora no Brooklyn, em Nova York.

Autor: Isabela Freitas
Editora: Intrínseca
Páginas: 318
Ano: 2020
Gênero: Autoestima / Autorrealização (Psicologia) / Relação homem - mulher
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Sinopse: Muito antes de decidir desapegar, Isabela passou por poucas e boas. De férias da faculdade de Direito e longe dos amigos Pedro e Amanda, às vezes ela se envolve com alguém para se distrair, mas nenhum ficante faz seu coração bater mais forte. Dessa vez, é só um garoto do curso de inglês.
A única coisa que Isabela e Fábio compartilham são os beijos, e ela sabe que a história deles não tem muito futuro. A agitação da volta às aulas traz Gustavo Ferreira, que entra em sua vida de forma arrebatadora. Lindo e de uma tradicional família de Juiz de Fora (MG), ele a convida a embarcar em sentimentos totalmente novos.
Isabela parecia ter encontrado o garoto dos sonhos... até despertar para uma realidade bem diferente. O que começa como conto de fadas logo muda de figura, e ninguém imagina que por trás das declarações de amor de Gustavo nas redes sociais há uma garota que a cada dia perde mais o brilho, que se vê obrigada a medir cada gesto e já nem se reconhece mais.
Quarto livro da série que já vendeu 1,5 milhão de exemplares no Brasil, Não se humilha, não se passa antes dos acontecimentos narrados em Não se apega, não e vai agradar tanto os fãs da autora quanto os novos leitores. Com seu humor único e seu olhar otimista, Isabela Freitas traça os desafios de se amar diante de tudo que tenta nos aprisionar e explora temas importantes, como relacionamentos abusivos, protagonismo feminino, amor-próprio e amizade. (SKOOB)

Oi, genteeeee!
Tudo bem? Como vai a vida? Os planos, os amores?
Faz um tempinho que não nos falamos, né? Estava com muitas saudades!
Mas vamos ao que interessa porque vocês estão aqui para ler a resenha de hoje.

'Não se Humilha, Não' é um livro da, maravilhosa, Isabela de Freitas, publicado esse ano de 2020 pela também maravilhosa, Editora Intrínseca.

O livro faz parte de uma série chamada 'Não se apega, não' e, embora seja o quarto livro, a história se passa antes dos acontecimentos do primeiro e por isso pode ser lido antes dos outros.


Aqui temos Isabela no primeiro dia de aula de mais um ano letivo do seu curso de Direito com seus amigos inseparáveis, Pedro e Amanda, quando conhece Gustavo Ferreira.
Gustavo é o que podemos chamar de um pedaço de mau caminho (rsrsrs), o garoto é lindo e pertence a uma das famílias mais ricas de Juiz de Fora.

Já nas primeiras páginas percebemos que ele mostrou interesse pela protagonista, mas o relacionamento tem mesmo um início após um incidente em uma festa em que o moço acaba defendendo a Isa (Own, que cavalheiro). Porém com o passar da leitura veremos quem realmente é o nosso príncipe. 

De um relacionamento que parecia está em lua de mel á um relacionamento abusivo, juntos com a protagonista vamos ver como nada acontece repentinamente.
As palavras não valem de nada quando contradizem suas ações. - Página 250

Já li os livros anteriores da autora, exceto o 'Não se iluda, não', e sabia que a leitura seria boa, mas superou minhas expectativas, de todos acho este o mais profundo.
Não me levem a mau, os outros são muito bons, todavia o assunto abordado neste é tão importante e foi muito bem escrito.

Em alguns momentos eu conseguia perceber a Isabela, a escritora, falando comigo, usando a vida da sua protagonista para me dá um recado. Quem assiste seus vídeos no Youtube sabe do que estou falando (Recomendo assisti-la). Embora, nunca tenha passado por um relacionamento abusivo, me vi várias vezes vendo sinais que presenciei em relacionamentos de pessoas próximas a mim.
Porque o amor não machuca e nem deve ser usado como desculpa para machucar alguém... - Página 195

Na minha humilde opinião a Isabela Freitas se superou, o livro vem esclarecendo de uma forma fácil e simples os sinais tóxicos que deixamos passar ou diminuímos quando estamos em um relacionamento abusivo. Além de falar da importância de ter pessoas que nos amam e que nos ajudem a se levantar depois de tanta dor.
E tá tudo bem em se sentir uma bagunça... A vida é assim mesmo, ás vezes perdemos o controle de tudo e nada parece fazer sentido... Porém mantenha sempre as pessoas que gostam de você ao seu lado, porque elas vão te levantar mesmo quando tudo o que você deseja é continuar no chão. - Página 220
A editora Intrínseca sempre faz ótimos trabalhos em seus livros, a diagramação de 'Não se humilha, não' segue os das edições anteriores, está impecável. A obra é tão linda por fora quanto é por dentro.

Recomendo a leitura para todas as pessoas, mulheres, homens, jovens, adultos. Para aqueles que já sofreram em um relacionamento abusivo, aqueles que nunca estiveram em um e querem evitar pessoas assim ou para aqueles que querem ajudar alguém que esteja com alguém assim. Leiam!

Um forte abraço
Até a próxima!

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NOTA:  

Isabela Freitas, 29 anos, é autora dos best-sellers Não se apega, não, publicado em 2014, Não se iluda, não, de 2015, , de 2016, e Não se enrola, não que juntos venderam 1,5 milhões de exemplares. Sucesso nas redes sociais, a escritora mineira morou em São Paulo, no Rio de Janeiro e em 2019 retornou a Juiz de Fora, onde se dedica á maternidade e á literatura.