Título Original: A Revolução dos Bichos HQ
Autor: George Orwell; Odyr
Páginas: 176
Gênero: Ficção / HQ / Fábulas / Literatura Estrangeira
Editora: Quadrinhos na Cia
Ano: 2018
Comprar: Amazon, Submarino, Shoptime, Americanas

Sinopse: A obra-prima de George Orwell adaptada para os quadrinhos. Clássico moderno, A revolução dos bichos ganha vida e movimento no traço do gaúcho Odyr. Ao narrar a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos, a obra mostra como o conflito os leva a uma tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Odyr passou os últimos anos envolvido numa empreitada desafiadora: transformar em quadrinhos um dos maiores clássicos da literatura mundial, A revolução dos bichos. Em tinta acrílica, fazendo com que cada página se tornasse uma verdadeira obra de arte, Odyr deu forma à narrativa de George Orwell ― e a personagens antológicos como os porcos Napoleão e Bola-de-Neve. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945, essa breve narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. Mas não só. Mais de sessenta anos depois, A revolução dos bichos se tornou uma alegoria universal sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão de grandes ideias e projetos de revolução política. (SKOOB)


Oiiiiie, gente! Tudo bem?

Sabe aquele livro que você tem na estante, ouve todo mundo dizer que é maravilhoso, mas morre de medo de ler? Então, esse livro para mim é 'A Revolução dos Bichos'. Mas quando vi o lançamento da Editora Companhia das letras, 'A Revolução dos Bichos HQ', senti que era a minha hora de ter contato com essa obra. A edição da Quadrinhos na Cia traz a história original (porém sintetizada), escrita por George Orwell e ilustrada por Odyr, ilustrador gaúcho.



'A Revolução dos Bichos HQ' narra a história de animais que moram em uma fazenda, a fazenda Solar, na Inglaterra. Eles estão cansados de viverem como escravos de Jones, o proprietário da fazenda. Um dia, um porco ancião diz aos animais que eles não podem trabalhar tanto, diz aos animais que eles podem ser felizes, criar e procriar, além de viverem em harmonia, mas pra isso acontecer, teriam que se rebelar contra o homem, pois este sim era o principal inimigo.
Trabalhar dia e noite, de corpo e alma, para a derrubada do gênero humano. Esta é a mensagem que vos trago, camaradas: REBELIÃO! - Pág 17
Movidos pelo desejo de liberdade, os animais se rebelam e tomam conta da fazenda Solar, liderados pelo porco Major, eles fazem revolução após revolução e conquistam o tão sonhado "reino" dos animais felizes. Porém algumas atitudes dos líderes do movimento começam a desagradar, alguns princípios passam a serem ignorados, o que antes estava bem, agora não parece tão bem assim.

Todos os animais da Fazenda Solar agora eram liderados pelos porcos, que pregava a igualdade e a liberdade para todos, um ponto que me chamou muito a atenção foi que eles tinha algumas regras, princípios que o líder passou e que eles seguiram sem questionar. Os porcos pregam a igualdade entre os animais, mas eles por serem os cabeças do movimento, mostram-se superiores, ditam regras, mas não as seguem, são protegidos por cachorros bravos que fazem a segurança, além disso só eles sabem ler. Os princípios pregados eram bem generalizados, mas os animais com desejo de serem livres, não avaliaram muito bem os riscos:
O que andar sobre duas pernas é inimigo
O que quer que ande sobre quatro pernas ou tenha asas, é amigo
Na luta contra o homem, não devemos ser como ele.
Animal nenhum deve morar em casas, nem dormir em camas, nem usar roupas, nem beber álcool, nem fumar, nem comerciar...
Todos os hábitos do homem são maus - Pág 18


'A Revolução dos Bichos' é um livro que tem um cunho político muito forte, pois é uma referência à Guerra Fria, comunismo e também ao socialismo, a obra foi publicada em 1945, quando se iniciou a Segunda Guerra Mundial, e trouxe grandioso prestígio a George Orwell.

Um cenário que o mundo era dividido, de um lado o capitalismo e do outro o socialismo, duas ideias opostas e que agora (como até hoje) coexistiam em conflito. O Orwell se identificava mais com o socialismo, entretanto em sua obra mostra a igualdade como algo utópico, pois sempre há a sede pelo poder, alguns sempre querem sobressair sobre os outros, dessa forma não há igualdade para todos. Como dito na própria Revolução dos bichos "Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros.". Fiquei tão impressionada com o contexto e com o caráter atual, este é com certeza um livro atemporal.



Não sei explicar a genialidade desse quadrinho, pois é uma fábula bem contextualizada, escrita com um certo tom de ironia, mostrando em animais as atitudes humanas. George mostra como o poder modifica as pessoas, deixa claro que muitos (ou todos hahaha) conseguem ludibriar as pessoas em volta pensando somente em seu bel prazer. Claro que na obra isso é referente à política, faz duras críticas a um regime autoritário.



Eu me envolvi muito com a narrativa, torci para que os animais percebessem que a liberdade que eles almejavam estava muito ameaçada, li muito rápido, pois a edição da Quadrinhos na Cia é leve, direta e com aquele tom gostoso que uma boa fábula tem, apesar de que os assuntos tratados não eram nada leves. A edição possui desenhos (ilustrada por Odyr) maravilhosos, usando tinta acrílica o ilustrador faz com que cada página seja uma verdadeira obra de arte, amei muito as ilustrações!



O desfecho da obra me impactou muito, fiquei com o coração partido e ao mesmo tempo pensado como isso tem acontecido no mundo inteiro ainda hoje e provavelmente se repetirá enquanto o mundo existir. Esse livro me tirou da zona de conforto, me fez pesquisar sobre a Guerra Fria, Karl Marx e Stalin, pois os personagens do livro são inspirados também neles e em seus ideais. Já estou louca para ler o livro original, pois agora compreendo porque todo mundo fala tão bem de 'A Revolução dos Bichos', uma obra universal!

Livro escrito pelo Geoge Orwell:



Ilustrado por Odyr:

Eric Arthur Blair foi um jornalista, ensaísta e romancista britânico, que escreveu sob o pseudônimo George Orwell. Sua escrita é marcada por descrições concisas de eventos e condições sociais e o desprezo por todos os tipos de autoridade. É mais conhecido por suas duas obras maiores, Nineteen Eighty-Four, crítica ao autoritarismo, e Animal Farm, uma sátira ao stalinismo.

Titulo Original: O Tipo Certo de Garota Errada
Autora: A. C. Meyer
Série: As Garotas #01
Editora: Galera Record
Páginas: 280
Ano: 2018
Gênero: Ficção / Literatura Brasileira / Romance
Comprar: Amazon, Submarino, Americanas, Shoptime

Sinopse: Divertida e cheia de referências musicais, a nova história de amor de A.C. Meyer é a companhia perfeita para quem está vivenciando os primeiros desafios da vida adulta. Escolher uma profissão, ajustar a relação com a família, sair da casa dos pais, faculdade, descobrir talentos pessoais, aprender a se relacionar. Ufa! O início da vida adulta não é nada fácil. Principalmente se você não é exatamente aquele tipo certo de garota. Aquele que frequenta todas as aulas da faculdade que o pai escolheu e sabe o que quer. O orgulho do papai e da mamãe. Aquele tipo de garota com o cabelo perfeito e hábitos saudáveis. Malu não é nada disso. Por outro lado, ela vive plenamente, como se cada dia fosse o último, e nada parece abalar sua coragem e determinação. Em meio a um problemático relacionamento com os pais, ela começa a faculdade de Direito a contragosto e lá conhece Rafael. Rafa está terminando o curso e os dois se tornam inseparáveis. Mas é só amizade. Até outro sentimento começar a falar mais alto. Com a atração se tornando incontrolável Malu e Rafa se permitem viver uma relação sem compromissos: livre, mas ao mesmo tempo intensa e apaixonada. Até que o destino os coloca diante de uma armadilha cruel. Pode o amor ser mais forte que o medo de amar? (SKOOB)

'O Tipo Certo de Garota Errada' é o primeiro livro da série 'As Garotas', escrito pela autora nacional A. C. Meyer, e publicado pela Editora Galera Record. O livro nos alertas para um tema importantíssimo que é a doação de medula e ainda faz o leitor se apaixonar por uma das mais lindas estórias de amor já vivida entre amigos.


Malu é a tipica ovelha negra da família, gosta de fumar, pintar os cabelos de colorido e colecionar as mais diferentes tatuagens pelo corpo. Ela também acaba de entrar para a faculdade de direito, uma vez que seu pai é juiz e criou os filhos para seguir o mesmo caminho que ele. Mas na verdade, Malu já nasceu com alma de artista, ela tem um belíssimo dom para pintura e está extremamente infeliz no curso que seu pai escolheu.
Mas sempre fui a ovelha negra, aquela que tinha os cabelos coloridos e gostava de chocar. Que fuma, bebe, fala palavrão e gosta de curtir as coisas boas da vida. O tipo certo de garota errada.
Foi no primeiro dia do curso de direito que Malu conheceu Rafa, desde então os dois vivem uma amizade linda e sincera, do tipo que você sabe que pode contar independente da situação. É com o incentivo dele que Malu decide trocar o seu curso pelo de artes, isso faz com que a distancia que existe entre ela e seus pais aumente ainda mais. O juiz é um homem severo e manda a filha ficar por sua própria sorte a partir da troca dos cursos, mas com a ajuda de seu melhor amigo, nossa protagonista é descoberta pela dona de uma galeria de artes, logo, com a venda de seus quadros, Malu passa a se sustentar sozinha.

Tanto Malu como Rafa são duas pobres almas que desacreditam no amor, as lições que eles tiraram de dentro de suas próprias casas os fazem reprimir qualquer sinal que eles possam ter desse sentimento . É por conta disso que ambos não se dão conta do quão apaixonados estão um pelo outro. Até que fica impossível conviver juntos sem se entregar a uma amizade colorida. No entanto, um golpe do destino irá transformar definitivamente a vida desses dois.


Mesmo tendo outros livros da autora na minha estante, esse foi o meu primeiro contato com a escrita de A. C. Meyer, e posso dizer que estou encantada com sua narração fluida e ao mesmo tempo revoltada por não ter lido ainda suas outras obras que tenho aqui em casa.

Nesse enredo acompanhamos nossos protagonistas desde muito jovens e vemos como a amizade entre eles fica ainda mais linda e forte com o passar do tempo. O respeito que existe na relação de amizade 'homem x mulher' entre Malu e Rafa é admirável, e ver os dois tão apaixonados, mas reprimindo esse sentimento por conta dos relacionamentos de seus pais, foi algo angustiante para mim.


O medo de se entregar ao amor é capaz de arruinar muitos finais felizes, principalmente porque a vida não nos da garantia de nada, então eu super recomendo essa leitura para os apaixonados de plantão. 'O Tipo Certo de Garota Errada' nos faz querer viver a vida de forma intensa e sem desperdiçar oportunidades. Eu com certeza acabei de colocar mais um nome na minha lista de autores nacionais favoritos.


Envolvente e inspiradora são palavras que definem a leitura de 'O Tipo Certo de Garota Errada', a obra nos alerta para a importância da doação de medula, o que consequentemente também me despertou para a importância da doação de sangue, plaquetas e órgãos. Doação é um ato de solidariedade com o próximo, e nós nunca sabemos quando um de nós ou das pessoas ao nosso redor poderá estar no lugar do 'próximo'.


NOTA: 

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

  Louca Por Você

A.C. Meyer mora no Rio de Janeiro e é viciada em livros. Mesclando diversão e romance, atinge o tom das comédias românticas que encantam do começo ao fim. Sua série After Dark é um enorme sucesso entre as leitoras.                                                                                            

Título Original: Sob a Luz da Escuridão

Autor: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus Editora
Ano: 2018
Páginas: 336
Gênero: Fantasia, Ficção, Romance, Literatura Nacional
Comprar: Amazon
Sinopse: O mundo não está a salvo dos humanos. Da autora de O Garoto do Cachecol Vermelho. Guerras e destruição, causadas pela ganância de um homem, quase levaram a raça humana à extinção. Com a radiação das bombas nucleares, o DNA humano sofreu mutações e uma nova espécie surgiu: os metacromos, seres especiais, com poderes extraordinários. Em meio ao caos de um mundo pós-apocalíptico, Lollipop e Jazz são resgatadas do instituto onde eram mantidas prisioneiras. Com as memórias apagadas, elas não sabem por que estavam ali nem quem as libertou. E, enquanto buscam respostas sobre suas origens, só lhes resta lutar pela sobrevivência. Evan, um vampiro milenar, lidera com mãos de ferro uma das mais poderosas áreas do planeta. Mas quando, por obra do destino, ele reencontra a mulher que pensou estar morta há décadas, tudo desmorona e ele é obrigado a enfrentar o passado. Ana Beatriz Brandão apresenta um mundo totalmente novo ao leitor em Sob a Luz da Escuridão. A raça humana não é mais a mesma, novas espécies foram criadas e agora é cada um por si. Uma história eletrizante, cheia de ação, tensão e romance, que vai provocar fortes emoções no leitor. Prepare-se e escolha seu lado nessa guerra: você é um metacromo ou um Deles? (SKOOB)

'Sob a Luz da Escuridão' é o primeiro livro da nova série de distopia da autora Ana Beatriz Brandão publicado pela Editora Verus agora em 2018. Em um mundo pós apocalíptico, aonde se luta para sobreviver todos os dias, vai se passar uma das melhores estórias de distopia que já li, um romance que atravessa os tempos e com certeza a melhor distopia que li no ano.


Após o mundo que nós conhecemos ir a ruínas pela ganancia de um homem, anos se passaram até nós conhecermos a protagonista Lollipop, na verdade ela não lembra seu nome, acordou em um prédio inteiramente branco completamente sem memória, e enquanto corria pela rua tentando escapar do laboratório onde ficou presa por anos, um homem desconhecido lhe ofereceu ajuda. Chris a leva para onde ele o chama de lar, lá nossa protagonista, Chris e Jazz treinam incansavelmente para o dia em que terão que se defender, considerando o caos e a violência que dominaram as ruas.

Dias depois de chegar na casa de Chris, Lolli descobre que tem poderes de telecinese e por isso foi capturada e mantida presa naquele prédio. Jazz também tem poderes, ela controla e cria o fogo, mas aqueles que possuem poderes são caçados por um grupo de pessoas que pretendem recriar o poder nos humanos, já que tais poderes são frutos de uma mutação genética causada pela radiação.

Quando eles pensam que estão seguros, o lar é atacado e Chris decide ficar para trás e assim atrasar os intrusos, dessa forma daria uma chance para as garotas sobreviverem, o que faz Lolli e Jazz saírem sem rumo tentando se proteger de todos que as atacavam, e com um peso no coração de terem deixado Chris para trás, mesmo sabendo que não adiantaria nada terem forçado ele à acompanha-las.
Quanto mais longe do nosso lar, mais segura me sentia. E mais triste também.
Como o esperado de duas adolescentes, elas não conseguem se proteger por muito tempo e logo são capturadas e levadas ao líder de uma comunidade, e para a surpresa de Lolli, ele a conhece de uma longa data e tem respostas sobre seu passado, conhece o auge de seu poder, e apenas ele pode ajuda-la a responder diversas perguntas que a perturbam diariamente.

Dai por diante acompanhamos o crescimento de Lolli e de Jazz, o amadurecimento e o treinamento que levam ambas a terem o controle sobre seus poderes. Vamos acompanhar também um romance intenso, fantasmas do passado, e principalmente, eles devem fugir 'Deles'.


Com uma escrita extremamente envolvente de pontos de vistas intercalados entre os personagens principais, Ana Beatriz Brandão trouxe uma estória original na distopia que me surpreendeu e me envolveu. Basicamente teve a receitinha de bolo que me faz amar qualquer estória, teve um mistério, uma aventura, um amor, segredos e muita ação!
Os covardes morrem várias vezes antes da morte, mas o corajoso experimenta a morte apenas uma vez.
Quando eu vi a Editora Verus anunciando esse lançamento nas redes sociais eu pirei para ler, a sinopse me prendeu e sinceramente, não me decepcionei nem um pouco. Demorei para me apegar aos personagens, mas nada que não tenha mudado até a página 100. Também teve algumas reviravoltas que me deixaram de queixo caído, completamente chocada e isto me fez devorar o livro cada vez mais rápido.

Sobre as personagens é possível notar claramente um crescimento/evolução em Lolli e Jazz, o amadurecimento delas foi algo muito notável ao longo da leitura, afinal tive a sensação que o livro se passa durante uns dois anos. Elas foram extremamente bem desenvolvidas, ainda tenho minhas perguntas sobre a Jazz, mas espero obter as respostas nos próximos livros.

Devo dizer também que essa edição está maravilhosa, essa capa foi a primeira coisa que me atraiu para fazer a leitura, a diagramação é a mesma dos outros livros da editora, com um detalhe diferente no inicio de cada capitulo e que também indica quem irá narrar a próxima parte. O livro também é dividido em duas partes, a primeira se chama 'Genesis', a segunda é o 'Apocalipse' então já da para ter alguma ideia de como é o desenvolvimento né?

Com um final extremamente chocante, eu (Ágata) estou desesperada pela continuação, preciso muito saber o que vem a seguir, preciso de respostas, alguém ai sabe quando vem a continuação? (Hahahahaha).

Livro super indicado para amantes de distopia, com um toque de romance, um pouquinho de violência (rs), segredos, pessoas com mutações genéticas e vampiros. Claramente essa mistura é a perfeita para me fazer favoritar este livro!

 Espero que tenham gostado <3



NOTA: 

Viver em um mundo cercado de magia - esse sempre foi o sonho de Ana Beatriz Brandão. Ela descobriu que era possível tornar isso realidade através da leitura quando conheceu O Pequeno Príncipe, aos cinco anos de idade. Targaryen, potterhead, narniada, semideusa e tributo, Ana vive muitas aventuras todos os dias. Aos treze anos, descobriu que contar histórias era sua paixão e desde então escreveu diversos livros, entre eles A garota das sapatilhas brancas, O garoto do cachecol vermelho, Sombra de um anjo e Caçadores de Almas. Seu maior sonho é poder continuar contando suas histórias para todos aqueles que, como ela, acreditam que os livros são a melhor forma de tocar o coração das pessoas e mudar suas vidas.

Título Original: Hero at the fall
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Editora Seguinte

Série: Rebel of The Sands #03
Páginas: 384
Ano: 2018
Gênero: Ficção / Fantasia / Literatura Estrangeira / Romance
Comprar: Amazon



Sinopse: No último volume da trilogia A Rebelde do Deserto, Amani vai se deparar com a escolha mais difícil que já teve que fazer: entre si mesma e seu país. Quando a atiradora Amani Al-Hiza escapou da cidadezinha em que morava, jamais imaginava se envolver numa rebelião, muito menos ter de comandá-la. Depois que o cruel sultão de Miraji capturou as principais lideranças da revolta, a garota se vê obrigada a tomar as rédeas da situação e seguir até Eremot, uma cidade que não existe em nenhum mapa, apenas nas lendas — e onde seus amigos estariam aprisionados.
Armada com sua pistola, sua inteligência e seus poderes, ela vai atravessar as areias impiedosas para concluir essa missão de resgate, acompanhada do que restou da rebelião. Enquanto assiste àqueles que ama perderem a vida para soldados inimigos e criaturas do deserto, Amani se pergunta se pode ser a líder de que precisam ou se está conduzindo todos para a morte certa. (SKOOB)

'A Heroína da Alvorada' é o terceiro livro da série 'A Rebelde do Deserto', por tanto essa resenha pode conter SPOILER para quem não leu os livros anteriores.


Amani é uma peça chave na revolução contra o Sultão, por isso os rebeldes tem um plano para resgata-la. Acontece que o plano não ocorre como o esperado e uma confusão se instaura no harém. Com um Djinni aprisionado o Sultão criou um exercito de abdal que é praticamente impossível de ser derrotado, e utilizando ele, o Sultão consegue não só refrear a invasão em seu palácio, como também a morte de muitos aliados da revolução, e entre eles, o Príncipe Rebelde.

Com a morte de Príncipe Rebelde, o movimento contra o Sultão começa a enfraquecer, mas Amani e Jin estão determinados a seguir em frente, e libertar os outros aliados que foram presos. No entanto, muito cedo, Amani percebe que a pessoa que morreu e todos acreditavam ser o Amahed, o Príncipe Rebelde, era na verdade um outro membro do grupo que se disfarçou, e isso dá mais forças aos remanescentes para continuarem a lutar.

Em meio a novas estratégias e planos, Amani vê algo que nunca quis se tornar realidade, de repente ela se vê como líder do movimento rebelde, tendo que tomar decisões que vão afetar não só a vida de seus aliados, como a de toda a população do deserto também. E uma dessas várias decisões a leva de volta a Vila da Poeira, e nessa jornada que mistura seu passado e presente, ela vai descobrir muitos segredos, mas principalmente aqueles relacionados a sua origem e ao seu pai Djinni.

Amni realmente conduzirá o povo do deserto a uma nova alvorada? O que falará mais alto, o seu senso de justiça ou o egoísmo na tentativa de salvar aqueles que ela ama?


Finalizando a leitura desse livro eu posso dizer com certeza que essa trilogia é de longe uma das minhas fantasias favoritas. Apesar de no inicio da leitura desse terceiro livro, eu ter demorado um pouco pra me envolver na trama, do meio pro final eu praticamente devorei a história, e a autora não poderia ter escrito um final mais perfeito do que o que ela escreveu.

Com um domínio incrível da sua escrita, Alwyn Hamilton nos conduz por uma narrativa envolvente e muito bem amarrada, todas as histórias iniciadas ao longo dos dois primeiros livros são finalizadas nesse ultimo volume, não deixando assim furo na história.
- Você está errada. Não estou com você pelo que se tornou. Me apaixonei por você quando eu estava sangrando embaixo de um balcão nos confins do deserto e você salvou minha vida. Numa época em que nós dois éramos diferentes de quem somos hoje.
Mais uma vez preciso ressaltar o maravilhoso trabalho da autora em trazer elementos de uma cultura que foge do eixo Norte Americano/Europa que estamos tão acostumados. A riqueza e a quantidade de detalhes que ela trás pra trama leva o livro a um outro patamar.


A trilogia 'Rebelde do Deserto' é com certeza uma trilogia que eu recomendo a todos, tanto aqueles que amam fantasias, como aqueles que tem curiosidade e desejam se aventurar nesse universo.


NOTA: 


OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:


 
Alwyn Hamilton nasceu em Toronto e passou a infância saltando entre Europa e o Canadá até seus pais se estabelecerem na França. Ela cresceu em uma pequena cidade de lá, o que poderia obrigá-la a colocar aleatoriamente bem alto a música de abertura de A Bela e a Fera se não fosse por seu tom de surdez. Ao invés ela tentou ler e escrever o seu caminho para novos lugares e desenvolveu uma fraqueza por fantasia e heroínas se vestindo com roupas de homens. Ela deixou a França e foi para a Universidade de Cambridge para estudar História da Arte na King's College, e depois foi para Londres, onde ela foi contratada em uma casa de leilões. Ela tem um mau hábito de adquirir mais livros de capa dura do que é inteligente para alguém que se move casa com tanta frequência

Título Original: Hate List
Autor: Jennifer Bronw 
Páginas: 272
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance/ Ficção/ Jovem Adulto 
Editora: Gutenberg
Ano: 2012
Comprar: Amazon 

Sinopse: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A Lista Negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão. (SKOOB)

'A Lista Negra', da escritora Jennifer Brown, lançado em 2012 pela Editora Gutenberg é um livro contado em primeira pessoa por Valerie, possui dois tempos narrativos, tempo psicológico, alternando em passado e presente.

No passado conhecemos Valerie e seu namorado Nick, eles eram muito cúmplices e sofriam muito por conta do bullying que enfrentavam na escola de ensino médio que estudavam. Depois estamos frente à Valerie, numa cama de hospital, ela levou um tiro de seu namorado Nick.
É bom que temos um ao outro - disse ele. - É tipo, sabe, mesmo que o mundo inteiro odeie você, ainda tem alguém com quem contar. Só nós dois contra o mundo todo. Só nós. - Pág 37 
Valerie foi atingida por um tiro, pois Nick chegou à escola matando várias pessoas, todas escolhidas previamente, mas ao atingir Valerie, ele pensa que a matou. Uma tragédia que começou com uma brincadeira entre o casal, Valerie e Nick escreviam uma lista com nomes de pessoas que os irritavam, pessoas que eram cruéis com eles, que faziam bullying, entretanto Valerie nunca pensou que a "lista negra" era levada tão a sério pelo seu namorado, visto que ele eliminou um por um, seguindo o escrito.


Valerie sofre a perda do namorado e depois de um tempo no hospital, ela precisa voltar a ter uma vida social, mas ela não deseja regressar à escola, pois sabe que as pessoas jamais perdoarão o que aconteceu, eles sabem que Valerie ajudou a fazer a lista que tirou a vida de muitas pessoas e isso não parece ser algo que os "amigos de escola" pretendem esquecer tão cedo, muitos morreram no fatídico dia, mas agora nossa protagonista reverá os que sobreviveram e isso não será fácil.
(...) aquele mundo de sonhos simplesmente sumiu. Na verdade nunca existiu. - Pág 108

Jennifer Brown tem uma escrita leve e muita fluída, apesar do livro ter uma temática bem pesada o leitor não percebe devido a forma fácil como tudo é descrito. A diagramação é muito boa, páginas amareladas, letra de um tamanho agradável, porém o que mais me encanta nessa edição é a capa que tem uma textura em algumas partes, a mistura de cores e os desenhos que aparecem são muito coerentes com o enredo da trama. Arrisco dizer que a capa desse livro está entre as minhas preferidas!


'A Lista Negra' é um livro principalmente sobre bullying, sobre sofrimento de ambos os lados, tanto do agressor quanto do agredido. A personagem principal mostra como todos saíram machucados pelo ódio, Valerie é muito introvertida, ao longo da história a vemos indo ao psicólogo, a mãe dela é extremamente cuidadosa, pois se culpa por sua filha ter participado desse massacre, o cuidado é tão excessivo que a menina se sente sufocada. Gostei do fato de que a autora explora bem a vida dos personagens, eles não são somente mostrados na escola, são seres completos e com uma vida que vai além do que faziam no colégio, isso ajuda muito a entender a realidade de cada um deles.
... às vezes, todos temos de ser vencedores. Mas o que ele não entendeu foi que todos temos também de ser perdedores. Porque não se consegue uma coisa sem a outra. - Pág 264 
Um ponto relevante é a relação familiar de Valerie e Nick, eles sofriam na escola, eram perseguidos por serem diferentes (estilo pessoal e aparência física) e ainda sofriam em casa por problemas familiares, Valerie sofre com os pais separados que não se suportam, cada dia é um tormento e Nick também tem uma história complicada, não aprofundarei, pois acho que o leitor deve descobrir no decorrer da leitura o lado da história desse menino que acabou matando tantas pessoas, foi um ponto interessante para mim, não quero estragar a emoção e os questionamentos do leitor quanto ao que acontecia com Nick, o por que ele decidiu ser autor de um massacre na escola e se ele era um delinquente como todos diziam.
Seu papel não era mais me proteger do resto do mundo. Seu papel agora era proteger o resto do mundo de mim. E isso era injusto demais. - Pág 145
A lista negra é um livro intenso, necessário e pertinente a tudo que estamos vivendo hoje na sociedade, um alerta a quem pratica e a quem sofre bullying, um pedido de socorro para as escolas e familiares. Esse livro me tirou da zona de conforto, foi difícil tentar entender os motivos de Nick, foi  pior ainda ver o ódio que Valerie recebia após sobreviver... Cada página, um nó na garganta.


Eu sou professora (de Redação e gramática  ) e ao terminar a leitura de 'A Lista Negra' fiquei impactada e logo decidi que iria ler com meus alunos do ensino médio, pois a história de Valerie se passa numa escola como tantas outras que enfrentam o bullying todos os dias.


Lemos o livro e eles se interessaram bastante, visto que a narrativa de Valerie é bem perto da realidade de adolescentes. 'A Lista Negra' não é um livro para ser esquecido, é um livro para que todos leiam e tenham empatia pelo seu próximo.


Esse é o tipo de livro que não interessa só a professores e alunos, é um livro muito real e que mostra que todos são responsáveis pelo bullying e que ele pode sim ser combatido. Se você é professor, uma dica muito boa é ler com seus alunos, se é aluno, indique para sua escola. Ninguém é o mesmo depois de acompanhar o sofrimento de Valerie e todo seu ressentimento, uma narrativa com personagens destruídos pela intolerância, por favor leia.


E você já leu A lista Negra?
Pretende ler?
Coooonta tudo!
Beijos e até breve!


NOTA: 

OUTROS LIVROS DA AUTORA RESENHADOS NO BLOG:

 
Jennifer Brown nasceu em Kansas, passou boa parte de sua vida no subúrbio, mas também morou em Nova Jersey, mesmo assim se considera totalmente uma garota do centro-oeste rural dos Estados Unidos. Ela diz que teve muitos amigos imaginários, o que pode ser bom, porque teve que se mudar muito e o conviver com amigos reais era difícil. Ela se formou em Psicologia e conseguiu alguns trabalhos de Recursos Humanos, mas não demorou muito para ela perceber que essa não seria sua profissão. O que é inusitado é que Jennifer apesar de ter escrito um livro tão intenso como A Lista Negra, na verdade ela escrevia colunas de humor para um jornal. Inclusive ganhou dois Erma Bombeck Global Humor Award (2005, 2006), mas deixou de ser colunista e agora se dedica em tempo integral para os livros jovem-adulto.