Título Original: A Vida não é Justa
Autor: Andréa Pachá
Editora: Intrínseca
Páginas: 224
Ano: 2019
Gênero: Contos Brasileiros
Comprar: Amazon; Americanas; Shoptime; Submarino
Sinopse: Nos quase vinte anos à frente de uma Vara de Família, Andréa Pachá — a partir da observação dos conflitos dos tribunais e da necessidade de compreender o fenômeno que levava os casais, muitas vezes, ao limite do ódio e da intolerância — resolveu contar histórias capazes de traduzir nossa dificuldade para lidar com o desamparo e com as frustrações. O resultado foi A vida não é justa, originalmente publicado em 2012, que, relançado agora pela Intrínseca, conta com nova capa e novo projeto gráfico, além de apresentação da autora contextualizando a obra.
Ao narrar casos de separações, guarda dos filhos, partilhas de bens, paternidade, histórias de amor, reencontros e desencontros, a obra explora situações em que é difícil definir o responsável: o que sentem os casais que testemunham, impotentes, o fim da pró pria relação; como partilhar os bens quando não há mais amor para ser dividido; é possível tentar mais uma vez depois que a confiança, antes tão firme, parece escorrer por entre os dedos? (SKOOB)

Oi, queridos leitores! Tudo bem com vocês?

Sempre gostei de livros que falam da vida de uma forma nua e crua, acho que leituras assim me mostram a realidade e me fazem ampliar meus horizontes. Foi por isso que me interessei por 'A Vida Não é Justa' da Andréa Pachá, publicado originalmente em 2012, mas que ganhou uma nova edição pela Editora Intrínseca em 2019.


Andréa é juíza e durante quase 20 anos trabalhando pela vara da família presenciou vários momentos importantes na vida daqueles que procuram a justiça para resolver seus dilemas pessoais.
Com contos que relatam momentos de tristeza, mas também de amor, alegria e, muitas vezes, de esperança a autora nos revela o que acontece nos bastidores dos tribunais e como a pessoa que ela era e a que se tornou estavam tão ligadas.
É claro que aquele comportamento não integrava meus deveres funcionais. No entanto, a magistratura era uma das muitas funções que eu exercia na vida, e é claro que todas as minhas virtudes e meus vícios transpareciam de alguma forma no exercício da profissão. - Página 166
Todos os contos do livro me tocaram de alguma forma, mas tive que escolher alguns para abordar com mais detalhes, portanto vamos aos escolhidos:

Em 'Fala quem Pode', temos um casal já maduro que passaram por dificuldades de saúde, traição e viu seu casamento desmoronar como um castelo de areia após a noticia de uma nova doença. Todavia aqui o que mais me tocou não foi a separação em si, mas como uma mãe com um buquê de rosas e palavras lindas, podem transformar um momento doloroso em esperança.

'Mais Vale Dois Pais na Mão', o jovem Emerson decide registrar o filho de uma amiga, pois o pai biológico sumiu, mas após alguns anos esse pai retorna e decidi tomar o lugar que é seu por direito. Aqui a frase pai é quem cria, faz todo sentido. Este conto me marcou, pois lembro claramente da história na série Segredos de Justiça, exibido pelo Fantástico na Rede Globo.

'Poderoso é Quem Resolve', aqui Andréa relata que muitas pessoas a procuram, orientados pela sua avó, para resolver pequenas burocracias como remédio para pressão, segunda via de certidão de casamento e até vaga em escola. Porém certo dia um pedido incomum aparece. Gosto de uma frase que ela cita nesse conto:
Normalmente, as demandas eram simples. Nada que um telefonema não resolvesse, desde que, claro, fosse eu a interlocutora. Cenário triste de um país no qual a burocracia lambe as botas do poder e oprime quem deveria atender. - Página 108
Faz sentido para você?

E por fim temos, 'Mas Eu Amo Aquele Homem'. Vítima de violência doméstica por anos, Marli decide abrir um processo após a briga tomar grandes proporções e ser presenciada por seus vizinhos, entretanto na data que definiria o divórcio e o distanciamento do lar, a mulher diz que o marido se arrependeu e que vão tentar outra vez.


A Intrínseca fez um trabalho fabuloso, a leitura não cansa e isso acontece pela excelente combinação da escrita de Andréa Pachá e da diagramação perfeita da editora. Esta é a minha primeira experiência com a autora e não vejo a hora de ler seus outros livros publicados.
A vida era experimentada no presente. Um dia de cada vez. - Página 175
São 36 contos que irão fazer surgir diversos sentimentos enquanto as páginas são passadas, mas que mesmo após viradas nos fazem refletir sobre como a vida dos outros, e até a nossa, é diferente daquilo que imaginamos. Cada pessoa que entrou pelas portas daquele tribunal possuem histórias muito mais complexas. A leitura me fez questionar: O que aconteceu após a sentença? A dor passou? Encontraram um novo amor? O amor surgiu? As magoas sararam? Não saberei, mas torço para que tenha dado tudo certo.

Até a próxima!

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!

NOTA: 

Andtéa Pachá é juíza. Foi conselheira do Conselho Nacional de Justiça, responsável pela criação do Cadastro Nacional de Adoção e pela implantação das Varras de Violência Doméstica em todo país. Antes da magistratura integrou um grupo de dramaturgia e foi produtora de teatro. É colunista do jornal O Globo e comentarista da rádio CBN. Além de A vida não é justa, originalmente publicado em 2012 e que deu origem a série Segredos de Justiça, do Fantástico, é autora de Velhos são os outros (2018), também publicado pela Intrínseca, e Segredos de Justiça (2014).

Título Original: Animal farm: a fairy story.
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 152
Ano: 2007
Gênero: Ficção / Literatura Inglesa
Comprar: Amazon; Americanas; Submarino

Sinopse: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, 'A Revolução dos Bichos' é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stalin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, a obra passou a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell repetiria o mesmo gesto anos mais tarde com seu outro romance 1984, finalizado-o às pressas à beira da morte para que o mesmo service de alerta ao ocidente sobre o horrores do totalitarismo comunista.
É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.  (SKOOB)

Publicado no Brasil pela editora Companhia das Letras, 'A Revolução dos Bichos' de George Orwell foi um daqueles livros que foram escritos para trazer questionamentos a sociedade da época, todavia até hoje nos faz pensar.


Em um certo dia na Granja do Solar o porco Marjor teve um sonho e queria contar para os outros o que sonhara. Após esperar o proprietário da granja, o Sr. Jones, dormir, todos os bichos se reuniram no celeiro. Major já era velho e falou aos animais do dia em que todos seriam livres e iguais, não viveriam mais para alimentar os humanos e serem descartados quando não mais servissem. Após três dias o porco morreu, mas as palavras ditas por ele deu aos bichos a esperança de que alcançariam no futuro a liberdade.

Acontece que o futuro estava mais próximo do que pensavam e após um acontecimento inesperado, os animais conquistaram a granja e mudaram seu nome para a Granja dos Bichos, pois agora todos seriam iguais, cada um trabalharia de acordo com a sua capacidade, se alimentariam melhor e viveriam para si mesmos, não teriam nenhum patrão, pelo menos é o que eles achavam.
Mesmo assim, não fora por aquilo que ela e todos os animais haviam esperado e trabalhado. Não fora para aquilo que haviam construído o moinho de vento e enfrentado as balas da espingarda de Jones. Tais eram seus pensamentos, embora não tivesse palavras para expressá-los. - Página 72

No livro a narração é em terceira pessoa, alguns animais são mais presentes do que outros, como o cavalo Sansão, a égua Quitéria, o burro Benjamim e os porcos Napoleão, Bola-de-Neve e Garganta.

Quando vamos avançando na leitura percebemos como o destino dos animais sutilmente vai mudando, é interessante como cada animal vai tendo uma perspectiva da situação, enquanto uns se dedicam mais ao trabalho, outros não sabem se quer o que estão fazendo. Qualquer semelhança com a realidade é mera "coincidência".

Mesmo tendo poucas páginas a todo momento várias coisas vão acontecendo, o escritor vai bombardeando o leitor com muitas informações e acontecimentos, ainda assim a leitura não é cansativa, mas bastante empolgante, sempre queremos mais.


Quando ouvi a primeira vez a resenha do livro, a pessoa falou que o final é muito triste. Gente, eu sou uma leitora que gosta de heróis e heroínas, de salvadores da pátria, porém ao finalizar a leitura fiquei "acorda, aqui é a realidade!".
"Se é o que diz o Camarada Napoleão, deve estar certo". E daí por diante adotou a máxima "Napoleão tem sempre razão", acrescentando-a ao seu lema particular "Trabalharei mais ainda". - Página 49
A experiência que tive com 'A Revolução dos Bichos' foi maravilhosa, espero ler mais do autor (já estou até providenciando), a diagramação é muito boa, o Posfácio de Christopher Hitchens abriu mais ainda minha mente, principalmente para compreender melhor a obra e as representações que os personagens possuem. Já os prefácios da primeira edição inglesa e da edição ucraniana do próprio autor, são uma forma de chegar mais perto do Orwell e ver ao livro por seus próprios olhos, isso na minha humilde opinião.

Em mundo em que a política vem sendo tão falada e abordada no nosso dia a dia, um livro como 'A Revolução dos Bichos' é extremamente necessário.

Tenham todos uma boa leitura!
Até mais!

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!
NOTA

OUTROS LIVROS DO AUTOR RESENHADOS NO BLOG:

 

George Orwell (Eric Arthur Blair) nasceu em Motihari, norte da Índia, em 1903. Filho de um funcionário da administração britânica do comércio ópio, estudou em colégios tradicionais na Inglaterra. Na década de 1920, foi agente da polícia colonial na Birmânia. Nas décadas seguintes, publicou diversos romances, ensaios e textos jornalísticos. é considerado um dos escritores mais importantes do século XX. Morreu em Londres, em 1950. 


Vamos então ao penúltimo post da nossa Semana Especial dos Clássicos Intrínseca, post do qual eu esperei a semana inteira para escrever, confesso (hahaha). É um compilado de quotes do livro 'A Menina que Roubava Livros', e se vocês gostarem tanto quanto eu estou gostando de escreve-lo, posso fazer um desse para outras obras também.
Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo. - Página 09
Como eu digo, o único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. - Página 10
Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei - do que os humanos são capazes. - Páginas 27
Ele apagou a luz, voltou e se sentou na cadeira. Na escuridão, Liesel manteve os olhos abertos. Estava vendo as palavras. - Página 62
Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade. - Página 76
Uma fogueira seria acesa. Um livro seria furtado. - Página 97
Ela ouviu o estômago do amigo roncar - e ele estava dando pão às pessoas. Seria isso a Alemanha? Seria essa a Alemanha nazista ? - Página 380
Tive vontade de dizer muitas coisas à roubadora de livros, sobre a beleza e a brutalidade. Mas que poderia dizer-lhe sobre essas coisas que ela já não soubesse? - Página 478
Os seres humanos me assombram. - Página 478
Espero que tenham gostado! Se você tiver algum outro quote favorito me conte qual é nos comentários. Volto amanhã com o último post da semana!

xoxo <3

Acompanhe o blog também através das redes sociais
TWITTER ♥ INSTAGRAM  FACEBOOK  YOUTUBE  TUMBLR


Estou de volta para mais um post da Semana Especial dos Clássicos Intrínseca, hoje vim falar dos personagens do livro 'A Menina que Roubava Livros', que por sinal são todos apaixonantes.

Nada mais justo do que começarmos com a nossa narradora: a Morte.
Confesso para vocês que até eu ler este livro, sempre encarei a morte como uma vilã terrível, mas hoje a vejo com outros olhos, afinal de contas a leitura deixa muito evidente que na maioria das vezes o próprio ser humano é o vilão quando o assunto é vida e morte.

Liesel Meminger é uma criança doce e inocente em meio as atrocidades de uma guerra. Eu nunca pensei que acharia bonito o ato de roubar, mas nesse caso aqui é algo extremamente emocionante. Essa garotinha foi a personagem que mais me arrancou lágrimas em toda a minha vida de leitora. Eu sofri junto com Liesel em cada uma de suas perdas, mas também me alegrei com o destino que a sua sede pelos livros lhe proporcionou. É com certeza uma personagem inspiradora.

Hans e Rosa Hubermann (os novos pais de Liesel) são personagens do qual é impossível falar separadamente. Como no ditado 'os opostos se atraem', ambos não poderiam ser mais diferentes e ao mesmo tempo mais parecidos um com o outro. Rosa com toda a sua casca grossa é a típica manteiga derretida por dentro, seu coração é tão bondoso como o de Hans, que transborda carinho no simples ato de manusear seu acordeão. Dois personagens que arriscam suas próprias vidas em compaixão ao próximo.

Rudy Steiner é o vizinho, melhor amigo e o namorado que Liesel nunca teve. É também conhecido por seus cabelos cor de limão, o garotinho corredor que idolatrava um atleta negro e em uma Alemanha tão preconceituosa acabava sendo repreendido por isso. A inocência desse personagem é tão branda como a de Liesel Meminger, foi extraordinário acompanhar essas duas crianças durante a leitura.

Max Vanderburg foi o segredo mais precioso de Liesel Meminger, um amigo incrível que ela precisou guardar a sete chaves. Ele também é um personagem que carrega toda uma pureza consigo. Como não estimar a coragem de alguém que sai em pleno um ataque aéreo para ter a oportunidade de ver, talvez até pela última vez, as estrelas?

Ah, que delicia relembrar cada um desses personagens inesquecíveis.

Quando eu escrevi pela primeira vez sobre 'A Menina que Roubava Livros' aqui no blog não tinha muita experiência, por isso voltar a falar deste livro está sendo uma experiência muito legal. Por mais tempo que passe eu nunca esquecerei da roubadora de livros, ou devo dizer Saumensch? Os jogos de futebol de Rudy, o garoto de cabelo cor de limão, Rosa e suas grosserias, Hans e seu acordeão. Eu criei uma familiaridade incrível com cada um desses personagens, é como fossem parte de minha família ou vizinhança. Obrigada Editora Intrínseca por me fazer recordar e escrever novamente de cada um deles.

xoxo <3

Acompanhe o blog também através das redes sociais
TWITTER ♥ INSTAGRAM  FACEBOOK  YOUTUBE  TUMBLR

Título Original: The Mistress
Autora: Danielle Steel
Editora: Record
Páginas: 280
Gênero: Ficção / Romance / Literatura Estrangeira
Ano: 2019
Comprar: Amazon; Submarino; Site da Editora; Shoptime; Americanas

Sinopse: A grande dama do romance está de volta com uma trama de riqueza e poder, onde o amor e a liberdade podem ser os desejos mais perigosos. A beleza de Natasha Leonova foi sua salvação. Resgatada das ruas de Moscou pelo bilionário russo Vladimir Stanislas, há anos ela vive sob sua proteção em um mundo de luxo, glamour e negócios escusos, dos quais ela nada sabe. A casa deles é o mundo. A bordo de um incrível iate, eles vão para onde querem. Mas, para fazer parte da vida de Vladimir, ela tem de aceitar suas regras: nada de filhos ou casamento. Em troca de segurança e conforto, ela é dele e de mais ninguém. Theo Luca é filho de um dos maiores artistas do século XX. Ele herdou do pai não só o talento para a pintura como também um valioso patrimônio. Ele e a mãe frequentemente expõem as obras de Lorenzo Luca no restaurante que a viúva mantém em homenagem ao falecido marido em uma comuna na França. Theo é muito dedicado ao trabalho e luta para ser reconhecido como um grande pintor; porém, um belo dia, ele comete um erro grave: apaixona-se pela amante de um dos homens mais poderosos do mundo. Mas o talentoso pintor é o retrato de um mundo novo, que abre os olhos de Natasha para uma realidade com a qual ela pensava que só poderia sonhar. (SKOOB)

Oi, gente! Tudo bem?
Publicado pela Editora Record, 'A Amante' da escritora Danielle Steel é um romance leve e ao mesmo tempo instigante.


Nathasa Leonova é acompanhante de luxo de um dos maiores investidores da Rússia e do mundo. A garota foi abandonada ainda pequena pela mãe e não sabe quem é seu pai. Em um momento difícil da sua vida a jovem aceita o pedido de Vladimir Stanislas para abandonar tudo e viver só para ele.

Em paralelo, conheceremos Theo Luca, filho de um dos maiores pintores do mundo, mas que vive uma vida pacata, embora tenha bastante dinheiro para esbanjar.

Nathasa é muito bonita, o livro deixa isso bem claro, e assim que Theo a conhece fica fascinado pela russa, é uma paixão avassaladora, todavia o romance é impossível porque ela vive "exilada". Porém o destino se encarrega de coloca-los um no caminho do outro.
Sabia que a única maneira de tirá-la da cabeça era pitando-a. Nem preparou o esboço antes de começar a pinta-lá em óleo. Não precisava. Ela estava gravada em sua memória. O jovem pintor podia ver o rosto de Natasha como se ela estivesse ali, diante dele. - Página 81
O Pintor não revela de imediato quem é, só quando sua primeira exposição acontece é que Nathasa descobre quem realmente é o rapaz.


Ao mesmo tempo que a estória de amor vai acontecendo conhecemos mais as pessoas que cercam o casal. Por exemplo a mãe do jovem pintor, Maylis, que não consegue esquecer o marido mesmo após anos de sua morte.

O final era o que esperava, mas ao mesmo tempo foi bem surpreendente. Não vou entrar muito em detalhes, pois qualquer coisa que eu escrever a mais pode tirar a surpresa que a obra proporciona ao leitor.
Estava prestes a ter a liberdade que vez ou outra se pegou desejando para fazer o que quisesse. Estava ganhando de volta a vida da qual  havia desistido quando aceitou ser amante de Vladimir. - Página 225
Foi a primeira vez que li algo da Danielle Steel e fiquei feliz com a escritora, estou curiosa para ler outras obras, principalmente porque 'A Amante' me tirou de uma ressaca literária.


O romance é leve, tirando a repentina paixão do pintor, as coisas vão fluindo, nada é de uma noite para a outra, o tempo não é exatamente com rapidez, ás vezes a narração acontece após um dia, uma semana e até meses. Narrado em terceira pessoa a leitura vai se alternando entre um personagem e outro. A diagramação é muito boa, possui letras grandes e as folhas são amareladas, a Editora Record fez um ótimo trabalho.

Essa é a minha dica de leitura de hoje, espero que tenham gostado da resenha e se algum de vocês já teve uma ressaca literária, me conta aqui qual o livro que te fez voltar a ler.

Um forte abraço!
Até mais!

COMPRE SEU EXEMPLAR COM UM DE NOSSOS LINKS E AJUDE O BLOG SEM PAGAR NADA A MAIS POR ISSO!!

NOTA

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

  

Danielle Steel é considerada a grande dama do romance. Dona de um estilo inconfundível e amada por uma legião de leitores em diversos países, seus livros já venderam 650 milhões de exemplares em todo o mundo, foram traduzidos para 43 idiomas e publicados em 69 países. Só no Brasil, a autora já vendeu mais de 2 milhões de exemplares. Seus vários best-sellers incluem Uma mulher livre, A duquesa, Reencontro em Paris, Um dia de cada vez, Um homem irresistível, O segredo de uma promessa, O anel de noivado, Vale a pena viver, Cinco dias em Paris, entre outros.