Título Original: Time Out Of Joint
Autor: Philip K Dick
Páginas: 272
Gênero: Ficção Científica
Editora: Suma
Comprar: Amazon

Sinopse: Um romance impressionante de um dos maiores nomes da ficção científica. Philip K. Dick faz o leitor duvidar do real e se perguntar a todo momento até que ponto a paranoia é justificada. Com edição especial em capa dura e projeto gráfico arrojado, uma obra inédita de Philip K. Dick chega ao Brasil, trazendo um retrato único da construção do medo, da desconfiança e da própria realidade. Ragle Gumm tem um trabalho bastante peculiar: ele sempre acerta a resposta para um concurso diário do jornal local. E quando ele não está consultando seus gráficos e tabelas para o trabalho, ele aproveita a vida tranquila em uma pequena cidade americana em 1959. Pelo menos, é isso que ele acha. Mas coisas estranhas começam a acontecer. Primeiro, Ragle encontra uma lista telefônica e todos os números parecem ter sido desconectados. Depois, uma revista sobre famosos traz na capa uma mulher belíssima que ele nunca tinha visto antes, Marilyn Monroe. E para piorar, objetos do dia a dia começam a desaparecer e são substituídos por pedaços de papel com palavras escritas, como “vaso de flores” e “barraca de refrigerante”. A única alternativa que Ragle encontra para descobrir o que está acontecendo é fugir da cidade e de todos esses acontecimentos bizarros, contudo, nem a fuga nem a descoberta serão tão fáceis quanto ele imaginava. “Maravilhoso, terrivelmente divertido, ainda mais se você já considerou a possibilidade do mundo ser um universo fictício construído somente para impedir que você descubra quem realmente é. Uma possibilidade bastante plausível, claro.” — Rolling Stone (SKOOB)

'O Tempo Desconjuntado' se passa no ano de 1959 em um período de muita tensão que foi a guerra fria e toda a estória é ambientada nesse clima, o que de cara deixa o leitor impactado. Uma das primeiras observações que gostaria de realizar a respeito da obra é que se você está interessado em conhecer Philip K Dick e sua escrita, irá precisar saber separar o que é real e o que é fictício, pois este livro foi escrito com intuito de lhe confundir e muito.


Reagle Gumm é um homem peculiar e possui uma rotina bem monótona, apesar de levar uma vida sem muitos desafios ele tem algo intrigante em seu dia a dia, está sempre pesquisando e buscando respostas para um concurso diário, do jornal local.

É através dessas pesquisas sem fim que Reagle lucra algum dinheiro e sobrevive diante do que parece ser uma crise econômica que atinge a cidade onde mora. Entretanto, coisas estranhas começam acontecer e claramente nosso protagonista com instinto investigativo que já possui começará a buscar respostas para tais acontecimentos, esses ocorridos faz com que Reagle duvide da própria sanidade e o faz refletir sobre o mundo em que tem vivido.


Confesso que a leitura de forma geral não chegou a me cativar de fato, diferente de tudo que já li, o autor muitas vezes tornou os capítulos confusos e de difícil interpretação, os acontecimentos sucessivos vividos por Reagle - protagonista desta obra - em muitas vezes foi pouco interessante. Além disso, uma ficção científica é sempre um desafio para mim como leitora e com 'O Tempo Desconjuntado' não foi diferente.

Ainda sim a obra possui boas características, uma delas é a criatividade trabalhada de forma espetacular por Philip K Dick, que mesmo não compondo sua história com acontecimentos marcantes entregou sua proposta através de uma realidade inventada, acredito que para época em que o livro foi escrito deve ter sido de forma diferenciada algo interessante de se ler e acompanhar.


Sobre a edição deste livro, sem dúvida é belíssima, em capa dura, cores fortes e vibrantes, o que me agradou muito quando a vi. Todas as ilustrações são peças fundamentais para o conteúdo do livro em si, e o título é simplesmente direto e ligado a estória, o que gostei muito também. A Editora Suma teve muito cuidado e capricho em publicar um livro tão peculiar de uma forma tão bonita.

Acredito que essa foi uma boa oportunidade para eu conhecer um pouco da escrita do autor, e mesmo que não tenha morrido de amores pela obra, devido a seus clichês, daria uma outra oportunidade a PKD sem sombra de dúvidas, pois admirei muito a sua criatividade.

Concordo que o lado negativo das minhas impressões sobre 'O Tempo Desconjuntado', deve-se principalmente ao fato de eu ter me arriscado saindo da minha zona de conforto e apostado em um gênero que não tenho muitas experiências, entretanto sei que muitos leitores que gostam de ficção cientifica e estão habituados com a temática irão apreciar o livro.  

Espero muito que tenham gostado da minha sincera opinião e que os apreciadores do autor se sintam convidados a ler mais um de seus trabalhos, que eu volto a falar: está com uma edição belíssima!!


NOTA:

Um grande beijo e até a próxima!

Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura.

Título Original: A Educação dos Sentidos
Autor: Rubem Alves
Páginas: 136
Gênero: Literatura Brasileira/ Crônicas / Educação
Editora: Planeta
Ano: 2018
Comprar: Amazon

Sinopse: Nossos sentidos – visão, audição, olfato, tato, gosto – são todos órgãos de fazer amor com o mundo, de ter prazer nele.”E qual seria a tarefa primordial da educação senão levar-nos a aprender a amar, a sonhar, a fazer nossos próprios caminhos, a descobrir novas formas de ver, de ouvir, de sentir, de perceber, a ousar pensar diferente... a sermos cada vez mais nós mesmos, aceitando o desafio do novo?Essa é a filosofia de Rubem Alves, escritor poeta que, recorrendo a imagens surpreendentes e significativas, presenteia-nos com este inspirado livro, A educação dos sentidos. Lendo-o, podemos mergulhar não só nas reflexões em torno dos sentidos, mas também da leitura, da arte, da educação, do ensino, do vestibular, da brincadeira criativa, dos desafios que a vida nos apresenta. E podemos experimentar a alegria que brota das novas descobertas.Comovente, terno, espirituoso, poético, belo, crítico e desafiador, este clássico de Rubem Alves surpreende por sua leveza e, ao mesmo tempo, profundidade, o que só vem enriquecer a experiência do leitor. (SKOOB)

Oieeee, gente! Tudo bem?

'A Educação dos Sentidos' é um livro que traz vinte e sete crônicas do escritor (teólogo, psicanalista e educador) Rubem Alves, que infelizmente faleceu em 2014, porém sua literatura está cada vez mais viva, prova disso é o relançamento desse título pela Editora Planeta.


As crônicas falam sobre aprendizagem através dos nossos sentidos (tato, paladar, visão, audição e olfato). Rubem traz provocações a respeito da forma como podemos aprender, não ligando a aprendizagem somente ao fato de ver, aliás é preciso ressaltar que "ver" é também uma questão de "saber ver, entender".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos são os de mais fácil compreensão cintifíca (...) A Adélia Prado disse "De vez em quando Deus me tira a poesia, olho para uma pedra e vejo uma pedra. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. - Pág 26 
Este também é um livro para nos fazer refletir sobre como nossos sentidos são extremamente importantes, às vezes não percebemos, entramos no modo automático, e nesta leitura Rubem Alves mostra a necessidade de reeducar os sentidos. 



Rubem Alves era um educador, defensor ferrenho de uma educação que fosse funcional, real e útil, para ele a escola 'ensina' para o trabalho, para o vestibular e não para a vida. Isso para mim foi muito instigante, sou professora de ensino fundamental e médio e em todas as escolas que trabalhei o foco sempre foi o vestibular, ensino para isso, mas há algum tempo tenho me deparado com um pensamento contra o vestibular e repensado minhas práticas, talvez a educação devesse se preocupar mais com o individuo.

Pergunto a você, meu leitor: de tudo que você estudou para passar no vestibular, o que sobrou? Por que nós, professores universitários, não passaríamos no vestibular? Por que temos memória fraca? Não. Porque temos memória inteligente. A memória inteligente não leva bagagem desnecessária. - Pág 78

'A Educação dos Sentidos' também destaca o amor pelos livros, o coração de leitor fica quentinho quando o assunto é literatura. Rubem fala sobre o hábito de ler, como usar essa ação para fortalecer nosso intelecto, ler criticamente e aguçar os sentidos através dessa ação.

Dentre as várias reflexões referentes à leitura, uma me chamou mais a atenção: a escola 'obrigar' os alunos a lerem livros que muitas vezes não são prazerosos. Infelizmente, tenho que concordar, muitas vezes os alunos leem livros por obrigação (não leem, pegam resumos na internet), mas isso não traz o gosto pela leitura, não incentiva. Rubem mostra a urgência de o sistema escolar buscar livros que sejam parte da vida do educando, que o ato de ler não seja um peso e sim uma satisfação.
Porque esse é o objetivo da literatura: prazer. O que os exames vestibulares tentam fazer é transformar a literatura em informações a serem armazenadas na cabeça. Mas o lugar da literatura não é na cabeça: é o coração.(...) que não havia razão para se ler um livro que não dá prazer quando há milhares de livros que dão prazer. - Pág 97
Apesar desse livro não ser recomendado somente para professores, ele se estende principalmente na aprendizagem escolar, críticas ao sistema de ensino, a inutilidade dos vestibulares. Rubem destaca que a escola tem um modelo falido, por não educar para a "sensibilidade", ignora o uso dos sentidos para alcançar conhecimento.


'A Educação dos Sentidos' é uma leitura com escrita fluída, cativante, cheia de metáforas e atemporal. Se você deseja uma leitura rápida, instrutiva e repleta de lições, essa é uma ótima opção.
Rubem Alves é um escritor que conquistou meu coração, pois lembro-me de que quando eu era adolescente passei uma tarde inteira debruçada sobre um livro dele e voltar a ler Rubem é sempre um  enorme prazer.


NOTA: 


Conta aí se você já leu esse livro!
Um beijo e até breve!

Rubem Alves é um psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.Durante sua infância, enfrentou os problemas comuns ocasionados pelas frequentes mudanças de estados e de escolas. Tais mudanças influenciaram sua atitude de introspecção que o levou à companhia dos livros e ao apoio da religião, base de sua educação. Presbiteriano, tornou-se pastor. Teve três filhos, e entrou numa crise de fé decorrente de um problema de saúde na família, tendo assim de abandonar o pastorado. Apóstata do cristianismo, tornou-se crítico da religião organizada. De volta ao mundo secular, tornou-se escritor e acadêmico.

Título Original: Tá Todo Mundo Mal
Autor: Jout Jout
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 200
Gênero: Crônicas brasileiras
Ano: 2016
Comprar: Amazon

Sinopse: Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em tá todo mundo mal, ela reuniu as suas "melhores" angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, "Jout Jout, Prazer". Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias! (SKOOB)

Oi, gente! Tudo bem com vocês?
Minha dica de livro de hoje vai falar sobre as famosas crises. Crises que todos nós passamos na vida, algumas com mais intensidades que outras, mas que todos nós passamos.


'Tá Todo Mundo Mal' é o primeiro livro da Julia Tolezano ou, como é mais conhecida no Youtube, Jou Jout. Eu a conheço desde 2015 e quando soube que publicaria um livro fiquei muito animada, pois gosto bastante dela.

Embora o livro já tenha sido publicado á um tempinho, somente agora tive a oportunidade de ler a obra dessa Youtuber da qual aprecio bastante.

As crises que a Jout Jout aborda em suas crônicas são variadas e vão desde encontrar um príncipe encantado e de ser trouxa á escolher a profissão certa, tem também aquela do medo de sofrer um estupro até a crise que te livra de outra crise (nunca tinha pensado nisso até ler umas dessas crônicas).
Como queria dizer que fui uma adolescente super bem resolvida, que não ligava para rapazes, que não me apaixonava por meninos no emprestar de uma borracha, que não chorava vendo Moulin Rouge. Ó, céus, como eu queria. - (Página 21)
São assuntos que abordam o cotidiano de pessoas normais ou nem tão normais assim (depende de quão normal você seja) e de coisas que talvez passamos ou iremos passar em nossas vidas.

A escrita é leve e humorada, houve momentos em que ri bastante com a leitura e legal é que isso não diminuiu em nada a importância do assunto falado.
Todo e qualquer momento revolucionário que tenho na vida acontece nos lugares menos poéticos. - (Página 58)
Me vi em vários momentos passando pelas mesmas crises que Jout Jout passou, percebi também que aconteceu de eu estar na mesma crise que ela viveu, principalmente quando a autora abordou sobre profissão e o quanto acabamos nos comparando com outros amigos que já sabem o que querem da vida.


'Tá Todo Mundo Mal' é com certeza um livro maravilhoso, com uma capa que já mostra a personalidade da autora, onde a Julia pôde nos mostrar todo o seu talento com a escrita e nos deixar conhecer a pessoa que está por trás da câmera.

Se você quer ler algo leve, sorrir um pouco de algumas situações alheias - sem culpa disso - e sentir que não é o único com problemas ou uma vida imperfeita, então esse livro é para você.
A gente cresce e continua tomando decisões sem sentido. - (Página 91)

NOTA:

Desejo uma ótima leitura e até mais!
Abraços

Julia Tolezano da Veiga Faria, ou Jout Jout, nasceu em 1991, em Niterói, Rio de Janeiro. Estudou jornalismo na PUC-RJ e frequentou brevemente o curso de letras. Em 2014 começou agravar vídeos e criou o canal Jout Jout Prazer, no You Tube, que foi parar nas pautas de todas as mídias do país após o vídeo "Não tira o batom vermelho", que fala sobre relacionamentos abusivos e já foi visto por 2 milhões de pessoas. Foi colunista da revista Cosmopolitan por cerca de um ano.

Título Original: When we Collided
Autor: Emery Lord
Série: Livro único
Páginas: 352
Gênero: Literatura Estrangeira / Jovem Adulto / Romance
Editora: Seguinte
Ano: 2018
Comprar: Amazon

Sinopse: Neste romance envolvente, Vivi e Jonah descobrem que, quando se encontra a pessoa certa no momento ideal, tudo muda para sempre. Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander. Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela? (SKOOB)

Oiiiiiie, gente! Tudo bem?

Hoje minha dica de leitura para vocês é um livro muito fofurinha, o Young Adult (jovem adulto) 'Queria que Você me Visse' da autora Emery Lord, livro de uma extrema sensibilidade e que aborda temas muito relevantes.


Vivi é uma garota muito especial, que está passando com sua mãe o verão em Verona Cove (uma cidadezinha turística muito aconchegante!). Vivi é alegre, vê a vida de uma maneira muito própria, gosta de pintar e desenhar. São muitas suas boas características, mas há um problema, ela não toma corretamente os seus remédios, não fica claro no começo da trama que tipo de transtorno mental aflige a nossa personagem e também não falarei para não dar spoiler. Além disso, Vivi sente um grande vazio em sua vida: a falta do pai, ela jamais o conheceu e agora vê o momento de preencher essa lacuna de sua vida

Jonah é um garoto que tem cinco irmãos e uma mãe despedaçada emocionalmente, ele perdeu o pai, um homem amoroso e provedor, através de um infarto antes dos 50 anos, o que traz dor a todos. A família agora é sustentada pelos três filhos maiores, Jonah é responsável por cuidar dos irmãos menores e também por trabalhar no restaurante que o pai deixou, ele cozinha muito bem e ajuda o sócio do pai. A família é tudo para Jonah, sua mãe está mal, depressiva desde que o pai morreu, ela infelizmente ainda não conseguiu superar tamanha dor, Jonah e os irmãos não podem desistir de tudo, visto que agora eles fazem o papel de pai e mãe das crianças.

Vivi e Jonah são duas pessoas que têm vidas igualmente conturbadas, porém personalidades muito diferentes,Vivi é um furacão, Jonah calmaria, ela é impetuosa, ele bem contido, ela aventureira, ele realista, mas apesar disso eles vão encontrar um no outro a cumplicidade e o apoio de que precisam para superar toda dor a que foram expostos, ambos têm apenas 17 anos, entretanto já encararam várias perdas e irão aprender que superar é preciso, sempre.
Vivi é um descanso para os meus pensamentos. Ela vive a toda velocidade, e tenho que me esforçar para acompanhar. Consome tanta energia que nem consigo me concentrar na minha vida horrorosa. Ela preenche tudo com novas memórias. - (Pág 106)

A escrita de Emery é muito leve, avancei as páginas sem dificuldade alguma, pois amo livros que são narrados por ambos os pontos de vista do casal (aqui é Vivi e Jonah que narram! <3), além disso as cenas são bem descritas e a que mais me agradou foi a que mostra a referência ao nome do livro, bem fofinha!
Não gosto de como as pessoas escondem as próprias cicatrizes e dúvidas. Sério, não é justo com quem está mal. Elas acreditam que todos os outros têm tudo sobre controle, sem um único pensamento ruim na vida - (Pág 231)
Também gostei bastante dos personagens secundários, são apaixonantes e bem construídos. A família de Jonah e os irmãos são todos importantíssimos, não estão ali por acaso, eles são necessários, a mãe é outra dos vários personagens que tive vontade de abraçar e dizer que tudo ia ficar bem.


'Queria que Você me Visse' é um livro principalmente sobre os transtornos psicológicos e a vida de uma pessoa que convive com isso. Emery Lord nos mostra que ter uma disfunção de ordem mental não é ser excluído, que pessoas que sofrem de algum distúrbio são pessoas normais, elas amam, vivem, se relacionam com todos a sua volta e que precisam ser entendidos, a saúde mental também dói, menosprezar isso é um erro que muitos cometem.
Alguns de nós vão à terapia, são medicados, têm que balancear atividade física e horas de sono para se manter equilibrados. E há dias ruins. Mas também há dias bons: com festas, galerias, férias... Essas coisas podem coexistir. - Emery Lord 
Eu realmente adorei o livro, mas houve três aspectos que me desagradaram um pouquinho. O primeiro é que apesar de falar sobre transtornos mentais, essa questão poderia ter sido mais aprofundada, mas já acho importante a provocação a respeito da temática.
O segundo é que acho que algumas pontas em relação ao pai e a própria família de Vivi ficaram abertas.
O Terceiro e último, eu queria mais um epílogo, quem sabe um salto no tempo e aí ver mais da vida dos personagens, só mais uma página (hahahaha)


Mesmo assim, recomendo demais a leitura de 'Queria que Você me Visse', pois é um livro muito fofo e com boas lições para a vida, principalmente para o público alvo que são os jovens.



NOTA:

E aí ficou com vontade de ler? Já leu?
Conta aí, quero saber de tudo!
Beijinhos e até breve!

Emery Lord nasceu na costa leste dos Estados Unidos e cresceu perto da praia, de um grande lago e do rio Ohio. Como boa moradora de Cincinnati, adora cerveja, música e a biblioteca pública da cidade. Vive com o marido e dois cachorros. Além de Queria Que Você Me Visse, também escreveu outros livros para jovens, como The Start of Me & You e Open Road Summer.

Título Original: SnotGirl VOL 1. Green Hair Don't Care
Autor: Bryan Lee O'Malley & Leslie Hung
Série: Volume #01
Ano: 2018
Páginas: 136
Gênero: HQ, Comics, Mangá
Comprar: Amazon


Sinopse: Do mesmo criador do fenômeno Scott Pilgrim, Garotaranho é uma das séries mais ousadas, engraçadas e espertas dos quadrinhos atuais. Lottie Person é uma blogueira de moda que vive uma vida absolutamente incrível — ou pelo menos é o que ela quer que você acredite. A verdade é que sua alergia está fora de controle, seu nariz não para de escorrer, o namorado a trocou por uma garota mais nova e é possível que ele tenha cometido um homicídio. Este é o primeiro volume do sensacional Garotaranho, de Bryan Lee O'Malley, criador de Scott Pilgrim, e da desenhista Leslie Hung. (SKOOB)

Assim que 'Garota-Ranho' chegou, eu não resisti, se vocês me acompanham um pouco aqui no blog, podem perceber que gosto de ler HQ e mangás. E essa mistura atrativa do traço impecável do quadrinista, da moça chorando na capa, do selo indicando que é do mesmo criador de Scott Pilgrim  - do filme "Scott Pilgrim contra o mundo", onde o Scott tem que lutar contra os 7 ex-namorados de Ramona para então poder namorar com ela em paz -, em conjunto com a possível ressaca literária que estava se aproximando foram demais para aguentar a tentação, eu precisava de uma leitura leve e divertida, tudo o que a HQ prometia. 

A HQ olhou para mim, eu para ela, e assim ficamos trocando olhares até que eu não conseguisse mais resistir a curiosidade em ler 'Garota-Ranho', e mesmo com um pouco de culpa no coração de deixar outros livros de lado, não me arrependo nem por um minuto, de ter acompanhado a estória de Lottie durante uma noite. Em apenas uma hora, uma confusão de sentimentos tomou conta de mim ao longo da leitura, e foi o suficiente para que eu perdesse algumas horas de sono pensando sobre quando será o lançamento do segundo volume de "Garota-Ranho."


Em 'Garota-Ranho', vamos conhecer Lottie Person, uma blogueira de moda que vive na cidade grande para correr atrás de seu sonho, porém, suas amigas são terríveis. Sunny, seu namorado pediu 'um tempo', e ela guarda um segredo horrível: sofre de severas crises alérgica. Meio bobo esse segredo não é? Mas para Lottie, esse segredo pode acabar com sua imagem perfeita que ela tanto estima e com sua carreira.
Tanta dor nesses olhos. Você é uma flor com medo do sol.
Seu ciclo de amigos são basicamente blogueiras e logo no inicio somos apresentados à Megan Foster, ou Meg, como preferir. Lottie à apelidou de "NormGirl", o que em uma tradução literal do inglês seria "Garota Normal". Sua outra amiga blogueira é Misty Sutton, ou como a Lottie à apelidou, "CuteGirl", que seria "Garota Fofa". E as vezes elas marcam para fazer o 'brunch das haters', não é incrível? Já quero com minhas amigas (hahahaha). Mas na verdade, elas são péssimas amigas, se preocupam mais em manter o instagram atualizado do que em mandar uma mensagem para Lottie. E a solidão que Lottie sente é bem retratado durante as noites e em suas crises alérgicas.
É um saco quando o passado volta pra assombrar, né?
Ao decorrer da leitura o 'tempo' em que Sunny pediu começa a afetar Lottie após ele postar uma foto no Instagram com outra garota. É então que Lottie percebe que não era 'um tempo', e sim que ele havia terminado com ela para ficar com essa garota, Charlotte, que é mais nova e parece ser uma copia de Lottie. O que a faz pensar que seu ex-namorado está envolvido na verdade com uma stalker, ou uma fã que apenas quer ter tudo que é ou já foi de Lottie, como roupas ou até mesmo o namorado.


A estória começa a desenvolver depois que Lottie conhece uma garota linda chamada Caroline, na qual Lottie apelidou de "coolgirl", ou seja, "garota legal". Caroline e Lottie viram melhores amigas quase que instantaneamente, já que gostam das mesmas coisas, fazem até mesmo o mesmo pedido de café no starbucks e são blogueiras. Caroline era a única amiga de Lottie que sabia de seu 'terrível segredo', e isso tornou a amizade delas ainda mais forte. Ela é tão importante para a estória que está presente até na última página da HQ. Só que Caroline também esconde um segredo.
Quer saber? No fim das contas, ó: É só um cara. Agora ele parece o cara, mas... é só mais um. Vão ter outros.
Além do mais, é possível que Lottie tenha matado alguém, pelo menos é nisso que ela acredita. Quando ela e Caroline vão em uma festa, Lottie tem uma crise alérgica no banheiro e no dia seguinte só consegue se lembrar de muito sangue no banheiro, e já que Lottie não estava machucada, significa que o sangue não era seu. Isso à deixa dias sem sair de casa, apenas esperando a polícia bater em sua porta. Será que o crime realmente aconteceu ou é apenas sua mente lhe pregando uma peça?

Preciso nem falar que estou completamente apaixonada nesta capa né? Olha só que imagem linda da Lottie \o/
INCRÍVEL! É o que tenho para dizer à respeito desse quadrinho, é simplesmente maravilhoso! É uma crítica social muito bem elaborada e bem humorada (e um pouco dramática) sobre o mundo de blogueiros, onde se vive de aparência, sendo que a própria protagonista da HQ tem que esconder que tem alergia, pois isso estragaria sua imagem de perfeita e faria com que as pessoas quisessem parar de ser como ela, e "que morte horrível" para a carreira dela de blogueira caso isso viesse acontecer.

'Garota-Ranho' tem uma mistura adorável de humor, drama, suspense e referencias na dosagem certa, também se pode esperar um plot twist, ou seja, uma reviravolta na história.

O enredo é narrado pela Lottie, com traços do Bryan e da Leslie em conjunto com o toque do colorista Mickey Quinn e as letras de Maré Odomo que deixam a estória, além de fluída também envolvente.

Fui capaz de sentir empatia pela protagonista em seus momentos de aflição, e acredito que fiquei tão angustiada quanto a Lottie ao decorrer dos acontecimentos. Aflição, curiosidade, risos, surtos e confusão, é indescritível o que eu senti enquanto lia, a cada página era um sentimento diferente.

O desenvolvimento de tudo foi fantástico, mas aparentemente a HQ tem um desfecho clichê, confesso. Aliás, eu não tinha grandes esperanças para essa temática da HQ - 'a vida de uma blogueira, sério?' - mas também não esperava que eu iria ficar praticamente uma hora pós leitura parada só pensando nas milhares de possibilidades para o final e para a continuação, ou até mesmo na possibilidade de uma série original Netflix (hahahah).

Simplesmente recomendo 'Garota-Ranho' para todo mundo! Você gosta de drama? Esta HQ tem. Suspense? Tem também. Romance? Tem. Amor não correspondido? Teeeem. Referencias? Why so serious? To brincando, tem também! Amizades falsas e verdadeiras? Também tem. Um pouco de sangue? Também tem (hahaha). Agora você entende quando eu digo que essa HQ tem grandes chances de agradar a todos? Tem de tudo um pouco, e isso a torna maravilhosa (na minha opinião).

PS: Bryan Lee O'Malley, além de autor de "Garota-Ranho", também é autor de outros quadrinhos, estes já foram publicados pelo selo Quadrinhos da Cia, sendo "Repeteco" o mais recente (antes de garota-ranho).


NOTA: 

Espero que tenham gostado <3 XOXO

Bryan Lee O'Malley, co-criador, é quadrinista canadense e atualmente mora em Los Angeles. Bryan criou a cultuada série SCOTT PILGRIM e é pirado.                                                         
Leslie Hung, co-criadora, é quadrinista e nasceu em Los Angeles. Leslie ama maquiagem e come buldak, prato coreano típico, sem parar. Tem 1,70m.